Autarquia distribuiu Cabaz de Natal por famílias carenciadas

Data: 2005-12-30
Fonte:


Solidariedade

Este Natal a Câmara Municipal voltou a distribuir o tradicional Cabaz de Natal por famílias mais carenciadas do concelho, que contemplou 46 agregados familiares. O número e selecção teve por base o levantamento sócio-económico feito pelos Serviços Sociais da Autarquia. Na sua maioria são pessoas idosas que vivem sozinhas, mas não só, também deficientes, famílias numerosas, tendo em comum baixos rendimentos ou pensões, elevadas despesas em medicamentos e dificuldades económicas para suprir as suas necessidades básicas.
O objectivo deste gesto solidário é proporcionar um Natal melhor, nomeadamente uma consoada mais recheada, a estas pessoas e famílias, na medida do possível.
“Ao longo destes anos fomos dando conta que este gesto, aparentemente tão singelo, tem para estas pessoas um grande significado, atendendo à quadra que estamos a viver. Significa que alguém se lembra delas, que não estão esquecidas. É por isso também que continuamos a promover esta iniciativa”, refere o presidente da Autarquia, Afonso Abrantes.
“É um cabaz muito bem composto e que dá muito jeito. Sempre se passa o Natal com um pouco mais de alegria”, contou-nos Maria Célia Tomás, 69 anos, residente em Vale da Lebre.
As baixas pensões e os gastos com medicamentos não dão para extravagâncias, apenas para sobreviver no dia-a-dia. “Eu sou muito doente e tenho ainda de olhar pela minha mãe que tem 90 anos. Há meses que não dá para todos os medicamentos”. Célia Tomás não esquece a preciosa ajuda da autarquia na reabilitação da casa onde vivem. “Já foi a Câmara que ajudou no arranjo da casa, estava toda a cair”.
O Cabaz de Natal é composto por géneros de primeira necessidade e outros produtos típicos desta quadra, onde não falta o bacalhau e o Bolo-Rei. Esta iniciativa começou em 1995, por iniciativa do actual Presidente da Câmara.
Os projectos de apoio social, desenvolvidos pela Autarquia e em parceria com outras instituições do concelho, permitiram alterar de forma positiva muitas situações de pobreza e exclusão social que existiam, intervindo de forma integrada e multidisciplinar.
“Infelizmente nunca conseguiremos resolver todas elas, porque algumas são muito complicadas e necessitarão sempre de apoio social institucionalizado”, lamenta no entanto Afonso Abrantes.









Este artigo veio de www.cm-mortagua.pt
https://www.cm-mortagua.pt