Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural inaugurou a EXPOMORTÁGUA

Data: 2014-06-09
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O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, inaugurou, no passado dia 6, pelas 14 horas, a Expomortágua, na sua primeira edição.

À sua chegada, aquele membro que tutela a pasta das Florestas, foi recebido pelo Presidente da Câmara Municipal, Presidente da Assembleia Municipal, Vereadores, Entidades Militares, tendo a Filarmónica de Mortágua abrilhantado a receção à entrada do recinto.

Entre os convidados encontrava-se a Diretora Regional das Pescas e Agricultura do Centro, Eng. Adelina Martins, além de autarcas e representantes de instituições locais.

Aquele membro do Governo foi convidado a cortar, de forma simbólica, uma fita, que marcou a abertura oficial da Expomortágua, seguindo-se a sessão oficial de abertura, em que se registaram intervenções do Presidente da Câmara e do Secretário de Estado.

 

Mortágua é sinónimo de floresta

 

O Presidente da Câmara, José Júlio Norte, deu as boas vindas ao Secretário de Estado e á Diretora Regional, e apontou as razões para o Município se ter lançado nesta iniciativa, dizendo: “A Expomortágua é um certame que nos diz muito, a floresta ocupa 80% do nosso território e tem sido o ponto fulcral para o desenvolvimento de todas estas vertentes que estão interligadas à Floresta, como o Ambiente, a Energia, o Turismo”.

E destacou: “A floresta é um fator que contribui para a qualidade de vida e bem-estar, por outro lado as infraestruturas feitas na floresta têm sido aproveitadas e adaptadas para atividades turísticas, como BTT Motocross, Ralis, que desfrutam de uma forma indireta das infraestruturas construídas. Além disso, “a floresta é uma via extraordinária para podermos colmatar um pouco a dependência dos combustíveis fósseis”, dando conta que em Mortágua está sediada a Central Termoelétrica e uma das maiores empresas nacionais de produção de pellets, a Pellets Power, bem como duas empresas que produzem e comercializam equipamentos de queima de pellets.

O Presidente da Câmara destacou ainda a importância crescente da biomassa florestal, que até há uns anos atrás era um resíduo florestal sem qualquer valor económico e atualmente passou a ser “uma matéria-prima valorizada para a produção de pellets e para a alimentação das próprias caldeiras”, contribuindo ao mesmo tempo para a “redução do risco de incêndios florestais”.

E a propósito da biomassa e das pellets, referiu o Plano Municipal para a Biomassa Florestal, “que quer valorizar a biomassa florestal na sua origem, e depois incentivar a utilização das pellets à escala municipal, permitindo reduzir em cerca de 50% os custos de energia, em comparação com os combustíveis fósseis”. E deu como exemplo os gastos de energia no Centro Educativo, que chegou a ter meses em que a fatura do gás natural chegou aos 8 mil euros, “quando com recurso a pellets esse custo poderá ser reduzido para cerca de metade. E tal como o Centro Educativo dizemos outros equipamentos municipais”.

“Nós conseguimos fechar aqui um ciclo, porque temos a biomassa, temos a produção de pellets e temos as empresas que produzem equipamentos, e por outro lado, vamos ter um ganho em termos energéticos”, explicou.

O Presidente da Câmara referiu, por outro lado, o investimento municipal na defesa e preservação da mancha florestal do concelho ao longo dos anos, lembrando que o concelho tem mais de 2 mil Km de caminhos florestais e que a sua manutenção custa muito dinheiro.

Um investimento que no entanto considera fundamental, porque, defendeu, “Se a floresta for economicamente rentável não estará tão exposta ao risco de incêndio”.

O Presidente da Câmara afirmou, no entanto, que não podem ser só os municípios, ano após ano, a fazerem o investimento na floresta. “Não nos arrependemos, vamos continuar a investir na prevenção, porque entendemos que é e será sempre um bom investimento”, assegurou, mas adiantando: “Se o esforço for dividido por todos custa muito menos”.

Segundo o Presidente da Câmara, a floresta em Mortágua não é sinónimo de incêndio, porque se tem investido ao longo dos anos e adiantou que este ano o Município vai investir na vigilância, na prevenção e manutenção de vias florestais, cerca de 200 mil euros.

Um investimento crucial para que a floresta continue a ser um fator de riqueza e criação de emprego no concelho, sustentou: “Daqui por uma hora haverá mais 2 mil euros produzidos, ao fim do dia 48 mil euros e ao fim do ano haverá mais 20 milhões de euros. Estamos a falar de muito dinheiro e de muitos postos de trabalho diretos e indiretos”.

 No final da sua intervenção dirigiu vários agradecimentos. Aos expositores que aderiram “de uma forma extraordinária”, confessando-se surpreendido pela elevada adesão, para uma primeira vez. E aos quais deixou o convite para voltarem no próximo ano, prometendo introduzir mais melhoramentos.

Aos produtores florestais, aos madeireiros do concelho, “que geram imensos postos de trabalho e contribuem para evitar a desertificação das povoações, porque as suas empresas estão instaladas por todo o concelho”.

À Comissão Organizadora da Expomortágua, na pessoa do Vereador Eng. Serafim Oliveira, pelo bom trabalho realizado Agradeceu também à Diretora Regional das Pescas e Agricultura do Centro, pela forma como também tem ajudado o Município a resolver alguns problemas que vão surgindo, na sua área de competência.

E finalizou: “Para os homens da floresta um abraço muito grande e contem sempre com este Executivo, que vai naturalmente continuar a apoiar-vos da forma que tem feito ou melhor ainda”.

  

Mortágua tem sabido evidenciar as virtudes da floresta

 

O Secretário de Estado das Florestas, agradeceu o convite que lhe foi dirigido pelo Município e cumprimentou os expositores presentes no certame

Aquele responsável governamental referiu que o concelho de Mortágua tem vindo ao longo do tempo a evidenciar as virtudes da floresta, nas suas diversas vertentes. “Um concelho com esta densidade e intensidade florestal, em que simultaneamente o ambiente é uma precaução, em que a atividade florestal tem essencialmente uma vertente produtiva, não é nem poderia ser uma negação do ambiente”, disse.

Segundo o responsável, “Mortágua é um bom exemplo a nível nacional de que não é necessariamente por existir floresta que existem incêndios florestais” e que “os incêndios não são uma fatalidade, algo a que tenhamos que nos subjugar”, afirmou.

O membro do Governo enalteceu a postura do Município, que no âmbito das suas competências e às vezes indo até mais além do que seriam as suas estritas competências, tem investido na floresta. “É uma autarquia que ao longo dos anos viu na floresta uma fonte de riqueza, uma fonte de desenvolvimento, uma fonte de crescimento”, e destacou o empenho da autarquia, do próprio concelho, “que não temeu nem hesitou em canalizar para a floresta, para o apoio à atividade florestal os recursos que tem ao seu dispor”.

Destacou ainda a ação que os proprietários e as associações de produtores florestais têm desempenhado na defesa e valorização da floresta.

Referiu que há vários fatores que implicam com a questão dos incêndios e que as limitações financeiras sendo um desses fatores, não é exclusivo: “Há muitas coisas para as quais não temos hoje em dia dinheiro, é verdade, sabemos isso, todos nós queixamo-nos da falta dele, mas não é menos verdade que a capacidade que todos nós temos de pensar, de ser imaginativos, para quando os meios são mais escassos conseguirmos soluções que nos ajudem a progredir, essa riqueza Mortágua tem demonstrado que tem”.

Deixou os parabéns a Mortágua, a todos os munícipes, e formulou votos de que “a floresta não só continue mas que ganhe ainda maior importância naquilo que é o património de riqueza que este concelho tem”. E manifestou a sua certeza de que este evento que dá hoje o primeiro passo, “certamente não será um passo isolado neste tipo de mostras e na dinamização bem visível das atividades relacionadas com a atividade florestal”.

O Secretário de Estado fez questão de visitar depois todos os stands de exposição, cumprimentar e conversar por breves instantes com os expositores.









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