Mortágua vai produzir energia a partir do vento

Data: 2004-07-23
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Parque Eólico do Alto de Monção

No concelho de Mortágua, mais precisamente na zona da Serra do Boi (Freguesia de Pala) vão ser instalados 11 aerogeradores que vão produzir energia a partir do vento.


O Município de Mortágua e a Gamesa Energia, S.A. assinaram no passado dia 21 um protocolo tendo como objectivo a instalação de um Parque Eólico no Alto de Monção.
A área de implantação do projecto situa-se na Serra do Caramulo, mais precisamente na zona sudoeste desta serra, entre a altitude mínima inferior de 620 metros e a máxima superior de 730 metros. O projecto expande-se por cerca de 3km, abrangendo parte da freguesia de Pala, no concelho de Mortágua e da freguesia de Agadão, concelho de Águeda. O Parque Eólico do Alto de Monção será constituído por 16 aerogeradores, 11 dos quais ficarão implantados no concelho de Mortágua. Cada aerogerador terá uma potência unitária de 2.000kW, o que corresponderá a uma potência total de 32.000kW.
Os aerogeradores, modelo Gamesa G83, serão instalados em torres de 67 metros de altura e com um diâmetro de rotor de 83 metros. A produção estimada de energia eléctrica anual líquida é de 80,704 GWh, energia suficiente para satisfazer as necessidades de cerca de 50.000 habitantes. Será construída uma subestação eléctrica na área do Parque Eólico, a partir da qual a energia será transportada por meio de uma Linha Eléctrica aérea de Média Tensão a 60 Kv (LAT) até ao ponto de recepção de energia, que se situa na Subestação de Barrô, no concelho de Águeda. Esta linha eléctrica terá cerca de 20 km de extensão, sempre em território do município de Águeda, atravessando sobretudo área florestal. Está ainda prevista a construção de uma rede de acessos ás plataformas de cada aerogerador e à Subestação.
Ao abrigo do Decreto-Lei 339-C/2001, de 29 de Dezembro, pela colaboração e apoio prestados pelas Câmaras Municipais, a Gamesa e os Municipios envolvidos estabeleceram que a renda a pagar ao abrigo daquele decreto-lei será de 3% sobre o pagamento mensal feito pela entidade receptora (EDP) de energia eléctrica produzida pelo Parque Eólico, com uma periodicidade anual e tendo por base os pagamentos feitos pela EDP durante todo o ano anterior.
Além da renda, a Gamesa pagará a cada município a quantia de €3.000,00 /MW instalado no seu território, para realização de obras ou outros investimentos e actividades que sejam do interesse das populações daqueles Municipios.
A implantação do Parque Eólico teve o parecer favorável da Câmara Municipal de Mortágua e foi objecto de negociação entre as partes, o que levou a uma alteração do projecto inicial, passando de 3 para 11 aerogeradores e a potência instalada de 6MW para 22 MW, na área do concelho de Mortágua.
Segundo o presidente da Câmara Municipal, “este é um projecto, antes de mais, de interesse nacional, mas também de extrema importância para o concelho de Mortágua que vê reforçado o papel que já hoje tem na produção de energias renováveis ou alternativas”. Em 1998 começou a funcionar a Central Termoeléctrica de Mortágua que produz energia a partir da biomassa florestal, um projecto pioneiro a nível nacional e que contribui para a redução de um dos principais factores de propagação dos incêndios, a falta de limpeza das matas.
Acrescentando “surgiu agora a oportunidade de aproveitarmos outro recurso abundante que é o vento. É um caminho que temos cada vez mais de seguir, privilegiando fontes energéticas mais limpas, mais ecológicas e com uma capacidade praticamente inesgotável”. E lembra, “existem directivas comunitárias nesse sentido e foi traçado o objectivo nacional de atingirmos até ao ano 2010 uma potência de 3750MW de produção energética com origem eólica”.
Afonso Abrantes destaca também as contrapartidas financeiras directas para o município e indirectas para a Junta de Freguesia de Pala, que resultam da instalação do Parque Eólico.








Este artigo veio de www.cm-mortagua.pt
https://www.cm-mortagua.pt