Inaugurada Ecovia do Mondego com ligação à Ecopista do Dão
Foi inaugurada a Ecovia do Mondego, uma ciclovia de 49 km com ligação à Ecopista do Dão e que percorre os concelhos de Santa Comba Dão, Mortágua, Penacova e Vila Nova de Poiares. A ciclovia proporciona uma ligação ciclável ao longo das margens do rio Mondego, e o contato com paisagens deslumbrantes, como a albufeira da Agueira, a Livraria do Mondego, e o acesso a praias fluviais.
A inauguração foi assinalada com o descerramento de uma placa alusiva junto à Ecovia, em cada um dos concelhos e por uma cerimónia oficial realizada junto à marina do Montebelo Aguieira em Mortágua. Na cerimónia, além das intervenções das entidades, foi feita a apresentação de um vídeo promocional da Ecovia do Mondego. À chegada ao local, e após o descerramento da placa junto à marina, as entidades fizeram um passeio de bicicleta pela Ecovia, ladeados pelo extenso plano de água da albufeira.
A inauguração contou com a presença do Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e dos Presidentes de Câmara dos quatro concelhos servidos pela Ecovia do Mondego, do Presidente da CIM-Região de Coimbra, da Vice-Presidente do Turismo Centro de Portugal, de um representante da Comissão Diretiva do Programa Centro 2020, Deputados do Círculo de Viseu na Assembleia da República, entre outros convidados.
No concelho de Mortágua a Ecovia do Mondego passa junta à Lagoa Azul, marina do Montebelo Aguieira e termina junto à barragem, tendo sempre vista para a albufeira.
A Ecovia do Mondego representa a estratégia da CIM-Região de Coimbra de promoção e valorização do turismo de natureza e concretamente no segmento Cycling e Walking (turistas que privilegiam passeios de bicicleta e caminhadas), que regista cada vez maior procura, sendo considerado um turismo mais sustentável e saudável. Representa também um incentivo para a mobilidade suave e a utilização de meios de deslocação mais amigos do ambiente. Essas preocupações fazem parte de um número crescente de turistas, que não querem destinos massificados, e antes preferem ter experiências únicas. E finalmente, alarga e complementa a oferta turistica integrada desta região, juntamente com outras rotas/percursos pedestres já existentes e produtos (património, cultura, gastronomia), e aumenta a capacidade de atração de visitantes.
“Está é mais uma marca diferenciadora para os nossos territórios, integrando as diferentes realidades de cada um deles mas que se tocam e se complementam. Temos a água, o rio Dão, o rio Mondego, a albufeira da Aguieira, e estas belas paisagens e infraestruturas para oferecer a quem nos quiser visitar. Abre-se agora a possibilidade de conjugarmos a Ecovia do Mondego com a Nacional 2, com a marca Mondego-Bussaco e a demais oferta turística da nossa região. Acima de tudo criamos coesão nos nossos territórios, fazendo esta “ponte” entre quatro territórios e entre duas CIM´s, Dão-Lafões e Região de Coimbra. É nesta oferta e resposta àquilo que as pessoas procuram no interior do país que nasce o crescimento sustentável”, afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Mortágua, Ricardo Pardal.
E salientou: “é importante que os operadores privados turísticos peguem nestas infraestruturas e nestes produtos, que os promovam e desafiem as pessoas, os turistas, a visitarem-nos”.
O presidente da CIM-Região de Coimbra, Emílio Torrão, afirmou que a inauguração da Ecovia do Mondego representa “um dia histórico para esta região e um marco significativo no seu desenvolvimento” e a concretização de um sonho antigo para muitos, “que é o de ligar as comunidades ribeirinhas do Mondego e devolver o Mondego às pessoas”.
“Este é também um percurso que acrescenta aos outros percursos que a CIM tem, são mais de 700 km de percursos pedestres e cicláveis, e que alimenta o sonho e a ambição da ligação desta Ecovia até à Figueira da Foz, fazendo a ligação da serra ao mar”, afirmou. Referiu ainda a aposta na mobilidade sustentável, e o trabalho que a CIM-RC está a fazer no sentido de promover a intermodalidade do transporte público na região, designadamente a criação de um título único que permita às pessoas utilizar a rodovia, a ferrovia, o SIT Flexi, e depois percorrer de bicicleta ou a pé estes percursos. “A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra será, a seguir às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a próxima região a dispor de um sistema deste nível”, adiantou.
O Secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, referiu que o turismo tem hoje um crescimento harmonioso por todo o território nacional, sendo um fator de coesão territorial e desenvolvimento das várias regiões, e apontou as questões da sazonalidade turística, da pressão sobre os recursos, da sustentabilidade, das alterações climáticas, do envelhecimento populacional, como desafios que o país tem pela frente nesta área.
Pedro Machado referiu que o crescimento do turismo em Portugal (cerca de 30 milhões de turistas, mais de 25 mil milhões de euros, mais de 77 milhões de dormidas em 2023) tem de representar também uma vantagem para as comunidades locais, criando emprego e riqueza, numa espécie de “relação de namoro” entre os que cá vivem e aqueles que queremos atrair ao território. E considerou a “hospitalidade dos portugueses” como um forte ativo que se destaca a nível do turismo global.
Salientou ainda que este investimento na Ecovia e na mobilidade sustentável está em linha com a realidade dos novos mercados, das novas tendências e dos novos turistas, aludindo a “uma nova geração de turistas que não querem ser chamados de turistas”, que procura destinos sustentáveis e que estão dispostos até a pagar mais para usufruir de experiências que tragam valor em termos de diminuição da pegada ecológica e da carbonização.
O convite é para vir conhecer este novo percurso que “abraça o rio” e as suas paisagens deslumbrantes. Pode ainda visitar o site específico da Ecovia do Mondego (ecoviadomondego.cim-regiaodecoimbra.pt), que possui várias indicações, como mapas, orientações, pontos de interesse, entre outras funcionalidades.
A Ecovia do Mondego foi alvo de uma candidatura ao Programa Valorizar do Turismo de Portugal liderada pela Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra, em parceria com a CIM Viseu Dão Lafões e os municípios de Santa Comba Dão, Mortágua, Penacova e Vila Nova de Poiares. Representou um investimento de 1,7 milhões de euros e teve comparticipações do Programa Centro 2020 e do Programa Valorizar.

