TEM levou de novo à cena a “Forja”, depois da primeira apresentação, há 31 anos!

Data: 2018-10-02
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


 

 

Quando se completam 31 anos sobre a primeira apresentação da peça, o Teatro Experimental de Mortágua repôs em palco a “Forja”, baseada na obra literária de Alves Redol.

A apresentação teve lugar nos passados dias 29 e 30 de setembro, no Centro de Animação Cultural, tendo assistido mais de três centenas de pessoas no total das duas sessões. A peça, a 56ª produção teatral do TEM, conta com encenação de Manuel Ramos Costa, que regressa a uma casa que bem conhece.

Em palco estiveram 11 atores, (Anabela Jorge, Décio Rosa, Toni Nobre, José Carlos, Hugo Melo, Francisco Vicente, São Garcia, Helena António, Fátima Vicente, Fátima Reis, David Oliveira, Francisco Vicente), estes três últimos em estreia absoluta.

A “Forja” é considerada uma obra de intensa emoção, tragédia inquietante, de um dramatismo sombrio e brutal, mostrando a realidade de uma sociedade patriarcal e autocrática, dominada por homens, e conservadora nos valores e costumes, como era a sociedade do tempo do Estado Novo. Uma sociedade onde o trabalho, duro e implacável, como era o da forja, moldava o carácter dos homens.

No final da apresentação, os atores perfilaram-se em palco, e o público, todo de pé, rendeu uma calorosa ovação. O Diretor do TEM, António João Lobo, agradeceu a presença do público, sempre muito afetuoso e entusiástico ante a estreia de uma nova peça do TEM. Aos atores e colaboradores agradeceu a dedicação e entrega a este novo projeto. Dirigiu uma palavra de agradecimento ao encenador Manuel Ramos Costa, por ter aceitado este novo desafio, mais um no seu longo percurso de ligação ao TEM. E finalizou com agradecimentos ao Município de Mortágua, à União de Freguesias, à Associação Barrilense (local de ensaios), às empresas Caldas de Penacova e Aldeia Sol, por todo o apoio prestado.

Homenagem aos que participaram na peça há 31 anos!

Corria o ano de 1987 (já lá vão 31 anos!) quando o TEM apresentou, pela primeira vez, a famosa peça escrita por Alves Redol. A reposição constituiu uma forma de homenagear todos aqueles que nessa altura nela participaram, alguns dos quais já partiram, como o encenador Bento Martins, os atores Clara Porto, Duarte Portugal e Luís Filipe, todos eles de gratas e saudosas memórias. Dessa apresentação original fizeram ainda parte Suzana Simões, Céu Melo, Graça Lopes, Sandra Faia, Sofia Simões, Caló, Nuno Rodrigues, Carlos Inácio, José Maria e Correia Pinto. No atual elenco estão cinco elementos desse tempo: Décio Rosa, Toni Nobre, José Carlos, São Garcia e António João Lobo.

O encenador Manuel Ramos Costa não escondeu a emoção de voltar a um palco que conhece bem, no que apelidou de regresso a casa do filho pródigo. “Fiquei muito feliz com o convite que me fizeram para encenar a Forja e sobretudo por esta reposição ser um modo de homenagem aos ausentes e aos viventes que deram e continuam a dar corpo, alma e voz ao TEM. Foi um desafio que aceitei sem pensar duas vezes”, afirmou. Ramos Costa considerou “uma grande responsabilidade” pegar numa peça que já tinha sido levada à cena e pela mão de um grande encenador, referindo-se a Bento Martins, mas frisou que o objetivo não era fazer uma cópia dessa primeira apresentação, mas fazer uma versão completamente nova, sem referências ou comparações ao passado.

O Presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, subiu ao palco para enaltecer o trabalho dos atores e o magnífico momento cultural proporcionado ao numeroso público ali presente. “Hoje é uma noite de emoções, de homenagem e de memória”, afirmou, lembrando as várias gerações que desde a sua fundação até à atualidade passaram pelo TEM, e contribuíram para o seu engrandecimento e para a valorização cultural do concelho.

Júlio Norte referiu que o público teve oportunidade de assistir a um espetáculo emocionante que “encheu-nos o coração” e afirmou: “Temos de nos sentir orgulhosos nas nossas gentes, na nossa terra, por termos em Mortágua um grupo que demonstra que neste Interior do país, muitas vezes esquecido pelo Poder Central, também se faz cultura, com rigor e qualidade”, e não tendo os grandes apoios financeiros que são dados aos grupos instalados em Lisboa ou no Porto, acentuou.

Júlio Norte afirmou que o TEM é um embaixador cultural do concelho que representa e dignifica o nome de Mortágua: “é muito gratificante ir por esse país fora e ouvir tantas pessoas a falarem tão bem do TEM”. E finalizou com felicitações ao TEM e à sua Direção, desejando os maiores sucessos na itinerância desta peça, que a partir de agora vai viajar por várias localidades do país.









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