Passeio Noturno Encenado evocou passagem das tropas francesas no concelho, em 1810

Data: 2016-09-27
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Integrado no programa de atividades que assinala mais um aniversário sobre a passagem das Invasões Francesas por Mortágua, realizou-se no passado dia 24, um Passeio noturno com características especiais.

O Passeio, que ligou a povoação do Barril a Vale de Açores, contou com a participação de 125 pessoas, que puderam percorrer caminhos, que muito provavelmente foram pisados pelos invasores há 206 anos atrás.

Ao longo do passeio os participantes foram surpreendidos com vários quadros cénicos que representavam o cenário de guerra. O primeiro dos quais foi a recriação de um acampamento na zona do Barril. À frente dos participantes seguia um grupo de figurantes, trajados e armados à época, que integram o Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida (é conhecido o episódio do “cerco de Almeida).

A localidade do Barril, deve-se referir, foi um dos locais de acampamento e reagrupamento das tropas francesas, a caminho do Bussaco. Nessa altura a principal via de comunicação da Beira Alta para Coimbra, Lisboa e Porto, era a estrada que passava no centro de Mortágua.

O trânsito de passageiros e mercadorias vindo de Santa Comba Dão, repartia-se à chegada de Mortágua em três direções divergentes: para Coimbra e sul do país seguia-se a estrada de Santo António do Cântaro (estrada Real ou de Lisboa), para a Bairrada e Figueira da Foz seguia-se a estrada do Luso (estrada da Moira), para Aveiro e Porto seguia-se a estrada de Águeda (estrada de Aveiro ou estrada de Almocreves).

Desta situação em termos de comunicações resultou a grande movimentação que as tropas francesas efetuaram neste concelho em 1810.

Em 21 de setembro de 1810, a retaguarda do exército anglo-luso, que vinha retirando diante das tropas francesas desde a fronteira espanhola, cortou a ponte do Criz, a fim de retardar o avanço dos invasores entre Santa Comba e Mortágua.

Mas em 23 de Setembro já a engenharia francesa tinha a ponte do Criz reparada e assim nesse mesmo dia pôde acampar no Barril, o 6º Exército francês com 23.000 homens, sob o comando do General Ney.

Seguindo pela estrada da Moira, a caminho da passagem de Sula, o 6º Exército no dia 25 encontrava-se já à vista da aldeia da Moura.

Entretanto avançou de Santa Comba o 2º Exército francês que acampou no Barril durante a noite de 24 a 25 de Setembro.

No dia 25, os 15.000 homens do General Reynier avançaram pela estrada real – Vale de Açores, Cortegaça, Santo António do Cântaro…Em Cortegaça tiveram um pequeno contratempo: no alto da serra do Meiral, estava o regimento nº 4 de Caçadores que mandou fogo sobre a vanguarda do 2º Exército. Este pequeno combate ficou conhecido como a Batalha de Mortágua. Foram muitas as baixas causadas nas tropas francesas e o 2º Exército prosseguiu a sua marcha, alcançando ainda no dia 25 à tarde a planura de Santo António do Cântaro, apenas a 500m das forças anglo-portuguesas que já ocupavam o cimo da serra do Buçaco.

No dia 25 o 8º Exército, formado por 16.000 homens sob o comando do General Junot, avançou de Santa Comba para Mortágua e acampou por sua vez no Barril onde se conservou todo o dia 26 e a noite seguinte.

No dia 25, os 15.000 homens do General Reynier avançaram pela estrada real – Vale de Açores, Cortegaça, Santo António do Cântaro…Em Cortegaça tiveram um pequeno contratempo: no alto da serra do Meiral, estava o regimento nº 4 de Caçadores que mandou fogo sobre a vanguarda do 2º Exército. Este pequeno combate ficou conhecido como a Batalha de Mortágua. Foram muitas as baixas causadas nas tropas francesas e o 2º Exército prosseguiu a sua marcha, alcançando ainda no dia 25 à tarde a planura de Santo António do Cântaro, apenas a 500m das forças anglo-portuguesas que já ocupavam o cimo da serra do Buçaco.

No dia 25 o 8º Exército, formado por 16.000 homens sob o comando do General Junot, avançou de Santa Comba para Mortágua e acampou por sua vez no Barril onde se conservou todo o dia 26 e a noite seguinte.

Este passeio encenado proporcionou aos participantes a experiência de viajar até ao passado e tentar imaginar, através da recriação e representação, o que seria a movimentação de dezenas de milhares de tropas, em condições extremamente difíceis (os acessos não eram como hoje) e o que teria sido o terror e medo das populações face à presença do poderoso exército inimigo. Ao mesmo tempo contribuiu para uma maior perceção e consciencialização do papel central que Mortágua teve na “Batalha do Bussaco”.

No final do passeio os participantes tinham à sua espera uma “sopa da pedra” bem quente e puderam ainda assistir ao concerto da Orquestra Ligeira do Exército.

 

 









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