Clube de Produtores Florestais Navigator reuniu em Mortágua
O Clube de Produtores Florestais Navigator realizou no passado dia 10, em Mortágua, um encontro que assinalou o 2º aniversário deste Clube, que junta associados e parceiros em torno da capacitação e o desenvolvimento dos vários agentes, e da valorização da fileira e do setor florestal.
O Montebelo Resort Aguieira foi o local de realização deste encontro que contou com a presença de cerca de 200 participantes, entre produtores, prestadores de serviços, associações e escolas profissionais. O Grupo Navigator esteve representado pelo Engº João Lé, Administrador da Área Florestal, Engº António Redondo, CEO da empresa, e Paulo Santos, Coordenador do Clube Produtores Florestais Navigator. Estes intervenientes agradeceram a colaboração/parceria do Município de Mortágua em diversas ações e projetos que visam a defesa da floresta e a sustentabilidade do setor florestal.
A convite da Navigator, o Município de Mortágua esteve representado neste evento pelo Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Pardal, e pelo Vice-Presidente, Luís Filipe Rodrigues. A Floresta é o maior ativo económico do concelho de Mortágua, contribuindo fortemente para o PIB local, a criação de riqueza e emprego. Cerca de 85% do território do concelho é ocupado pela floresta, servindo finalidades como a produção de madeira, papel e pasta de papel, e a produção de energia, através da recolha e transformação da biomassa (Central Termoelétrica de Mortágua). Além da dimensão económica (Mortágua é um dos maiores centros produtores e fornecedores da indústria), acresce o contributo em termos ambientais, como a captação de carbono, a redução do consumo de combustíveis fósseis e do efeito estufa.
O Município de Mortágua e a Navigator têm desenvolvido parcerias, nomeadamente na recuperação/reflorestação de áreas ardidas, na divulgação de boas práticas de gestão e programas de apoio aos produtores, tendo como finalidade uma floresta do concelho mais resiliente, produtiva e sustentável.
No evento, foram partilhados alguns marcos relevantes atingidos pelo Clube: mais de 600 membros, envolvendo um volume de negócios superior a 682 M€; 16 processos de modernização de equipamentos, em 2025, totalizando um investimento de 2,8 M€, dos quais 1,6 M€ foram apoio direto da Navigator; mais de 1500 candidaturas submetidas no portal do Clube de Emprego; 5 protocolos assinados com Escolas Agrárias Profissionais; 7 Bolsas de Estudo atribuídas, em parceria com o Crédito Agrícola; 4 protocolos – com o Crédito Agrícola, a Galp, a Moeve e a OZ Energia –, e apoios ao investimento disponibilizados pela Navigator, com condições privilegiadas para os membros do Clube.
O Clube Produtores Florestais Navigator apresenta-se como uma plataforma de partilha de conhecimento, de inovação e de apoio financeiro, procurando criar valor para os seus membros e para o setor no seu todo. Na génese da criação deste Clube está o reconhecimento por parte da Navigator do papel preponderante que a comunidade de Produtores Florestais tem para o sector e a necessidade de trabalhar a capacitação e o desenvolvimento dos vários agentes.
A sua relação com os vários agentes da fileira florestal – produtores, fornecedores de madeira, prestadores de serviço, associações e entidades públicas, assenta em três princípios-chave: mais proximidade, mais investimento e maior compromisso. Os membros usufruem de um conjunto de benefícios exclusivos, como o apoio ao investimento, partilha de conhecimento (inovação e desenvolvimento), pela sua adesão.
Números:
- Em 2024, a floresta portuguesa cobria cerca de 36% do território nacional, o que equivale a aproximadamente 3,2 milhões de hectares.
- Em 2023 — dados relativos a 2024 ainda não são conhecidos —, as indústrias de base florestal, incluindo madeira, cortiça, mobiliário, pasta, cartão e papel, geraram um volume de negócios de quase 12,3 mil milhões de euros. As empresas de silvicultura e de exploração florestal geraram um volume de negócios de 1,2 mil milhões de euros.
- No total, estas atividades representaram cerca de 13,6 mil milhões de euros de volume de negócios, contribuindo para cerca de 5% do Produto Interno Bruto nacional.

