Crianças e jovens participaram na “Marcha Pelos Direitos Humanos”

Data: 2008-12-11
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


60º Aniversário da Declaração Universal

Cerca de 400 crianças e jovens participaram no passado dia 10 na “Marcha Pelos Direitos Humanos”, com o objectivo de assinalar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na marcha incorporaram-se as crianças do Jardim-Escola João de Deus e Escola do 1º Ciclo de Mortágua e os jovens da E.B. 2/3 e Escola Profissional Beira Aguieira.
Os alunos transportavam faixas e cartazes com alusão aos vários direitos inscritos na Declaração Universal, criada após o fim da 2ª Guerra Mundial: direito à Vida, Liberdade, Respeito, Educação, Saúde. Outros cartazes ilustravam exemplos de violação de direitos humanos, como a violência doméstica, a violência na escola (o chamado Bullying), a discriminação, o racismo, a fome.
Um grupo de alunos do 9º A alertava para as modernas formas de escravatura, relacionadas com as modas e estereótipos da sociedade de consumo.
À frente do cortejo, uma jovem vestia um fato decorado com os vários artigos da Declaração Universal.
Durante o percurso pelo centro da Vila, os alunos fizeram duas paragens. A primeira, na Praça do Município, onde alguns alunos leram textos chamando a atenção para a violação de direitos humanos na actualidade, em vários pontos do Mundo. A Marcha terminou na Biblioteca Municipal onde vão ficar expostos os trabalhos elaborados pelos alunos no âmbito da comemoração da efeméride.
A Marcha dos Direitos Humanos foi uma iniciativa do Departamento de Humanidade e Línguas da Escola Básica 2/3, do Agrupamento de Escolas de Mortágua, com a colaboração da Câmara Municipal e Biblioteca Municipal.

Segundo nos referiu a Prof. Paula Marques, uma das responsáveis pela organização, esta iniciativa teve um carácter multidisciplinar e transversal, abrangendo várias áreas curriculares. “Acabou por ter um envolvimento global da escola, porque os direitos humanos podem ser falados e tratados em qualquer disciplina”, referiu-nos.
E adiantou que houve da parte dos alunos um grande interesse e empenho em participar na iniciativa: “ Foram várias semanas a trabalhar neste tema, começou com uma reflexão sobre os Direitos Humanos e a sua evolução nestes 60 anos, e depois a produção de trabalhos que reflectem a sua sensibilidade para este tema. Tivemos também o cuidado de lhes dar uma versão simplificada da Declaração Universal para que eles compreendam a dimensão do documento, porque são 30 artigos que constam da sua redacção, muito minuciosos, e muitas das vezes só conhecem os principais”, explicou.
Rui Alcino, Vice-Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas, referiu que já se alcançaram grandes avanços nos Direitos Humanos ao longo destes 60 anos de existência da Declaração, mas como sublinhou “há ainda muito a fazer no sentido da realização ou aplicação concreta desses direitos no dia-a-dia”.










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