Abateram-se 3 javalis na Montaria da Associação de Caça e Pesca de Mortágua

Data: 2009-02-16
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Três javalis abatidos foi o saldo final da Montaria realizada no passado dia 14 (sábado), organizada pela Associação de Caça e Pesca de Mortágua. Participaram 76 monteiros, a maioria do concelho de Mortágua, sendo os restantes provenientes de localidades como Tondela, Coimbra, Pombal, Figueira da Foz, Bragança. Eram cerca das 11 horas quando os monteiros partiram para a mancha, que se situava num triângulo entre o Crasto, Freixo e Ribeira de Caparrosinha.
Ao fim de três horas de espera e muito tiro foram atingidos três javalis de pequeno porte, o maior dos quais não teria mais de 40/45 Kg. Apesar de não ter ficado a zero, o sentimento entre os caçadores e a organização era de alguma frustração, tendo em conta a quantidade de bichos que se viu e que conseguiram escapar.
“Levantaram-se muitos porcos mas falhou o tiro e conseguiram sair da mancha. A partir daí não há hipótese de os apanhar”, contou Hélder Baptista, Presidente da Associação de Caça e Pesca de Mortágua.
A mesma lamentação ouvimos do Director da Montaria, Manuel Jorge: “Podia-se ter morto uma dúzia de animais à vontade. Um deles era um grande navalheiro, devia ter no mínimo uns 120 Kg. Ainda levou um tiro mas falhou . Foi pena, seria um belo troféu”.
Entre os monteiros as referências à abundância de animais na mancha era tema dominante de conversa, ficando a ideia de que esta poderia ter sido uma montaria excepcional.
Finda a montaria, os monteiros reuniram-se no Almoço-Convívio, que teve lugar na Associação Barrilense. Para além dos monteiros, contou com a presença do Presidente da Federação dos Caçadores da Beira Litoral, José Fernandes, Presidente da Câmara Municipal, Afonso Abrantes, Vereador Júlio Norte, e Secretário da Junta de Freguesia de Mortágua, Carlos Ferraz.


O Presidente da Câmara felicitou os monteiros e a organização, registando com agrado o facto de não ter havido qualquer incidente. Referiu que as montarias são hoje um segmento importante do turismo, atraem muitas pessoas de fora, contribuindo para a animação económica e promoção do concelho. “Muitas pessoas regressam ano para ano, nós temos a tradição de receber bem quem nos visita. Para muitos monteiros essas pessoas que vêm de fora já não são forasteiros, são amigos, porque conhecem-se de outras montarias, sejam feitas aqui ou noutras localidades”.
O Presidente da Federação dos Caçadores da Beira Litoral felicitou também a organização e os participantes, realçando o civismo e a forma correcta como decorreu toda a montaria.
Segundo nos referiu José Fernandes, tem que se fazer um controle da densidade da espécie, porque estes animais reproduzem-se bastante e podem causar grandes prejuízos na agricultura. Mas, avisa, “não se pode matar todos os bichos, porque senão desaparece este tipo de caça”.
Acrescentando: “este tipo de caça grossa tem futuro em Portugal e é hoje um sector com muito peso na economia nacional”.
Seguiu-se no exterior o leilão dos animais abatidos, que foram arrematados pelo valor total de 400 euros. Os atiradores de serviço foram Rui Tieres (Catuca), de Mortágua, que abateu dois exemplares, tendo António Figueiredo (Carteiro), de Tondela, abatido o outro exemplar.
A Associação está a pensar organizar uma nova montaria já no próximo dia 28 de Fevereiro, mas ainda sujeita a confirmação. “Vamos ver se conseguimos preparar as coisas até lá e se houver condições iremos contactar as pessoas”, adiantou Hélder Baptista.


Mulheres aderem também à caça grossa

Nesta montaria participaram três mulheres, uma presença cada vez mais bem recebida num meio que até há uns anos atrás era visto como exclusivo dos homens. Ana Rita Pereira, 23 anos, natural de Barreiro de Besteiros, é um exemplo desta nova realidade. Tirou a carta de caçador há dois anos, tendo sido a segunda montaria em que participou. “Isto é de família. Desde pequena que me habituei a acompanhar o meu pai e o meu avô que são caçadores”. Gosta de caçar mas não pelo prazer de matar: “ é puro desporto, andar no mato, ao ar livre, e depois o convívio”.









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