Assinado protocolo de adesão da Marmeleira à Rede “Aldeias de Portugal”

Data: 2022-05-31
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


 

Teve lugar no passado dia 29, junto às ruínas da Capela da Nª Srª. do Carmo, a assinatura da Carta de Compromisso de Adesão da Marmeleira à Rede “Aldeias de Portugal”.

O protocolo foi subscrito pela ATA – Associação de Turismo de Aldeia, ADICES – Associação de Desenvolvimento Local, Câmara Municipal e Junta de Freguesia da Marmeleira.

O título “Aldeias de Portugal” confere uma certificação e distinção às aldeias que preservam e valorizam o seu património (material e imaterial) e em que existe um envolvimento da comunidade em torno da afirmação da sua identidade, através das manifestações, tradições e vivências que caracterizam e distinguem o modo de ser e de viver da sua comunidade.

O presidente da Junta de Freguesia da Marmeleira, José Midões, referiu que no âmbito do projeto “Aldeias de Portugal” vão ser dinamizadas várias atividades pelas aldeias da freguesia, e com a colaboração das Associações, a primeira das quais teve início no próprio dia, na Ferradosa, com a realização da Romaria da Nossa Srª do Amparo, seguida de merenda partilhada, uma tradição que foi agora recuperada. A Feira do Pão, nos dias 18 e 19 de Junho, e a Festa de São Miguel, no dia 2 de outubro, são outras atividades de um programa mais abrangente, que será brevemente divulgado. 

Cláudia Miranda, que representou a Associação Turismo de Aldeia no ato, referiu que a certificação “Aldeia de Portugal” atribuída à Marmeleira teve subjacente o cumprimento e a verificação no terreno de um conjunto de requisitos, como o edificado, as atividades culturais e recreativas, a oferta turistica, as acessibilidades. Aquela técnica da ATA explicou que as aldeias de Portugal “são aldeias representativas das vivências de ser português, aldeias rurais que mantêm e preservam atividades tradicionais, quer ao nível do património material quer imaterial”. E aldeias com dinâmicas próprias, que tenham algo para dar a conhecer ao visitante.

Segundo Cláudia Miranda, conseguida a certificação, o desafio é agora trabalhar para manter a mesma, sublinhando que isso depende essencialmente das gentes locais, mais do que qualquer outro organismo. “Nós não sendo uma marca turística, somos uma marca do desenvolvimento local, que se reflete no turismo”, referiu, frisando que o papel da ATA é divulgar e promover as aldeias de Portugal, “aguçar o apetite das pessoas para virem cá conhecer a Marmeleira”.

O presidente da Câmara, Ricardo Pardal, saudou a certificação “Aldeia de Portugal” atribuída à aldeia da Marmeleira, referindo: “esta certificação tem a ver com o que nós somos, as nossas tradições, os nossos costumes, a nossa gastronomia, a nossa identidade rural, de que nos devemos orgulhar. É um legado que herdámos das gerações anteriores e temos agora a obrigação de preservar e transmitir às gerações vindouras”.

A certificação é um motivo de honra e regozijo, mas sublinhou, “é um ponto de partida e não um ponto de chegada”, e representa um desafio e uma responsabilidade acrescida no sentido de promover e projetar a Marmeleira com a marca “Aldeia de Portugal”. “Cabe a cada um de nós, aos Mortaguenses, e especialmente aos habitantes desta freguesia, dar o seu contributo para preservar e passar este legado às gerações futuras”.

Tendo como palco da cerimónia as ruínas da Capela da Nª Sra. do Carmo, o presidente da Câmara aproveitou para informar que já houve diligências com as entidades competentes “no sentido de acomodarmos administrativamente a situação e podermos aqui intervir, não só em termos de manutenção das ruínas existentes, mas também procedermos a uma intervenção de requalificação da área envolvente, de forma a criar aqui um espaço de lazer aprazível para ser usufruído por visitantes, pelos habitantes da freguesia e do concelho”. O objetivo final, adiantou, “é fazer uma ligação do espaço onde estamos à zona da Sra. da Ribeira, do outro lado. É um compromisso que assumimos aqui e que está alinhado com a vontade da Junta de freguesia”.

A certificação “Aldeia de Portugal” tem a duração de 4 anos, sendo reavaliada ao fim desse período de tempo.









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