Dia Mundial da Música: Phole Trio atuaram no Centro de Animação Cultural
Dando as boas-vindas ao Outono, os serões culturais estão de volta ao palco do Centro de Animação Cultural. O programa cultural “Noites Quentes” regressou neste mês de outubro, para aquecer estas noites mais frescas da estação.
A nova temporada arrancou nesta quarta-feira com o concerto dos 𝗣𝗛𝗢𝗟𝗘 𝗧𝗥𝗜𝗢, que juntou em palco João Gigante na concertina, Jaime Alvarez no baixo elétrico e Vítor Lima na percussão. Este concerto serviu também para celebrar simbolicamente o Dia Mundial da Música.
Há dois anos João Gigante convidou os dois amigos a juntar-se ao seu projeto, depois de 10 anos a atuar a solo. Natural de Viana do Castelo, João Gigante aprendeu a tocar concertina já jovem crescido, aos 16 anos. Frequentou o Curso de Belas Artes e quando regressou à sua terra natal sentiu a necessidade de voltar à concertina…mas para fazer algo diferente.
Fez trabalho de pesquisa, procurou conhecer outros projetos inovadores, num caminho de autodescoberta das novas possibilidades deste instrumento popular.
Neste projeto existe uma exploração ao máximo das virtualidades e potencialidades da concertina, que são fruto das vivências do autor e das histórias do lugar onde pertence, em que sobressaem as influências da música e das danças da região do Minho.
“Há aqui referências dos viras, das chulas, mas depois há toda uma desconstrução que tem a ver com a forma como tudo é processado e com a junção de outros recursos, como os pedais de guitarra elétrica com a concertina, que permite obter outras sonoridades do instrumento”, referiu João Gigante.
“É pensar a concertina hoje, perceber que a concertina pode ser muitas coisas, pode viajar a outros lugares, ligar-se a outros géneros musicais, como o fado, mas sem perder aquilo que é essência e as raízes deste instrumento”, explicou. “É uma espécie de jogo entre aquilo que é a referência e a transformação”, afirma.
O concerto proporcionou uma viagem por temas originais, numa relação direta com a projeção de um filme que responde e acompanha o desenho musical do concerto.
O público assistiu a um concerto surpreendente e de inegável qualidade, que levou a descobrir novas sonoridades e experiências rítmicas que transcendem o lugar-comum da concertina como instrumento de música popular, das festas e romarias, mas inspirando-se nas suas raízes para ir mais além.
A programação das 𝗡𝗼𝗶𝘁𝗲𝘀 𝗤𝘂𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 tem continuidade no dia 29 deste mês, com o espetáculo“𝗡ã𝗼 É 𝗔𝗺𝗼𝗿” , um projeto de criação artística que através da dança explora a temática da violência de género e doméstica.
O programa cultural “𝗡𝗼𝗶𝘁𝗲𝘀 𝗤𝘂𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀” está pensado para as estações de Outono, Inverno e Primavera, convidando a sair do sofá e a assistir a espetáculos com um espetro muito variado, abrangendo várias áreas artísticas, desde a música, o teatro, a dança, entre outras. Tem como propósito proporcionar uma oferta cultural mais alargada e diferenciada, criando hábitos culturais e captando novos públicos.

