Crianças do Jardim-Escola João de Deus vieram para a rua comemorar o “Dia das Bruxas”

Data: 2009-10-30
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


As crianças do Jardim-Escola João de Deus vieram para a rua festejar o Dia das Bruxas (na tradução portuguesa), também chamado Dia de Halloween (adaptação da expressão inglesa “All Hallows Eve”, que significa Dia de Todos os Santos.

Vestidos de negro e mascarados de bruxas, figuras de terror, diabinhos, desfilaram pelas ruas da Vila, lembrando aos transeuntes o significado da data. A comemoração do Dia das Bruxas faz parte do Plano de Actividades anual do Jardim-Escola João de Deus, tendo este ano saído dos muros da escola, mostrando-se à comunidade.

A origem da tradição, conta-se, remonta aos antigos povos celtas do Hemisfério Norte da Europa (Irlanda e Grâ-Bretanha), sendo uma festividade inserida no seu calendário - o festival de Samhain, que evocava o fim do Verão, o início do Ano Novo e das colheitas.
Acreditava-se que na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, os mortos regressavam ao mundo terreno para reencarnar nos vivos. Para afugentar esses espíritos acendiam fogueiras, dançavam, cantavam, sacrificavam animais e mascaravam-se para não ser reconhecidos.

A tradição terá depois passado para os povos cristãos, que terão sido influenciados por esse costume pagão, vindo a adoptá-lo nas suas festividades, comemorando o Dia de Todos os Santos. Terá sido o Papa Gregório III, em 741, a alterar a celebração da vigília de Todos os Santos, para o dia 1 de Novembro, aproximando a celebração cristã e pagã.

A associação desta data com as bruxas terá acontecido na Idade Média, quando a Inquisição perseguia e queimava na fogueira os suspeitos de feitiçaria.

No século XIX terão sido os imigrantes irlandeses a levar essa tradição para a América, vindo a tornar-se numa festa muito popular, sobretudo nas crianças, que vão bater às portas das casas, dizendo “doce ou travessura” e pregando partidas aqueles que não oferecem nada.

Hoje em dia é festejado em quase todo o Mundo, mas a forma de celebração está longe da raiz celta, sendo vivido mais como divertimento, brincadeira, e sobretudo pelas crianças.










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