Requalificação do Largo da Feira de Vale de Açores e Espaços Envolventes
Requalificação do Largo da Feira de Vale de Açores e Espaços Envolventes
A Câmara Municipal aprovou o Estudo Prévio da Requalificação do Largo da Feira e Espaços Envolventes. Intervenção pretende valorizar toda esta área e potenciar a sua fruição como espaço de estadia e lazer.
A requalificação do Largo da Feira e Espaços Envolventes encontra-se prevista na ação definida no Plano Estratégico de Reabilitação Urbana (PERU) de Vale de Açores e Mortágua. A sua concretização traduz-se na elaboração de um projeto urbano que integre de forma harmoniosa as duas componentes determinantes do local: a qualificação do espaço público e a qualificação do espaço edificado.
A área de intervenção urbanística incide sobre o Largo da Feira e espaços envolventes. Inclui o Largo Augusto Simões e o atual campo de jogos bem como o recinto onde se realizam festas e eventos (a Sul da Rua do Cabecinho) e ainda a Alameda que lhe fica adjacente. Inclui, ainda, o largo situado na Rua Dr. João Pais Carvalho Mamede, a sul, frente à sede do Rancho Folclórico de Vale de Açores
Relativamente à qualificação do espaço público as ações planeadas visam promover a distinção/integração de pavimentos, envolvendo o espaço da Feira, o espaço do chafariz, o Largo Augusto Simões e a rede viária envolvente; a estruturação do espaço da Feira assente numa malha geométrica e organizada (parte importante da intervenção assenta na redefinição do pavimento do Largo da Feira e envolvente, a organização do espaço da Feira em função de uma utilização disciplinada por parte dos feirantes); a plantação de novas árvores, utilizando espécie(s) arbórea(s) adequadas ao local, garantindo mais ensombramento e uma maior retenção de água no solo, e melhorando as condições para a sua utilização diária como espaço de recreio e lazer da população; a definição de áreas de estacionamento organizado, adjacentes e/ou complementares ao espaço da Feira; a integração adequada de mobiliário urbano e iluminação pública.
Pretende-se, com a intervenção planeada, que o Largo da Feira seja um espaço homogéneo, de grande qualidade urbana, funcional e apelativo, preparado não só para a sua utilização como “Campo de Feira” mas, sobretudo, para a sua utilização diária como espaço de convívio social e lazer ao ar livre. A intervenção procura integrar o atual espaço da Feira com o Largo Augusto Simões, criando-se um único espaço público homogéneo e qualificado, onde as atividades económicas/comerciais (funcionamento da Feira, do comércio e restauração) e o recreio e lazer públicos contribuam para o bem-estar e conforto dos seus habitantes e utilizadores.
Requalificação do espaço das festas e do Largo Augusto Simões
O espaço de festas, a sul, será aberto e ampliado, propondo-se a demolição do sector da bancada que atualmente o divide do espaço mais arborizado. A bancada é mantida ao longo do limite com o arruamento (Rua do Cabecinho) onde tem uma função de contenção de terras; a mesma tipologia de bancada é repetida ao longo de todo este limite, mas num formato mais natural, com uma estrutura de bancadas em madeira com plantação de herbáceas de revestimento e arbustos, formando uma barreira visual interessante para este espaço arborizado, que passa a integrar as instalações sanitárias existentes, no seu extremo nascente.
O chafariz continuará a manter um lugar de destaque como elemento arquitetónico do Largo, mas será requalificado o embasamento.
O acesso aos edifícios confrontantes com o Largo será feito por via mista (automóvel e pedonal) devidamente demarcada, com sentido único.
No Largo Augusto Simões, a circulação automóvel passa a fazer-se maioritariamente no prolongamento da Rua do Cabecinho, mantendo-se um corredor misto (prioritariamente pedonal, com acesso automóvel eventual) arborizado ao longo da sua fachada nordeste, integrando-se, assim, no desenho geral do espaço da feira. Com esta proposta de intervenção, todo o Largo Augusto Simões passa a ser continuação do espaço da feira, terminando num espaço de estadia agradável, com sombra, potenciando a vivência social quotidiana próximo da atividade de restauração existente.
Pretende-se reforçar a arborização no Largo da Feira (e estendê-la ao Largo Augusto Simões), bem como o alinhamento de novas árvores ao longo dos arruamentos limítrofes (Rua do Cabecinho e Rua dos Cães), dando-lhes, nessa zona, um perfil de rua arborizada.
Na Rua do Cabecinho, a extensão do passeio ao longo de todo o percurso do espaço da Feira e no limite com o atual recinto de festas complementa a proposta de implantação de um banco corrido, tornando este espaço mais agradável tanto para circulação pedonal como para estadia, mesmo nos dias em que se realiza a Feira.
Na Rua dos Cães, o alinhamento do lancil permite ganhar um espaço significativo de passeio, apoiado pela nova arborização do lado do espaço da Feira, beneficiando a atividade comercial aí existente e potenciando novas intervenções.
A intervenção geral vai ser objeto de uma candidatura ao Portugal 2030 (Fundos Comunitários) para financiamento, sendo que o investimento total estimado é superior a 600 mil euros. O objetivo é que a obra seja lançada em 2024.
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