Apresentação Pública do Projeto Radar Social
Realizou-se no passado dia 11 a Sessão de Apresentação Pública do Projeto Radar Social do Município de Mortágua.
A sessão de apresentação contou com a presença do Executivo Municipal, Técnicos do Radar Social, Técnicos dos Serviços Sociais do Município, Técnicos do Projeto CLDS-5G, Técnicos do Projeto “Tu Fazes Parte E9G”, Presidentes das Juntas de Freguesia, representantes de IPSS, Associações e Instituições Locais, e público em geral.
Os técnicos da Equipa do Radar Social, Lúcia Duarte e Pedro Sá, fizeram o enquadramento do projeto, dos seus objetivos e do modelo de intervenção que assenta na proximidade às pessoas/famílias, no trabalho em rede e nas parcerias locais.
O Radar Social é um projeto de intervenção comunitária e desenvolvimento local, que pretende identificar situações de vulnerabilidade social, encaminhando para respostas adequadas à sua resolução. A implementação deste projeto resultou de uma candidatura apresentada pelo Município ao Programa “Radar Social”, no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência.
Em articulação com a Rede Social do Concelho (parceiros locais), o Radar Social pretende complementar a atuação no território, enquanto agente facilitador na identificação e no encaminhamento para os serviços e respostas específicas existentes, de forma suprir as necessidades ou carências que estão a colocar a pessoa/família numa situação de vulnerabilidade social.
Numa primeira fase a equipa do Radar Social atualizou o Diagnóstico Social, o Plano de Desenvolvimento Social, e elaborou o Plano de Ação (com metas e respetivos indicadores), seguindo-se agora a fase do trabalho no terreno, que assenta na Georreferenciação Social das populações mais vulneráveis do Concelho, na Avaliação, Encaminhamento e Monitorização das situações sinalizadas. Pretende-se assegurar respostas integradas que contribuam para a erradicação de situações de pobreza e exclusão social e para a melhoria das condições de vida das pessoas /famílias mais vulneráveis.
A concretização dos objetivos deste projeto passa também pelo envolvimento, a participação cívica e a colaboração da comunidade local, dos cidadãos, mantendo um olhar atento e solidário ao seu redor, em particular com as pessoas /famílias que apresentem vulnerabilidade social e/ou risco de pobreza e exclusão social.
Sempre que um cidadão tenha conhecimento ou suspeita de alguém que esteja a passar por uma situação de vulnerabilidade social, é importante que reporte à equipa do Radar Social. Poderão fazê-lo diretamente na sede da Equipa do Radar Social (Edifício Casa Lobo), por contato telefónico (231 927 460 ou 917 051 724, por email (radar.mortagua@cm-mortagua.pt) ou ainda preencher o formulário de sinalização disponibilizado na página da Internet do Município de Mortágua – Radar Social.
As sinalizações poderão ser efetuadas por qualquer elemento da comunidade, entidade pública ou particular, pelo próprio ou por vizinhos e/ou familiares.
O Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Pardal, destacou a importância deste instrumento para o conhecimento do território a nível social e para a resposta às necessidades identificadas. “Vamos fazê-lo com novos recursos tecnológicos, com georreferenciação, com informação tratada estatisticamente, que nos permitirá ter um conhecimento aprofundado e em tempo real da realidade social do concelho”. Referiu outros projetos e respostas sociais que são disponibilizados pelo Município, como o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS), o Projeto CLDS-5G, o Programa Escolhas, a que se junta agora o Radar Social. “Fecha-se aqui esta teia, dando respostas planeadas e diferenciadas a vários grupos e setores da população”. E sublinhou: “estas respostas precisam da colaboração de todos os parceiros numa ótica de trabalho em rede, de cooperação, só assim é possível atingir os objetivos a que nos propomos”.
Ricardo Pardal referiu o investimento que o Município tem feito na promoção do envelhecimento ativo com a dinamização de vários projetos e respostas que visam aumentar a autonomia, a autoestima, o bem-estar e os índices de saúde da população idosa. “Estamos a trabalhar com pessoas, é muito diferente de fazer obras, construir equipamentos, e temos de ter uma sensibilidade especial, no sentido de gerarmos soluções que deem a melhor resposta face à realidade do envelhecimento da população e às necessidades específicas dos idosos”, afirmou.
No final desejou votos à equipa do Radar Social e a todos os parceiros envolvidos neste projeto, que inicia agora a sua fase de execução: “Tenhamos o maior sucesso e que no dia-a-dia sintamos que estamos a contribuir para melhorar a vida daqueles que mais precisam”.

