Presidente da CCDR Centro, Ana Abrunhosa, visitou obras de reconstrução de casas afetadas pelos incêndios de 15 de Outubro do ano passado.

Data: 2018-11-28
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


 

 

A Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, efetuou no passado dia 27 uma visita às obras de reconstrução de algumas habitações permanentes que foram destruídas no incêndio de 15 de Outubro do ano passado. A Presidente da CCDR Centro esteve acompanhada pelo Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, técnicos do Município (Obras e Ação Social) e responsáveis do consórcio EDIVISA| Lúcios – Engenharia e Construção (responsável pelos trabalhos de reconstrução das habitações, cuja obra foi entregue à CCDRC).

A Presidente da CCDRC visitou uma habitação situada no Barril, em fase de conclusão, e outra em fase de iniciação de obra, situada na localidade do Freixo. Além destas duas, está também em processo de reconstrução uma outra habitação no Riomilheiro. Estas três intervenções estão a ser promovidas pela própria CCDRC, no âmbito do Programa de Apoio à Reconstrução de Habitação Permanente (PARHP). Lembramos que uma quarta habitação foi já reconstruída e entregue, no Chão Miúdo, mas neste caso com financiamento total da Federação Portuguesa de Futebol.

No concelho de Mortágua, além destas três situações, foram submetidos 33 processos de candidatura à CCDRC ao abrigo daquele Programa de Apoio à Reconstrução de Habitação Permanente, em que os proprietários tomaram a seu cargo a execução das obras. Destes, 7 já foram concluídos, ou seja executados, 16 estão aprovados /ou em vias de aprovação e 3 estão em análise. Há ainda a registar um caso de desistência e 6 que estão condicionados à apresentação da documentação solicitada, o que perfaz os referidos 33 processos.

A casa de Maria Amélia Gomes Sacras, situada no Barril, foi uma das casas que ficou praticamente destruída e que está em fase de reconstrução. O seu filho, António Manuel Sacras, é bombeiro, e nessa noite fatídica estava no combate ao incêndio na zona do Riomilheiro quando soube que as chamas estavam a consumir casas no centro da povoação. Quando voltou, já de madrugada, enfrentou a dura realidade de ver que a casa da mãe tinha sido uma das casas consumidas pelo incêndio. As obras de reconstrução avançam a bom ritmo. “O que nos foi dito agora pelo empreiteiro é que a casa deve ficar concluída até ao final do ano, é uma boa notícia”.

A Presidente da CCDR Centro, Ana Abrunhosa, manifestou a sua satisfação por ver que as três habitações incluídas no programa de reconstrução estão em obra, que uma delas ficará concluída até ao final do corrente ano e as outras duas deverão ficar concluídas até meados de Abril do próximo ano.

Relativamente à Região Centro informou que há cerca de 800 habitações incluídas no programa de apoio, distribuídas por 30 Municípios. “Neste momento estão concluídas cerca de 50% das habitações. A nossa expetativa é até ao final do ano ter 2/3 das habitações concluídas e a esmagadora maioria até final de Abril do próximo ano. Poderá haver algumas que fiquem concluídas até Junho, mas estamos a falar de poucos casos”.

Informou ainda que alguns processos de reconstrução começaram mais tarde, por motivos justificados. “Havia famílias que não tinham feito as partilhas de bens, outras não tinham a casa em seu nome ou a casa não estava licenciada, e por essa razão as aprovações e consequentemente as obras também começaram mais tarde”. Ana Abrunhosa afirmou que é natural que as pessoas tenham pressa em voltar para sua casa, mas lembrou que “estes processos têm regras, a construção demora o seu tempo e estamos a falar de centenas de casas”. Além disso, referiu, houve alguma dificuldade em encontrar empresas construtoras e mão-de obra para a execução das empreitadas.

“Estamos muito animados e empenhados neste programa de apoio à reconstrução das habitações e a trabalhar com as famílias, é algo que me alimenta de energia, a mim e à minha equipa, e as pessoas compreendem que estamos a cuidar delas, que não estão abandonadas”. E enaltece o trabalho que tem sido feito pelos Municípios, como o caso de Mortágua. “O que a CCDRC está a fazer não era possível sem o extraordinário trabalho e o grande apoio dos Municípios. Nós podemos ver aqui em Mortágua que há uma grande relação de proximidade entre as famílias que foram afetadas e os Serviços Sociais e a Psicóloga do Município, no sentido de acompanhar e acautelar o seu bem-estar, material e psicológico. Ainda hoje é rara a pessoa que não de emociona quando fala do que aconteceu, as pessoas sofreram muito, perderam pequenos “tesouros”, e isso nós nunca vamos conseguir devolver às pessoas”. 

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, refere que o processo de reconstrução de habitações permanentes que foram destruídas pelos incêndios de Outubro tem decorrido com total normalidade e transparência. “Não temos as situações que aconteceram noutros concelhos, as situações foram validadas, de forma rigorosa, pela Câmara Municipal e CCDRC, para que o apoio chegasse a quem realmente dele precisava”. Júlio Norte destaca o acompanhamento e empenho da CCDRC, desde logo da presidente da entidade, Ana Abrunhosa, sempre presente.

“Tem sido uma pessoa que se tem dedicado de alma e coração a este processo, com uma enorme disponibilidade, empenho, sensibilidade, assumindo-o como uma verdadeira missão, e ao mesmo tempo transmitindo-nos constantemente força e ânimo. O Município de Mortágua está-lhe profundamente grato e saberá reconhecer publicamente, em momento oportuno, esse seu apoio”.

Para além do apoio material (bens essenciais) e à reconstrução de habitações, o Presidente da Câmara salienta o acompanhamento e apoio a nível social e psicológico (trabalho nem sempre visível, por razões óbvias), prestado pelos Serviços do Município às pessoas e famílias que mais sofreram com a tragédia.

“Estas pessoas precisam de uma voz amiga, um abraço, de falar e terem uma voz que as oiça e conforte, isso é muito importante. Esse trabalho começou logo no dia seguinte à tragédia e continuamos a dar esse apoio social e psicológico às pessoas que ainda necessitam dele, porque as dores da alma são as mais difíceis de curar”. 

 

 









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