Pontes ferroviárias de Meligioso e Trezoi entram em obras

Data: 2015-07-10
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


Tiveram início esta segunda-feira os trabalhos de reabilitação em três pontes no troço ferroviário entre Luso e Mortágua, na Linha da Beira Alta. As pontes das Várzeas (Luso), de Meligioso e Trezoi (Mortágua) são as três estruturas que estão a ser intervencionadas.

A empresa Infraestruturas de Portugal (IP) informa que os trabalhos a realizar, com a duração prevista de um mês, visam a substituição do armamento da via, incluindo travessas especiais de madeira, de fabrico único, pelas suas características e dimensões físicas, aliado a um processo de tratamento moroso, para que consigam reunir as referidas características físicas, necessárias à sua aplicação nas pontes das Várzeas (303m), de Meligioso (127m) e de Trezoi (127m).

Estas pontes foram particularmente afetadas pelos descarrilamentos ocorridos em 2014 que originaram elevadas perturbações à normal exploração ferroviária.

A intervenção permitirá ultrapassar alguns dos constrangimentos existentes nestas obras de arte e que obrigavam, nomeadamente, à introdução de restrições à velocidade comercial, e contribuirá para o processo de valorização, que se encontra em desenvolvimento, do itinerário ferroviário da Linha da Beira Alta.

A nota informativa da IP refere que ainda no decurso do corrente ano, iniciar-se-à uma inova intervenção na especialidade de via, entre o Km 58,3 e o Km 65, que incluirá a drenagem do Túnel de Trezoi.

Tendo em conta a intervenção, a empresa alerta para a necessidade de ”efetuar interdições à circulação, o que obrigará, pontualmente, à realização de transbordos rodoviários.”Nesse sentido adianta que será” garantido transporte rodoviário alternativo“ e remete esclarecimentos mais detalhados sobre os transbordos rodoviários das circulações para o operador CP Comboios de Portugal.

O Presidente da Câmara congratula-se com esta intervenção nas pontes ferroviárias de Meligioso e Trezoi, que em certa medida contraria os “maus agoiros” que têm assombrado o futuro da Linha da Beira Alta. Segundo Júlio Norte, estas intervenções paliativas são necessárias mas não resolvem o problema de fundo da Linha da Beira Alta, “que precisa é de uma requalificação, nomeadamente a introdução da bitola europeia, porque a estrutura atual não responde às necessidades e desafios da região e do país, quer em termos de transporte de mercadorias quer de passageiros”.

Ainda mais quando se está a falar da principal ligação ferroviária do país à Europa. “Precisamos de uma Linha da Beira Alta que sirva a economia da região e o desenvolvimento do interior do país, que seja um fator de promoção de maior competitividade da região, de crescimento das empresas instaladas e atração de novos projetos, e por essa via, de criação de emprego e fixação de pessoas”.









Este artigo veio de www.cm-mortagua.pt
https://www.cm-mortagua.pt