CPCJ promoveu ação de sensibilização sobre a temática de abusos sobre crianças.

Data: 2015-06-30
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua


A história “Kiko e a Mão” foi ensinada a todas as crianças do ensino Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico.

A iniciativa foi promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Mortágua (CPCJ) e contou com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Mortágua e ainda do Jardim-Escola João de Deus, abrangendo um total de 440 crianças.

Esta história de adormecer explica, de forma simples, lúdica e pedagógica, a Regra “Aqui ninguém toca”, que pretende transmitir às crianças que elas são donas do seu corpo, que há limites que não devem deixar ultrapassar, como reagir se alguém tentar abusar da sua intimidade e onde procurar ajuda.

A CPCJ de Mortágua lançou o desafio às jovens atrizes Neide Simões e Rita Nobre para dramatizarem esta história, que foi produzida pelo Conselho da Europa no âmbito da Campanha «UMA em CINCO» de combate à violência sexual contra crianças.

O objetivo da ação foi plenamente alcançado. No final de cada apresentação, as crianças responderam que perceberam a mensagem, ou seja, que há partes do seu corpo que não devem ser tocadas por outras pessoas. Foi ainda distribuído a todas as crianças, professores e auxiliares de ação educativa o livro “Kiko e a Mão”.

A Presidente da CPCJ, Emilia Matos, referiu que o objetivo desta ação é sensibilizar para a prevenção e ajudar os pais e as crianças a falar destas questões, sem tabus, porque o medo e o silêncio são os melhores aliados dos agressores.

É importante que as crianças saibam que não estão sozinhas nestas situações, que devem falar sem receio de vergonha ou represálias, e que existem pessoas de confiança que as podem ajudar. Se estiverem informadas e prevenidas, é muito mais difícil acontecer qualquer situação de abuso ”.

A Regra “Aqui ninguém toca” baseia-se em alguns princípios importantes:

1. O teu corpo é só teu

Deve ensinar-se às crianças que elas são donas do seu próprio corpo e que ninguém lhes pode tocar sem a sua autorização. As crianças podem recusar que as pessoas as beijem ou toquem, mesmo que sejam pessoas de quem elas gostam. É necessário ensinar-lhes a dizer «Não», de forma imediata e firme, a contactos físicos impróprios, bem como a fugir de situações perigosas e a contar o que se passou a um adulto de confiança.

2. Contacto físico bom e contacto físico mau

As crianças nem sempre sabem o que é um contacto físico aceitável e um contacto físico inaceitável. A Regra “Aqui ninguém toca” ajuda as crianças a estabelecerem uma fronteira evidente e fácil de memorizar: a roupa interior.

3. Segredos bons e segredos maus.

O segredo é a principal tática dos agressores. Por este motivo, é importante ensinar a diferença entre segredos bons e segredos maus e criar um clima de confiança. Todos os segredos que geram ansiedade, desconforto, medo e tristeza não são bons e não devem ser guardados. Pelo contrário, devem ser contados a um adulto de confiança (pais, professores, polícias, médicos).

4. Prevenção e proteção – Responsabilidade dos adultos

Quando sujeitas a abusos, as crianças sentem vergonha, culpa e medo. Os adultos devem evitar criar tabus sobre a sexualidade e garantir que as crianças sabem a quem se dirigir se estiverem preocupadas, ansiosas ou tristes. Por vezes, as crianças sentem que alguma coisa está mal. Os adultos devem estar atentos e recetivos aos sentimentos e comportamentos das crianças.

5. Círculo de confiança

As crianças devem saber identificar quais os adultos que podem fazer parte do seu círculo de confiança. Na maioria dos casos os agressores utilizam estratégias para aliciarem a confiança das crianças e sujeitá-las ao silêncio e ao medo de denunciarem. As crianças devem saber que existem pessoas em quem pode confiar e profissionais que os podem ajudar (professores, assistentes sociais, médicos, psicólogo da escola, polícia).

 

 

 









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