Abatidos 2 javalis na Montaria de Mortágua

Data: 2010-02-16
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Dois javalis abatidos, foi este o resultado final da montaria realizada no passado sábado, dia 13, organizada pela Associação de Caça e Pesca de Mortágua e Câmara Municipal. Eram cerca das 10h30 quando os 81 monteiros partiram para a mancha, após servido o Taco (pequeno-almoço) e efectuado o sorteio das Portas. A zona a montear situava-se entre o Valongo, Falgaroso do Maio e Freixo, nas faldas da Albufeira da Aguieira. A apoiá-los estavam cinco matilhas, vindas de Viseu, Nelas e Serra da Estrela. Após três horas e meia de perseguição, lograram-se abater dois animais, só que um deles acabou por cair nas águas da albufeira, não tendo sido possível resgatá-lo.

Foram avistados mais porcos, deu-se muito tiro, mas nem sempre certeiro, o que não é de estranhar, uma vez que estes animais chegam a atingir velocidades de 50 Km/hora.
O vento soprou forte, o que constituiu também um factor favorável aos javalis, tornando mais difícil aos cães seguir o rasto dos animais. “Tempo de suão, nem pica o peixe nem caça o cão”, desabafava um dos monteiros. “Estes animais vêem mal mas têm um faro muito apurado”, dizia-nos outro.
Muitos monteiros alertaram para o problema da caça furtiva, que é ilegal, mas que vai existindo, incluindo no concelho de Mortágua. É uma prática que não tem nada de caça, sendo utilizados por vezes meios considerados cruéis, nomeadamente armadilhas ou laços com cabo de aço, que causam grande sofrimento ao animal até agonizar. Mesmo quando se consegue libertar, acaba por não resistir aos ferimentos. Segundo sabemos, têm sido desenvolvidos esforços em colaboração com o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR, no sentido de detectar os prevaricadores.



As Montarias, pelo contrário, são feitas de uma forma planeada. Os monteiros têm que obedecer a regras de conduta e de segurança, que são sempre lembradas antes da partida pelo director da montaria. No final os animais abatidos são analisados por um veterinário, que faz recolha de sangue para efeitos de controle sanitário.
O objectivo aqui é controlar a propagação da espécie, porque estamos a falar de animais que se reproduzem com frequência e em grande número, e que se não forem controlados podem causar graves prejuízos na agricultura. Mas isso não significa dizimar todos os animais, pondo em causa a sua reprodução e portanto a sua conservação. A caça sem limites ou escrúpulos leva simplesmente ao desaparecimento da caça.

No final da Montaria teve lugar o Almoço-Convívio, no Salão Polivalente dos Bombeiros, que contou com a presença de entidades municipais, e procedeu-se ao leilão do único animal. Com cerca de 60 quilos, foi rematado por 120 euros.
Como diz o velho ditado, “um dia é do caçador, o outro dia é da caça”, e assim será sempre no andar dos tempos.










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