Adaptação às alterações climáticas - Município de Mortágua integra projeto europeu “RESIST”
Projeto visa aumentar a resiliência dos territórios às alterações climáticas. Aldeia do Painçal escolhida para área-piloto de intervenção no concelho de Mortágua.
Mortágua é um dos 14 municípios da Região de Coimbra que integra o projeto RESIST, que visa aumentar a resiliência dos territórios face às alterações climáticas, nomeadamente aos riscos de incêndios florestais rurais.
No caso de Mortágua, o projeto incide na aldeia do Painçal e na implementação de um “Condomínio de Aldeia”, estando prevista a execução de operações de silvicultura (criação de faixas de gestão de combustíveis de proteção à aldeia) e a alteração do uso e ocupação do solo através da plantação de espécies autóctones, mais resilientes aos incêndios, nessas faixas. Desta forma, pretende-se garantir uma maior resiliência da população aos incêndios rurais, e consequentemente, aumentar a segurança de pessoas e bens.
Durante o ano de 2023 foram já realizadas várias ações, como uma visita ao terreno para recolha de dados/informações, e um workshop de sensibilização para divulgação do projeto junto dos residentes e articulação com os proprietários dos terrenos acerca da tipologia de intervenções a realizar. Este projeto está a ser acompanhado e apoiado pelo Gabinete Técnico-Florestal do Município, contando com a colaboração da Associação de Moradores e Amigos do Painçal, que tem sido um parceiro do Município para a implementação deste projeto a nível local. As ações no terreno vão desenvolver-se ao longo do corrente ano e abrangem uma área de intervenção de 10,1 hectares.
O RESIST (Regions for climate change resilience through Innovation, Science and Technology), é um projeto de 5 anos financiado pela União Europeia (Programa Horizonte Europeu) que envolve doze regiões da Europa, e que surgiu da necessidade de tornar as regiões mais resilientes face aos desafios ambientais emergentes.
O Centro de Portugal é uma das quatro regiões líderes do projeto, sendo a Região de Coimbra um dos territórios demonstradores no âmbito da missão de adaptação às alterações climáticas, além da Região Médio Tejo.
Na Região de Coimbra serão testadas soluções inovadoras que incidem na melhoria do modelo participativo e de governação das AIGP (Áreas Integradas de Gestão da Paisagem) e os Condomínios de Aldeia, com o intuito de promover a beneficiação das estruturas vegetais existentes aliadas à redução de cargas de combustíveis, de modo a aumentar a resiliência aos incêndios rurais nesses locais. Estas atividades serão desenvolvidas pela CIM-Região de Coimbra, em parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC); o ForestWise - Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo; os Municipios envolvidos e os agentes locais.
Em 2024, as ações de intervenção na Região de Coimbra irão cobrir uma área de 63,3 hectares, abrangendo seis municípios: Coimbra, Condeixa-a-Nova, Góis, Mortágua, Tábua e Vila Nova de Poiares.
Na totalidade do projeto, com data prevista para 2027, a CIM-RC irá intervir em 149 hectares de terreno, numa extensão de seis Áreas Integradas de Gestão de Paisagem (AIGP), oito Condomínios Aldeia e catorze Municípios: Coimbra, Lousã, Condeixa-a-Nova, Vila Nova de Poiares, Tábua, Penela, Cantanhede, Montemor-o-Velho, Mira, Góis, Soure, Pampilhosa da Serra, Mortágua e Oliveira do Hospital.

