Município e CPCJ de Mortágua assinalam Mês da Prevenção dos Maus -Tratos na Infância
O Município e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mortágua (CPCJ) associaram-se para assinalar o Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância - Mês de Abril, sensibilizando a comunidade para a necessidade de cuidar e proteger as nossas crianças e jovens.
“Serei o que me deres... que seja amor" é o mote da campanha nacional que tem como símbolos os já habituais laços azuis e que pretende apelar à participação de todos na missão de prevenir e denunciar os maus-tratos na infância, e para a obrigação geral de proteger e promover os direitos das crianças e jovens.
O símbolo da campanha de prevenção, o Laço Azul, está colocado nos jardins públicos, Edifício dos Paços do Concelho, edifícios-sede das Juntas de Freguesia, Escolas, Jardins de Infância, e noutros locais de atendimento público, como Bombeiros, GNR, Centro de Saúde.
Os laços distribuídos pelas ruas contêm menções aos direitos das crianças, como o direito a ter uma familia, à proteção, a ser cuidada com amor, a ser feliz. Alguns laços fazem também referência ao mote da campanha do Laço Azul: “Serei o que me deres…que seja Amor” ou alusão a mensagens como “Só o amor pode bater”.
As crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo da Escola Básica Dr. Afonso Abrantes vão participar na formação de um Laço Azul Humano. A iniciativa irá também realizar-se no Jardim-Escola João de Deus. A iluminação da fachada do edifício dos Paços do Concelho com a cor azul, é outra das ações simbólicas que assinalam a data.
À semelhança de anos anteriores, a campanha conta com o envolvimento do Comércio Local, com os estabelecimentos a ostentarem laços azuis e cartazes com uma resenha da história humana que está por detrás deste símbolo, que passou a identificar a campanha de prevenção a nível mundial.
A Campanha ”Laço Azul” iniciou-se em 1989, na Virgínia, E.U.A. quando uma avó, Bonnie W. Finney, amarrou uma fita azul à antena do seu carro para fazer com que as pessoas se questionassem. A história que Bonnie Finney contou aos elementos da comunidade que a interpelaram foi trágica, contando os episódios de maus-tratos à sua neta. O seu neto já tinha sido morto por maus-tratos, de forma brutal.
O azul da fita refletia a cor das nódoas negras e dos corpos batidos dos seus dois netos, alvos de violência pela mãe e namorado, e servia como um lembrete constante na sua luta pela proteção das crianças contra os maus-tratos.
É preciso dizer que os maus - tratos físicos e psicológicos sobre as crianças provocam danos irreparáveis, com consequências nefastas no seu equilíbrio e desenvolvimento. A prevenção deve começar na família, prolongar-se na escola e constituir uma responsabilidade de toda a sociedade.
O Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Pardal, refere que “nunca é demais relembrar a obrigação de proteger as crianças e os jovens e prevenir situações de maus tratos. Ser criança é ser feliz e todos nós temos a responsabilidade de assegurar que as crianças e os jovens cresçam num ambiente de segurança, tranquilidade, proteção e desenvolvimento harmonioso”.

