Mortágua recebeu espetáculo “Cantar Amália”, inserido no programa cultural “Noites Quentes”
O palco do Centro de Animação Cultural recebeu no passado dia 31 o espetáculo “Cantar Amália”, inserido no programa cultural “Noites Quentes”, promovido pela Câmara Municipal.
A iniciativa faz parte do Plano Anual de Atividades Culturais do Município - Mortágua Cultura'24, e tem lugar nas últimas quartas-feiras dos meses de janeiro, fevereiro, março, outubro, novembro e dezembro, animando as noites dos mortaguenses nos meses mais frios e proporcionando espetáculos muito diversificados ligados às artes performativas, desde música, dança, teatro, até outro tipo de apresentações.
Sara Ribeiro, 37 anos e natural de Lisboa, deu voz a conhecidos temas de Amália, entre os quais “Foi Deus”, “O Grito”, “Barco Negro”, “Povo que lavas no rio”, “Nem às paredes confesso”, “A Gaivota”, “Estranha forma de vida”, mas com a sua interpretação muito própria e peculiar, e com a particularidade de ser acompanhada ao piano (Samuel Dias) e não à guitarra, como é habitual. O espetáculo “Cantar Amália”, que teve a sua estreia em Mortágua, incluiu ainda a interpretação do fado “O Corvo” e de um poema “Não vivi”, ambos da autoria de Sara Ribeiro.
Sara Ribeiro é atriz de profissão, cantora e uma artista multidisciplinar, com um percurso em artes visuais e performativas. “Não me considero fadista. Gosto de fado e da Amália, porque gosto da tristeza e da melancolia, naturalmente. Quando comecei a ouvir fado, ouvia muito Amália, é algo que passou a fazer parte da minha vida”, disse.
Cerca de 80 pessoas marcaram presença, uma boa adesão para um espetáculo com entrada paga, numa noite de quarta-feira e num mês de pleno inverno, sendo mais uma prova de que os mortaguenses apreciam cultura e estão abertos a diferentes propostas artísticas.
O público rendeu-se à voz, tão suave quanto intensa, de Sara Ribeiro, e a esta forma diferente de interpretar as canções da diva do fado. As pessoas cantaram e trautearam alguns temas, ficando bem claro que Amália continua viva nas canções, na memória e no coração dos portugueses.
A programação das “Noites Quentes” terá continuidade no dia 28 de fevereiro, com um espetáculo de canto, violino e harpa, pelo Movimento Musical Cooperativo. O espetáculo está integrado na comemoração dos 20 anos da Biblioteca Municipal.

