Praça do Município foi palco de grandioso espetáculo com a participação da comunidade local.

Data: 2019-09-30
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Centenas de pessoas assistiram no passado dia 28, na Praça do Município, ao espetáculo performativo “O Enredo”, uma produção da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego. O espetáculo foi organizado pela Câmara Municipal e enquadrado no programa “Coimbra Região de Cultura”, promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC).

Uma grande produção que envolveu 30 atores, músicos, cantores e bailarinos, e várias dezenas de pessoas da comunidade mortaguense, em representação de Associações Locais (Orfeão Polifónico de Mortágua, Teatro Experimental de Mortágua, Coral Juvenil Sílvia Marques, Filarmónica de Mortágua, Associação de Vila Nova, Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores, Agrupamento de Escuteiros, Academia Saber+), e outras pessoas que participaram a título individual. Um espetáculo cantado e tocado ao vivo, com uma produção muito cuidada e profissional.

Com direção artística de André Varandas e texto de Carlos Clara Gomes, o espetáculo é uma criação artística à volta da figura do Alvazil (ou duque) Sesnando Davides, forte personagem que marcou a paz e coexistência de vários povos e crenças nas margens do Mondego. A trama de “O enredo” desenrola-se contemplando o Mondego enquanto testemunha do que, no final da Cultura Moçárabe, mais relevante aconteceu nesse território.

Apesar de não perseguir uma estética historicista, “O Enredo” foi construído baseado em alicerces científicos pretendendo contar uma estória da História.

A seguir à representação do Auto do Juiz de Fora, terá sido, certamente, uma das maiores produções já vistas em Mortágua, em termos do número de pessoas envolvidas (mais de 100), dos meios técnicos, da dimensão do espaço cénico (toda a alameda da Praça, as arcadas e a própria torre do edifício dos Paços do Concelho, serviram de cenário).

No final do espetáculo, artistas e figurantes receberam uma grande ovação do público, rendido à qualidade do espetáculo dado a assistir.

Em nome do projeto artístico, Ivânia Monteiro, agradeceu a presença e o calor humano do público, e a forma como foram tão bem recebidos em Mortágua. Agradeceu ainda às pessoas da comunidade local que, de forma voluntária e generosa, se envolveram nos ensaios e na produção do espetáculo. Dirigiu ainda um agradecimento ao Município de Mortágua, pelo apoio e condições criadas para a realização do espetáculo, e à CIM-Região de Coimbra, pela aposta na cultura.

Ivânia Monteiro referiu que o espetáculo é mais do que uma história de D. Sesnando ou da linha defensiva do Mondego, “é sobretudo uma história de quem nós somos, donde viemos. E essa história é muito oportuna no mundo em que nos hoje vivemos, pela coexistência que ela nos permite a todos aprender”.

O presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, destacou a qualidade do espetáculo e afirmou que é a demonstração de que “na Região Centro e no Interior do país também somos capazes de fazer cultura de grande nível e que temos muito potencial artístico e criativo”. Júlio Norte dirigiu um agradecimento especial às Associações Locais e às pessoas da comunidade mortaguense que estiveram envolvidas no espetáculo: “Estamos muito orgulhosos do que aqui fizeram. Nada é impossível quando se acredita, quando há vontade e empenho, foi isso que nos ensinaram e provaram hoje aqui”.

O presidente da Câmara enalteceu os méritos do programa da rede cultural da CIM-RC e afirmou que irá fazer toda a força para que este programa tenha continuidade. Sublinhou ainda o papel que a Comunidade Intermunicipal desempenha, como espaço de referência dos municípios que a compõem, “contribuindo para o desenvolvimento económico, a coesão social e a qualidade de vida dos seus habitantes.

“É a cultura que nos une e ao mesmo tempo nos diferencia de outros povos. O desenvolvimento económico, a criação de emprego, são áreas fundamentais para o nosso futuro, e o Município tem vindo a fazer uma aposta forte nessas áreas, mas não podemos esquecer a cultura no seu sentido mais amplo, a criação, promoção e formação cultural, que é a base de uma sociedade desenvolvida”.









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