Mortágua Jazz Fest juntou yoga e música improvisada ao vivo
O Mortágua Jazz Fest arrancou no passado dia 18 de outubro, com uma experiência imersiva e inovadora que juntou yoga e música jazz ao vivo.
A sessão, realizada no espaço da Biblioteca Municipal, contou com 22 participantes (crianças, jovens e adultos), e propôs um encontro improvável entre a prática de yoga, conduzida por Rita Alves, e a música ao vivo de Rui Veiga e Luís Formiga. Foi a segunda vez que a instrutora de yoga e os dois músicos, colaboraram nesta experiência que conjuga música improvisada e experimental com a prática do yoga.
Nesta experiência os músicos utilizaram instrumentos musicais (guitarras, sintetizadores, samplers), bem como diversos objetos comuns para criar a sonoridade ambiental que acompanhou os exercícios de postura, respiração controlada e relaxamento físico e mental, sob a orientação de Rita Alves.
Rita Alves referiu que a combinação do yoga com a música permitiu criar uma atmosfera perfeita, transportando as pessoas para diferentes lugares, através das sensações do corpo e da imaginação.
Segundo a instrutora, a maioria das pessoas vive hoje uma vida apressada e stressada, e o yoga pode ajudar a melhorar a relação com o ambiente e com nós próprios. “É importante fazermos este retorno à natureza, à nossa consciência corporal, libertarmo-nos das tensões do dia-a-dia e recuperarmos a tranquilidade, o equilíbrio e o bem-estar”.
Luís Formiga salienta que a música que executam é guiada pelo momento: “não há nenhum plano, é como trabalhar numa tela em branco, nós somos guiados e vamos reagindo ao que está a acontecer, aos movimentos, aos silêncios, à respiração dos participantes. Há aqui uma complementaridade e troca de energias positivas”.
À tarde, foi a vez do projeto musical Azul Piscina subir ao palco do Centro de Animação Cultural. O projeto junta Miguel Rodrigues (bateria), Miguel Meirinhos (piano) e Demian Cabaud (contrabaixo). O trio apresentou temas originais construídos numa linguagem entre composição e improvisação, que vão integrar o terceiro disco.
Segundo Miguel Rodrigues, cada concerto é um momento único e irrepetível: “nunca há dois concertos iguais, isso é impossível. Nos trabalhamos com improvisação e o resultado varia com o local onde estamos, o tipo de público, o ambiente e até com o nosso estado de espírito no momento. Por isso, todos os concertos são diferentes e pessoalmente gosto dessa imprevisibilidade
Miguel Rodrigues, o fundador deste novo projeto com a atual formação, salientou a importância de eventos como o Mortágua Jazz Fest para que este género de música “menos mediático” chegue a mais público e fora dos grandes centros urbanos. “As pessoas consomem aquilo que lhes dão e estes festivais ajudam a divulgar e a cultivar o gosto pelo jazz. Felizmente já começam a haver vários festivais de jazz na nossa região e mais oportunidades de acesso para o público, e também para os grupos mostrarem o seu trabalho”.
O Mortágua Jazz Fest tem continuidade no mês de novembro com o espetáculo “VIDA NUM LOOP”, apresentado por um coletivo do Jazz ao Centro Clube, formado por Gonçalo Guiné (voz, rimas e batidas), Filipe Fidalgo (saxofone e eletrónica), Filipe Furtado (teclados) e Paulo Silva (bateria).
Trata-se de um espetáculo dirigido ao público escolar (Ensino Secundário) que cruza a palavra com as abordagens musicais que confluem no território vasto do rap e do hip-hop, nomeadamente aquelas que se ligam ao desenvolvimento da música urbana que, de alguma forma, podemos relacionar com o Jazz.
Na sua terceira edição, o Mortágua Jazz Fest é uma iniciativa do Município de Mortágua inserida no seu plano cultural anual.
