Inauguração da obra de requalificação do Mercado Municipal
Inauguração da obra de requalificação do Mercado Municipal
Teve lugar no passado dia 10 de Junho a inauguração da obra de requalificação do Mercado Municipal. O Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Pardal, e o Presidente da Assembleia Municipal, Acácio Fonseca, procederam ao ato simbólico da inauguração com o descerramento da placa alusiva ao momento, na presença de mortaguenses e representantes de entidades (Juntas de Freguesia, Adices, Confraria da Lampantana).
Com a intervenção pretendeu-se melhor as condições de utilização do edifício quer no plano estrutural quer quanto às condições higieno-sanitárias e equipamentos, e adequar o Mercado Municipal às exigências atuais, mantendo a sua identidade de mercado tradicional, mas adicionando caraterísticas inovadoras e tornando o espaço funcionalmente mais atrativo e acolhedor, com benefícios para os comerciantes e para os clientes que frequentam o espaço.
No seu discurso, o Presidente da Câmara referiu que aquela obra foi lançada e adjudicada pelo anterior Executivo mas por alguns problemas existentes teve de se proceder a alterações ao projeto, aproveitando o momento para agradecer o esforço e dedicação do Vice-Presidente da Câmara, Luís Filipe Rodrigues, que foi quem tomou a responsabilidade do mesmo. Este foi um projeto, disse, que envolveu todos os comerciantes, e que visou acima de tudo “dotar o Mercado de melhores condições, não só para os clientes mas também para quem ali trabalha no seu dia-a-dia”. Afirmou haver um balanço positivo entre o que correu bem e menos bem, neste processo, em que foram criadas melhores condições para todos.
Ricardo Pardal sublinhou que o sucesso da atividade do Mercado e dos negócios em si dependerá da dinâmica que o mesmo tiver e que as pessoas lhe imprimirem. “Falta aqui o mais importante que são as pessoas, as dinâmicas no Mercado, o que depende acima de tudo das pessoas e da capacidade que nós, em conjunto, teremos de criar, os circuitos, as rotinas e as dinâmicas de vir ao Mercado”, frisou. Referiu a importância da Adices, afirmando que foi um parceiro fundamental nesta obra, na medida em que foi através daquela entidade que se elaborou a candidatura para a poder financiar. Terminou deixando um apelo: “Vivamos este Mercado e tornemo-lo vivo, humanizando-o”.
Sessão de Divulgação da Carta Gastronómica da Região
A par da inauguração teve lugar, naquele espaço, a sessão de apresentação da 2ª fase da Carta Gastronómica da Região que consistiu na Capacitação e Divulgação das receitas recolhidas no território da Adices, que abrange os concelhos de Águeda, Carregal do Sal, Mortágua, Santa Comba Dão e Tondela. Esta 2ª fase tem como propósito fomentar uma ligação da gastronomia local enquanto ativo, único e inigualável, junto das Instituições de Ensino, Restauração, Produtores Locais, Confrarias e público em geral, como forma de transferência de conhecimento e promoção das práticas gastronómicas locais.
Para esta sessão foram convidadas algumas das pessoas entrevistadas (180 no seu todo, pertencentes às 48 freguesias dos cinco concelhos) para a elaboração da Carta Gastronómica. Nesta sessão estiveram presentes três pessoas de Mortágua (Arménia Marques, 74 anos, natural da Truta de Baixo (freguesia de Espinho), Maria Isabel Ferreira, 67 anos, e Maria Aida do Céu, 68 anos (freguesia de Cercosa) que deram a conhecer e a provar duas receitas/pratos que integram a Carta Gastronómica da Região: “Lampantana” e “Chicharro de Chanfana”.
Miguel Torres, Coordenador Executivo da Adices, explicou sumariamente o projeto da Carta Gastronómica da Região”, afirmando que o mesmo tem uma importância estratégica. “Mais do que um livro de receitas, relata a história da alimentação dos nossos cinco concelhos”, afirmou.
Salientou a relevância daquelas sessões que, segundo o próprio, têm como objetivo a partilha de algumas pequenas experiências, afirmando “que é sobretudo uma vertente humana da nossa história, que é aquilo que nos importa valorizar. O nosso maior recurso são as pessoas, como todos nós sabemos”. Terminou fazendo referência à importância do facto de ter sido aquele espaço o escolhido para a sessão de divulgação: “fazer esta sessão no Mercado tem uma importância maior pois é fundamental que estes projetos sirvam para fortalecer, do ponto de vista da produção, os pequenos produtores agrícolas, e estes espaços dos mercados tradicionais são fundamentais para a especial alimentação de qualidade que todos sabemos que temos no nosso território”, concluiu.
A propósito da Carta Gastronómica, o Presidente da Câmara Municipal disse ter sido essencial “a colaboração de todas as pessoas que se disponibilizaram voluntariamente para partilhar o seu conhecimento gastronómico”, cujo objetivo de recolha resultou na compilação vertida naquele documento, fazendo um agradecimento especial aos mortaguenses que participaram no projeto. A coordenadora do projeto, Olga Cavaleiro, referiu que um dos grandes desafios foi o de “perceber como é que iríamos fazer esta inventariação, como é que iríamos recolher estas receitas, estes produtos, como é que iríamos descobrir efetivamente aquilo que caracterizava a alimentação destes cinco concelhos”. Explicou, depois, que a perspetiva geográfica foi o ponto de partida que tem como elementos comuns a Serra do Caramulo e a Barragem da Aguieira.

