Sociedade Agrícola Boas Quintas inaugurou nova Adega

Data: 2016-06-02
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Foram inauguradas ano passado dia 27 as novas instalações (Adega) da Sociedade Agrícola Boas Quintas, situadas na zona da Gandarada. O evento esteve integrado no programa da Expomortágua, que abriu ao público no mesmo dia e a curta distância do local onde estão implantadas as novas instalações. A agricultura era um dos sectores económicos representados no certame.

Na inauguração marcaram presença várias entidades, como a Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, a Diretora Regional da Agricultura e Pescas do Centro, Adelina Martins, o Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Eng.º. Frederico Falcão, o Presidente da ViniPortugal, Eng.º Jorge Monteiro, além do Presidente da Câmara Municipal, Presidente da Assembleia Municipal, Presidentes de Junta de Freguesia e demais entidades civis e militares.

Estiveram também presentes os parceiros da empresa, como distribuidores, fornecedores, bancos e clientes finais, entre outros convidados.

A construção das novas instalações insere-se numa estratégia de crescimento e de redefinição do projeto empresarial, que começou a ser pensada e delineada a partir de 2010, registando desde então uma evolução significativa. Desde essa data o Engº Nuno Cancela de Abreu dedicou-se a tempo inteiro, de alma e coração, à concretização deste ambicioso projeto.

Na nova Adega está agora concentrada toda a logística da produção das uvas, oriundas das quatro quintas situadas na Península de Setúbal, Alentejo e Dão (Nelas e Mortágua), afinação dos vinhos, enchimento, armazenamento e expedição. Tudo passa a ter aqui a sua base, o seu centro de controlo, com todas as vantagens associadas. O investimento realizado foi de 1, 5 milhões de euros, com o apoio do PDR 20-20.

 

Exportações para 25 países

A Sociedade Agrícola Boas Quintas registou em 2015 uma venda global de 600 mil garrafas. As exportações representam 80% das vendas. A empresa exporta para 25 países, sendo a Inglaterra e os Estados Unidos dois dos principais destinos. Outros mercados de exportação são o Brasil, China e os países do Norte da Europa. A casta base dos vinhos, no caso dos Brancos, é o Encruzado, que é uma casta originária e exclusiva do Dão. No caso dos Tintos é o Touriga Nacional a casta rainha, também originária do Dão.

Os vinhos da Sociedade Agrícola Boas Quintas têm somado prémios em concursos internacionais de renome, nomeadamente em Londres e Bruxelas, com as suas marcas Fonte do Ouro e Quinta das Giestas, que são as duas grandes referências. Atualmente a empresa emprega 12 colaboradores permanentes, além dos postos de trabalho eventuais ou sazonais em picos da atividade, como na época das vindimas.

 

Excelência. Boas Quintas obteve a designação Dão Nobre (BRANCO)

Para comemorar o 25º aniversário, a Sociedade Agrícola Boas Quintas lançou o vinho Fonte de Ouro Dão Nobre Branco´2015, do qual se produziram apenas 1200 garrafas. A designação “Nobre” só existe na região do Dão e constitui o designativo mais alto da qualidade de todos os vinhos, estando acima do Reserva e do Grande Reserva, por exemplo. “Ao certificar o vinho pedimos que ele fosse “Dão Nobre” e obteve a pontuação Dão Nobre, teve mais de 90 pontos na sala de provas da Comissão”, explicou o Engº Nuno Cancela de Abreu. É a primeira vez na história dos vinhos do Dão que é atribuída esta designação especial, de Dão Nobre Branco. “Para nós foi um orgulho, quando fazemos 25 anos, atingirmos esta qualidade. É o resultado de muito trabalho e de um conhecimento melhor das castas e da região”, refere.

Outro dos vinhos lançados para assinalar os 25 anos foi o Fonte do Ouro Grande Reserva Tinto` 2013, com uma produção de 2800 garrafas.

O Engº Cancela de Abreu representa a quarta geração da família ligada à atividade vinícola. “Começou com o meu bisavô, João Tavares Festas, há mais de um século. Há documentos na família que referem a produção de vinhos em 1884”. Essas primeiras vinhas estavam situadas na zona do Monte Grande, muito próximo da Gandarada, atual localização de uma das vinhas e da Adega. As garrafas já tinham rótulos e eram exportadas para o Brasil. Para o Engº Nuno Cancela de Abreu é uma grande responsabilidade dar continuidade a esse legado, que passou de geração em geração, mantendo o compromisso com a produção e a qualidade, com as adaptações necessárias às exigências dos novos tempos, mercados e consumidores.









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