Município de Mortágua aposta na Habitação e no Emprego para fixar população
O Município de Mortágua definiu a habitação como uma prioridade estratégica, focada no aumento da disponibilidade de habitação e na resposta à crescente necessidade de habitação acessível, sobretudo dos jovens. Esta forte aposta na Habitação, com tradução no Orçamento Municipal de 2026 e anos seguintes, visa ainda acompanhar e complementar outros investimentos estruturantes com impacto na fixação de pessoas no concelho, destacando-se a ampliação do Parque Industrial, já iniciada.
Encontra-se em plena execução a empreitada de ampliação e requalificação da antiga escola primária e cantina de Mortágua. No local vão surgir 10 apartamentos (4 T2 na antiga escola, 4 T2 num novo bloco e 2 T1 na antiga cantina), destinados a arrendamento a custos acessíveis. A empreitada representa um investimento de 1.049.039,63 euros, com financiamento através do PRR. A Câmara Municipal assumiu a candidatura, o lançamento do concurso e a fiscalização da empreitada. A previsão é que a obra possa ficar concluída no 1º semestre do ano.
Este investimento enquadra-se na Estratégia Local de Habitação delineada pelo Município de Mortágua. No âmbito desta Estratégia, o Município apresentou também uma candidatura para construção de 24 moradias unifamiliares a custos controlados em Vale de Açores, e outra para a reabilitação de habitações no concelho ao abrigo do Programa 1º Direito. Ambas as candidaturas aguardam aprovação por parte do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).
O Município aderiu ainda ao programa nacional da Bolsa de Alojamento Urgente e Temporário, tendo procedido à recuperação e requalificação das antigas escolas primárias de Almacinha e do Freixo. As duas intervenções, já concluídas, vão permitir acolher pessoas e famílias que estejam numa situação de risco ou emergência social, e que precisam de uma resposta imediata de alojamento, por um período transitório, até se conseguir uma solução definitiva.
Com estes projetos o Município pretende, por um lado, dinamizar e incentivar o mercado de habitação para arrendamento e criar mais condições para a fixação de pessoas no território, nomeadamente de casais jovens, e por outro, promover a reabilitação do edificado e o acesso a habitação condigna para todos (no caso do Programa 1º Direito).

