Município levou exposição itinerante sobre a vida e a obra de Branquinho da Fonseca à Fundação Calouste Gulbenkian
Presença da exposição, organizada pela Biblioteca Municipal, inseriu-se no “Encontro //evocar Branquinho da Fonseca: O Homem e a Obra” realizado no passado dia 21 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, assinalando o 50.º aniversário da morte do escritor mortaguense Branquinho da Fonseca.
O Município de Mortágua foi convidado a participar neste encontro, organizado pela BAD-Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação, que pretendeu evocar e homenagear uma figura maior da cultura portuguesa, que amou profundamente os livros, deixando obra na literatura, mas também na promoção da leitura em Portugal.
Fortemente marcado pelo exemplo do pai, Branquinho da Fonseca teve igualmente a coragem de pugnar, em tempos de ditadura, por uma educação que chegasse a todos, através do poder da leitura na formação do indivíduo enquanto cidadão.
Dedicou-se à poesia, ao conto, ao romance, à novela e ao texto dramático, interessando-se igualmente pela fotografia, pelo desenho e até pelo design gráfico. Foi fundador e dinamizador das Bibliotecas Fixas e Itinerantes da fundação Calouste Gulbenkian. Muitos se lembrarão das famosas carrinhas que levavam os livros até aos locais mais afastados dos centros urbanos.
A Exposição “Branquinho da Fonseca – Uma Vida a Fazer Ler”, inaugurada a 7 de maio de 2022 na nossa Biblioteca Municipal, é uma viagem pela vida e obra do escritor, dando a conhecer as várias facetas (escritor, tradutor, homem das artes, Bibliotecário, Humanista) deste cidadão nascido na aldeia das Laceiras e filho de outro insigne escritor mortaguense, Tomás da Fonseca, e destacando o seu contributo inestimável para a cultura e o acesso ao conhecimento em Portugal.
Teve a coordenação de Maria Mota Almeida, Investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e de Luís Branquinho da Fonseca Soares de Oliveira, um dos netos do escritor.
A exposição tem percorrido o país de norte a sul, do litoral ao interior, tal como Branquinho da Fonseca levou os livros pelo país através das Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, permitindo o empréstimo domiciliário e a fruição acessível do livro a milhares de portugueses.
Esta exposição itinerante já viajou por 16 Bibliotecas do Continente e Ilhas, incluindo centros culturais do país, nomeadamente Mondim de Bastos, Marvão, Covilhã, Meda, Coimbra, Oliveira de Azeméis, Sesimbra, Vila Nova de Paiva, Mealhada, Sardoal, Madalena (Açores), entre outros. A próxima itinerância será São Domingos de Rana, no concelho de Cascais.
“Uma Vida a Fazer Ler” é um sonho concretizado de Branquinho da Fonseca para que toda a gente alargue horizontes e deixe de acreditar que "o mundo é pouco mais do que se avista do cimo dos montes".

