Aberto concurso público para a reabilitação da ETAR de Mortágua
30 Janeiro 2026
Na sua reunião de 7 de janeiro, a Câmara Municipal aprovou a abertura de concurso público para adjudicação da “Empreitada de Reabilitação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Mortágua”.
A empreitada de reabilitação/modernização, com um preço base de concurso de 1.097.287,34 euros e um prazo de execução de 365 dias, visa melhorar a eficiência do sistema de tratamento, quer em termos quantitativos quer qualitativos, assegurando uma resposta que permita atender ao aumento atual e projetado da população abrangida num horizonte temporal alargado.
A ETAR de Mortágua foi construída há 40 anos e projetada inicialmente para atender às águas residuais provenientes da freguesia de Mortágua, ou seja, uma população de cerca de 2700 habitantes. Com o crescimento urbanístico e da atividade económica, e a integração e interligação das redes de outras povoações para a ETAR de Mortágua, houve um aumento exponencial da população total servida por este equipamento, resultando numa população abrangida superior a 6 mil habitantes, o que representa cerca de 2/3 da população total.
A nova ETAR irá receber e tratar os efluentes das localidades de Mortágua, Vale de Açores, Pala, Barril, Gândara, Vale de Remígio, Moitinhal, Monte Lobos, Macieira, Vila Pouca, Ribeira, Carapinhal, Póvoa, Povoinha, Cortegaça, Coval e Cruz de Vila Nova.
A intervenção a realizar preconiza várias fases de tratamento: gradagem mecânica, tratamento preliminar (tamisagem fina, desarenamento e desengorduramento), tratamento primário (num decantador circular) e tratamento secundário (através da remodelação do sistema de lamas ativadas). Prevê a construção de uma nova estação elevatória inicial junto ao decantador primário existente, a remodelação da elevatória existente e dos vários órgãos de tratamento (descarregadores, valas de oxidação), e dos edifícios, e a medição dos efluentes tratados antes de serem descarregados para o meio hídrico. As lamas, depois de tratadas serão encaminhadas a um destino final, para acondicionamento adequado.
O Presidente da Câmara, Ricardo Pardal, refere que se trata de um grande investimento em termos financeiros, “mas também de uma intervenção crucial para o futuro” em termos da sustentabilidade ambiental, da preservação das linhas de água e da qualidade de vida dos munícipes. O Presidente da Câmara lembra ainda as exigências legais em matéria de Ambiente impostas pelas diretivas da União Europeia.

