Biblioteca Municipal promoveu espetáculo “Quem quer ser Saramago”, dirigido a alunos do Agrupamento de Escolas

Data: 2016-03-16
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Promovido pela Biblioteca Municipal, no âmbito da Semana da Leitura, decorreu no passado dia 14, no Centro de Animação Cultural, o espetáculo “Quem quer ser Saramago”, numa produção da Andante- Associação Artística. A assistir estiveram alunos do 11º e 12º ano do Agrupamento de Escolas de Mortágua.

Trata-se de um espetáculo teatral interativo construído a partir de uma seleção da vasta obra de José Saramago, nomeadamente “ Memorial do Convento”, “O ano da Morte de Ricardo Reis” ou “Ensaio sobre a cegueira”, conduzindo os alunos pelo universo da escrita de José Saramago. A interpretação está a cargo da atriz Cristina Paiva, tendo o apoio de Fernando Ladeira na sonoplastia.

É evidente o paralelo com o famoso concurso televiso “Quem quer ser milionário”, mesmo em termos de cenário e sonoridade, só que aqui as perguntas não são de cultura geral e não há prémios monetários. Neste jogo os alunos são desafiados a responder acertadamente a questões relacionadas com a obra do autor (Prémio Nobel da Literatura) e a participar no próprio espetáculo. De uma forma inteligente e inovadora, os alunos acabam por percorrer as obras e textos de José Saramago.

“É um trabalho muito pensado para o público adolescente” diz Cristina Paiva, que acrescenta que o título não foi por acaso, sendo uma forma de gerar alguma surpresa e expectativa. “A ideia é criar laços para que depois eles possam regressar aos livros”, afirma.

Para Cristina Paiva este foi um “trabalho apaixonante”, em que o mais difícil foi mesmo selecionar as obras e os textos do conjunto da vasta e rica bibliografia do autor.

Na opinião da atriz, os mediadores de leitura devem usar todas as “armas de sedução” ao seu alcance para cativar a atenção do leitor e despertar o interesse pela leitura, nomeadamente dos jovens.

Cristina Paiva é uma admiradora da obra de José Saramago, desde muito cedo. “A Viagem a Portugal” foi o primeiro livro que leu do autor e ficou logo embasbacada: “Achei a escrita muito mais interessante do que um guia de viagem normal”. E lembra-se que quando começou a desfolhar “Memorial do Convento” não conseguiu parar de ler.









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