Mortágua Jazz Fest consolida aposta numa oferta cultural diversificada e diferenciadora
A 2ª edição do Mortágua Jazz Fest encerrou neste fim de semana com mais quatro concertos.
No sábado contou com a atuação dos Colorless e da Big Band da EPABI (Escola Profissional de Artes da Covilhã).
Os Colorless, formado por Ricardo Costa ao piano e João Lucas ao saxofone, atuaram num cenário improvável e intimista, partilhando o mesmo espaço da exposição “Metamorfose do Ferro Perdido”, inaugurada na mesma noite.
Ricardo Costa e João Lucas foram colegas no Curso de Música na Universidade de Aveiro. Começaram por animar eventos na Universidade e na zona de Aveiro, até que em 2019 acharam que era altura de fazer algo mais a sério e criaram este projeto, juntando as competências de cada um e a conexão musical de ambos. O repertório que apresentam é uma fusão de jazz e pop, adaptando-se em função do ambiente, local e público em questão.
A Big Band da EPABI subiu ao palco do Centro de Animação Cultural, sob a direção de Fernando Ribeiro. Em palco apresentaram-se cerca de 20 jovens que frequentam os cursos Básico de Instrumento, Instrumentista de Cordas e Teclas e Instrumentista de Sopros e Percussão. O repertório incluiu temas de puro Swing, Latino Jazz, Bossa Nova, de nomes como Dizzy Gillespie, Chuck Mangione, Oliver Nelson, Nick Marchione, Joe Zawinul e Tom Jobim.
O último dia do Mortágua Jazz Fest contou com a participação do duo Victor Martins e dos Plexus.
O duo Victor Martins (voz e percussão) e Eduardo Faustino (guitarra) interpretou clássicos de Ella Fitzgerald, Frank Sinatra, Chuck Berry, Sarah Vaughan temas de Bossa Nova, entre outros. Alguns dos participantes no workshop “A Voz e o Jazz”, dirigido por Victor Martins, também subiram ao palco para interpretar standards de jazz.
Victor Martins tem raízes familiares em Mortágua e frequentou o Curso de Jazz e Música Moderna da Universidade Lusíada. Atualmente leciona aulas de Canto e Piano. Eduardo Faustino foi colega de curso de Victor Martins e já trabalhou com vários artistas nacionais, como Carolina de Deus, Nena, Rita Rocha, e tem participado em vários eventos de jazz de referência a nível nacional.
Seguiu-se a atuação dos Plexus, um projeto criado em 2022 que reúne músicos ligados a vários artistas e bandas de renome no panorama nacional. O grupo formado por Joaquim Rodrigues (piano), Xose Miguélez (sax tenor), Luís Ribeiro (guitarra elétrica); Pedro Santos (baixo elétrico); Miguel Ângelo (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria), interpretou temas do seu álbum homónimo “Plexus”.
Um elenco de músicos de elevada craveira que já tocaram com grandes nomes da música nacional. Joaquim Rodrigues, autor do projeto, já trabalhou com Ana Moura, Ana Bacalhau; Pedro Santos com os Clã, André Indiana, Virgem Suta, Miguel Araújo; Luís Ribeiro com os Cool Hipnoise e Azeitonas. O contrabaixista Miguel Ângelo e o baterista Marcos Cavaleiro são figuras de topo do jazz nacional com largo curriculum, sendo músicos altamente requisitados nos maiores projetos jazzísticos nacionais.
No encerramento do Mortágua Jazz Fest, a Vereadora da Cultura, Ilda Matos, destacou a qualidade dos grupos participantes nesta segunda edição e dirigiu palavras de agradecimento aos técnicos do Município envolvidos na organização. Dirigiu uma palavra especial de apreço para os músicos mortaguenses Victor Martins e Mateus Saldanha, bem como para os jovens mortaguenses que participaram nos workshops dirigidos por aqueles dois artistas. “Mortágua tem muitos talentos e a prova está nestes jovens que subiram ao palco e nos brindaram com magníficos momentos musicais”, afirmou.
O Mortágua Jazz Fest é um evento promovido pelo Município de Mortágua no âmbito da sua programação cultural anual. Tem como objetivo proporcionar ao público (mortaguenses e visitantes) uma oferta cultural diversificada e o contato com novas sonoridades, divulgando diferentes géneros musicais e artísticos.

