Crianças da EB1 de Vila Nova assistiram à libertação de uma Coruja-do-Mato

Data: 2010-10-14
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Uma coruja-do-mato que havia sido encontrada em estado débil, numa zona entre Vila Nova e o Chão Miúdo, há cerca de um ano, foi devolvida agora à natureza. A ave foi primeiro encaminhada para o Parque Biológico de Gaia e posteriormente para o CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, sediado em Gouveia.

Esta ave ingressou no CERVAS com sinais de debilidade apresentando também a plumagem danificada. O seu processo de recuperação passou por uma alimentação adequada para que atingisse uma boa condição corporal. De forma a manter comportamento típicos da espécie na natureza, foi colocada em contacto com aves da mesma espécie, sendo também submetida a treinos de voo e caça.

Após o processo de recuperação no CERVAS, a ave estava apta a ser devolvida ao seu habitat natural. A libertação da ave ocorreu no passado dia 13, na mesma zona onde tinha sido encontrada, com a presença das crianças da EB1 de Vila Nova, Pais e habitantes locais e ainda de uma equipa SEPNA da GNR – Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente.

Antes da libertação, Lúcia Lopes, bióloga do CERVAS, deu uma pequena palestra de sensibilização, dando a conhecer as características e os hábitos desta ave de rapina, que foi seguida atentamente, sobretudo pelos mais pequenos.

Ficámos a saber que a coruja-do-mato (nome cientifico é Strix aluco) é uma ave noctívaga, dotada de uma excelente visão, particularmente à noite, audição muito apurada, garras bem afiadas e um bico em forma de gancho. Pode atingir um comprimento de 40 cm, uma envergadura de 1m e uma longevidade próxima dos vinte anos. Tem ainda outras duas características especiais: consegue rodar a cabeça num ângulo de 270º e o seu voo é praticamente silencioso, devido à sua plumagem macia. Todo esse arsenal permite-lhe uma grande velocidade e eficácia a apanhar as presas, sendo a sua dieta constituída essencialmente por ratos.

Coube às crianças baptizar a ave, à qual foi dado o nome de “Vila Nova”. Esta foi uma iniciativa que despertou uma enorme curiosidade, porque não é todos os dias que se está tão perto de uma ave selvagem e de tão rara beleza, mas acima de tudo constituiu uma forma de sensibilizar as populações para a importância destas aves e da sua protecção.










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