“Fado de Coimbra” ouviu-se em silêncio no Centro de Animação Cultural

Data: 2013-03-04
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O Centro de Animação Cultual foi palco de uma noite de Fado de Coimbra, no passado dia 27. O espetáculo foi promovido pelo Município no âmbito do programa cultural “Noites Quentes”, que está a decorrer nestes meses mais frios. Apesar da noite bastante fria, que convidava mais à lareira, o público aderiu em bom número, constituindo uma plateia interessada, que aprecia e sente o Fado de Coimbra.

Entre o público encontravam-se naturalmente muitos mortaguenses que foram antigos estudantes e doutores de Coimbra. Para estes, em especial, ouvir fado de Coimbra, é o reviver de sentimentos e emoções, a recordação das serenatas, dos cortejos académicos, das noites de boémia, dos amores juvenis, de momentos únicos.

Em palco esteve um trio composto por João Farinha (voz), Luís Carlos (viola) e Ricardo Dias (guitarra), que deliciaram o público com a interpretação de alguns dos temas mais belos e intemporais da canção coimbrã.

Temas clássicos como “Samaritana”, “Capa Negra Rosa Negra”, “Fado dos Olhos Claros”, “Fado das Lágrimas”, “Minha Mãe”, “Ondas do Mar”, ou temas populares do chamado “Fado Corrido” ou “Vira de Coimbra”.
Canções que foram originalmente interpretadas por alguns dos maiores nomes da canção coimbrã, como Edmundo Bettencourt, Luiz Goes, Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira.
Para além dos temas cantados, foram tocadas guitarradas, de autores como Artur Paredes, Carlos Paredes e João Bagão.

Não podiam faltar no repertório as tradicionais baladas de despedida, como a “Balada do 5º Ano Jurídico 1988-89” e a “Balada do 6º Ano Médico 1957-58”- “Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida”, uma das que alcançou maior êxito, e que o público acompanhou em coro.

De tal forma o público se encantou com a voz e as canções, que o grupo teve de regressar ao palco para um “encore”, finalizando a sua atuação com o tema a “Trova do vento que passa”, de Adriano Correia de Oliveira, um tema de contestação bastante atual, aliás. O público agradeceu, com uma ovação de pé, uma noite memorável de (en)canto.

Este trio integra o projeto cultural “Fado ao Centro”, uma associação que tem como objetivo a defesa e promoção do Fado de Coimbra. A associação está sediada em Coimbra, na famosa Rua do Quebra-Costas, e num espaço que funciona também como “casa de fado”, com apresentação de espetáculos diários.

Segundo João Farinha, o “Fado ao Centro” é um projeto que aposta na qualidade e profissionalismo, honrando a tradição, a história e a identidade do Fado de Coimbra.










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