Exposição Coletiva “3 Mundos na Arte” reúne Pintura, Escultura e Fotografia

Data: 2019-11-06
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Foi inaugurada no passado dia 5 a Exposição Coletiva “3 Mundos na Arte” que reúne trabalhos de Armando Martinez (Escultura), Eduardo Ortún (Pintura) e Barbara Nicolai (Fotografia). Os três artistas estiveram presentes no momento inaugural, a que se associaram algumas dezenas de pessoas.

O Dr. Machado Lopes fez a apresentação dos dois artistas galegos presentes nesta Exposição e destacou as obras que ambos têm espalhado por vários países, museus, coleções particulares, além das exposições individuais e coletivas. Referiu que Eduardo Ortún e Armando Martinez são “duas referências dignas de nota no campo das Artes”, “dois Mestres inventivos” que mercê da sua transcendente dinâmica, descoberta e criatividade, deixam a impressão digital gravada na tela e na pedra até aí informes, num encanto figurativo ou estilizado, em milagre (que os há...), milagre de fina subtileza e narrativa, em simbiose quase litúrgica”.

Teresa Branquinho, Técnica do Município, fez a apresentação biográfica de Barbara Nicolai, nascida na Alemanha, mas a residir há cerca de um ano em Mortágua.

O Vice-Presidente da Câmara, Paulo Oliveira, saudou a presença dos artistas e do público, e recordou que Armando Martinez e Eduardo Ortùn estão pela segunda vez em Mortágua a expor os seus trabalhos. Destacou, em particular, Armando Martinez, uma vez que este tem duas esculturas instaladas em espaços públicos de Mortágua, ambas com um forte simbolismo.

Quanto a Barbara Nicolai, referiu que é já uma cidadã e artista mortaguense, pois vive atualmente em Mortágua, sendo uma mais valia contar com a sua criatividade e sensibilidade artística.

Deixou ainda um agradecimento ao Dr. Machado Lopes, e à sua esposa, Noémia Lopes, que além de serem dois amigos de Mortágua, são também presença assídua e colaboradores nas atividades culturais do Município.

Armando Martinez, Escultor galego, tem a sua obra espalhada ao longo duma ativa carreira internacional, estando presente com um largo número de obras públicas em diversos países, nomeadamente em Espanha, Portugal, Itália e Escócia.

No nosso país tem já uma considerável e reconhecida presença em jardins e praças, numa clara demonstração da sua energia comunicativa e de um sentido de convivência, que tem produzido frutos no estreitamento de laços entre Portugal e a Galiza.

A escultura de Armando Martínez é uma síntese de classicismo e romantismo. Ama as curvas, as formas envolvidas e meramente sugeridas. “A linha curva é romantismo, sensualidade, pede para ser tocada e acariciada, ao passo que uma linha reta é algo frio, matemático. E a escultura é sempre para tocar, acariciar”, refere.

Nunca detalha rostos, se bem que se envolve constantemente com a figura humana e com o nú, que estiliza e simplifica.

Em Mortágua tem dois trabalhos expostos, a saber, o Monumento de Homenagem ao Emigrante, e a Escultura de Homenagem aos Peregrinos, localizados, respetivamente, na rotunda do Emigrante e adro da Igreja Matriz de Mortágua.

Eduardo José Ortún, de origem riojana e residente na Galiza, foi Engenheiro Naval e Funcionário Superior da Organização das Nações Unida para a Agricultura e Alimentação (FAO). Passou pelos estaleiros de Viana do Castelo (onde contribuiu no inovar da frota bacalhoeira), pelo Chile, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil, Estados Unidos da América. Iniciou-se no mundo da pintura e na modalidade de aguarela, em finais dos anos 60, quando se encontrava a estudar na Universidade de Washington, Seattle (USA). A esta época pertencem cerca de 60 obras que se encontram repartidas em coleções particulares por diversos países como Espanha, América Latina e Estados Unidos.

De regresso a Espanha, na década de 80, pinta paisagens a óleo sobre tela e madeira e nos anos 90 o tema mais frequente é a Natureza Morta. Centenas de obras desta época encontram-se disseminadas por Espanha, Itália e Portugal.

A partir de 2001 ocorre uma mudança total na sua pintura, com estilo absolutamente pessoal e colorista, como se pode observar na sua obra atual, em que os motivos são sobretudo paisagens. “ Nada do que está aqui pintado existe. É uma pintura que sai da minha mente, são imagens gravadas na minha imaginação”, diz.

Barbara Nicolai nasceu numa pequena vila alemã junto ao Mar Báltico, alguns anos após a II Guerra Mundial, em condições difíceis.

No seu percurso educativo, encontrou uma série de bons professores que, desde cedo, a despertaram para o mundo da arte. Aprendeu muito sobre arte, artistas e história da arte. Era uma criança introvertida e calma, dedicada à leitura. Muitos adultos apoiavam a sua paixão oferecendo-lhe livros, que lhe proporcionaram acesso a um vasto conhecimento e a uma visão geral da cultura e história europeias.

Frequentou uma escola pública com alunos de diferentes partes do globo, onde desenvolveu competências gerais, mas valiosas, sendo a que considera mais importante a capacidade de ver as coisas ‘de cima’ e ‘ligar os pontos’.

A sua forma de captar a realidade, através da fotografia, mostra um gosto pela estética minimalista, pelos jogos de sombras, reflexos, sobreposições, texturas, que desafiam o espetador a fazer a sua própria leitura. E evidencia também a sensibilidade, a criatividade e a personalidade da artista.

A Exposição está patente ao público até ao dia 30 de Novembro.









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