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Dia do Município

2005-05-11
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua
Inaugurado Parque Verde e apresentada Unidade Móvel de Saúde

Mortágua assinalou no passado dia 5 de Maio o seu Dia do Município, Feriado Municipal. Como tem acontecido desde há seis anos, o momento alto da efeméride foi a Sessão Solene, realizada no Centro de Animação Cultural. O programa teve início às 14h45 com a inauguração de uma Exposição Comemorativa do Centenário do Nascimento de Branquinho da Fonseca, patente na Biblioteca Municipal. Filho de Tomás da Fonseca, um dos grandes grande vultos da cultura e política na 1ª República, Branquinho da Fonseca foi um dos expoentes da nossa novelística e ficção e do chamado Segundo Modernismo Português. Em 1958 foi convidado para organizar e dirigir o Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo sido responsável pela criação da uma rede de leitura pública à escala nacional, numa época em que as condições económicas da maioria dos portugueses (vivia-se o tempo da ditadura) impediam o acesso igual ao livro e à instrução. Faleceu a 7 de Maio de 1974, deixando para trás uma notável e profícua obra de criador literário, sobretudo de ficcionista e contista. A sua novela “O Barão”, publicada em 1940, é considerada uma das obras-primas do género. A sua acção de promoção da leitura, a nível nacional, contribuiu decisivamente para um país mais letrado e culturalmente mais desenvolvido. A ele se fica a dever, por exemplo, a instalação da Biblioteca Fixa da Gulbenkian em Mortágua, designada nº 15, que funcionou até 2002, cedendo o seu lugar à Biblioteca Municipal, entretanto construída.
Na Sessão Solene, como vem sucedendo desde que se comemora o Dia do Município, foram homenageados Funcionários do Município com mais de vinte anos de serviço, manifestando-lhes público reconhecimento e gratidão pela sua dedicação, competência, assiduidade e zelo no cumprimento das suas funções. Foram agraciados seis funcionários com a Medalha de Ouro de Bons Serviços. Na mesma tradição foi distinguida uma associação do concelho com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal, tendo este ano a escolha recaído sobre a Associação Cultural e Desportiva da Sobrosa. A associação foi oficialmente constituída por escritura pública em 9 de Junho de 1980, completa portanto no próximo mês 25 anos de existência legal. Mas a sua génese remonta à antiga Comissão de Melhoramentos constituída logo após o 25 de Abril de 1974. Perante a falta de um espaço para organizar as suas actividades, aquela Comissão iniciou em 1978 a construção de um pavilhão polidesportivo, tendo trabalhado afincadamente na sua edificação a própria população, contando também, no Verão, com o contributo de voluntários estrangeiros integrados nos Companheiros Construtores. Ao longo dos seus 25 anos, a Associação tem sido um pólo de desenvolvimento social da povoação, na vertente cultural, desportiva e ocupação dos tempos livres, nomeadamente da juventude. A Medalha de Ouro de Mérito Municipal traduz o reconhecimento dos serviços prestados, sendo também uma forma de homenagear todos aqueles que ao longo destes anos contribuíram para o seu desenvolvimento, fundadores, dirigentes e associados, os vivos e os que já partiram.

Referiu o Presidente da Câmara Municipal, na sua intervenção

“Satisfeitas as necessidades básicas das populações e construídos os equipamentos colectivos essenciais para a qualidade de vida, estamos agora perante um novo ciclo de políticas autárquicas em que os desafios e prioridades são outros. Algumas das iniciativas que lançámos neste Dia do Município vão já no caminho futuro que preconizamos”.


Ao discursar na Sessão Solene, o presidente da Câmara Municipal, Afonso Abrantes, referiu que o Dia do Município tem sido um momento aproveitado para recordar o passado, reflectir sobre o presente e perscrutar o futuro, numa alusão aos vários actos inseridos no programa. Salientando as conquistas conseguidas pelo Poder Local Democrático nestes últimos trinta anos, pôs em relevo o papel e acção da Autarquia e das Freguesias no processo de desenvolvimento do Concelho, dotando o concelho das infraestruturas necessárias à satisfação das necessidades básicas e elevação da qualidade de vida dos mortaguenses. Lembrou no entanto que os tempos agora mudaram e há que adaptar as políticas autárquicas às exigências e desafios que se colocam às autarquias. “Somos hoje um concelho com índices muito positivos relativamente ao desenvolvimento integrado, à sustentabilidade do território e à qualidade de vida da população. Somos também um concelho a correr no pelotão da frente relativamente aos índices de inclusão social. No entanto o quadro da globalização e transformação económica e social desta transição de milénio coloca novos desafios à governação autárquica e obriga a definir agora as prioridades da segunda geração do poder local democrático. A continuação do processo de modernização do nosso concelho exige agora uma nova geração de políticas autárquicas, inovadoras e ousadas, flexíveis e adaptadas às circunstancias concretas do nosso patamar de desenvolvimento”.
E resumiu em quatro grandes objectivos as novas políticas autárquicas a prosseguir no futuro: dinamizar a economia e o emprego; promover a qualidade de vida; dinamizar e promover a cultura, o conhecimento, a inovação, o desporto e a mobilidade social; e por último, promover uma cidadania solidária, activa e digna. Afirmou mesmo que “algumas das actividades lançadas neste programa de comemoração do Dia do Município, já vão nesse caminho”. Afonso Abrantes, na sua intervenção, destacou ainda a abertura do Parque Verde da Ponte e a apresentação da Unidade Móvel da Saúde, dois actos que considerou extremamente relevantes para a qualidade de vida dos mortaguenses. Aos funcionários e técnicos do Município que estiveram directamente envolvidos na construção do Parque Verde, dirigiu palavras especiais de reconhecimento, enaltecendo o brio e competência na execução do trabalho.
Referindo-se àesclareceu que estava previsto, neste dia, o lançamento de uma reedição do conto “Lobo Branco”, mas problemas de direitos de autor inviabilizaram por agora este projecto. A foi obra publicada em 1955 e retrata o imaginário da população de Mortágua. Adiantou que a Câmara Municipal, além da reedição daquela obra, mantém intenção de erigir um monumento em sua memória e dar o seu nome à Biblioteca Municipal.


Exposição de Jovens Artistas de Mortágua

Integrada na homenagem a Branquinho da Fonseca, cujo centenário de nascimento ocorreu no dia anterior, realizou-se uma Conferência sobre o poeta, escritor e dramaturgo, proferida pela Dra. Ludovina Amaro, professora da Escola Secundária e conterrânea. A palestrante deu a conhecer a vida, obra e personalidade do poeta e novelista, um dos maiores do seu tempo, juntamente com José Régio, Miguel Torga e outros. Terminada a Sessão Solene passou-se à abertura da Exposição Colectiva de Jovens Artistas Mortaguenses, mais uma integrada no Ciclo “Sentir a Terra”. Treze jovens de Mortágua, a convite da Câmara Municipal, expuseram ali os seus trabalhos em áreas como a pintura, arte em azulejo e em ferro, fotografia, ourivesaria / joalharia. Participaram: Rute Gonzalez, Filipe Lopes, Eusébio Almeida, Cláudio Gomes, José Carlos Ramos, Hugo Gomes, Sónia Santos, Penélope Abreu, Ivone Ramos, Paula Rocha, Carlos Rodrigues, Rogério Rodrigues e Zita Neves. A surpresa foi geral e a reacção do público muito favorável, já que a maioria do público desconhecia existirem em Mortágua tantos e tão bons talentos, possuidores de grande qualidade e criatividade artística. Para a maior parte deles as artes plásticas são um passatempo, algo que fazem apenas por gosto e prazer pessoal, havendo no entanto alguns que já se dedicam e vivem exclusivamente desta profissão.

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