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IV Fórum Florestal de Mortágua debateu questões da produtividade e sustentabilidade da floresta

2012-05-28
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Com a presença de cerca de duas centenas de participantes

O IV Forum Florestal de Mortágua, realizado no passado dia 26 de maio, promovido pelo Município, registou a presença de cerca de duas centenas de participantes ligados à fileira florestal, desde proprietários, produtores, industriais, técnicos.
Uma elevada adesão que contribuiu para o sucesso de mais este Fórum, a que se deve juntar a pertinência dos assuntos tratados e a qualidade dos oradores e das intervenções, que estiveram a cargo de vários especialistas e entidades convidadas.
Num primeiro painel foram abordados temas mais práticos ou técnicos, relacionados com os fatores que limitam ou potenciam o aumento da produtividade florestal das plantações de eucalipto, a fertilização e nutrição do eucaliptal para produção industrial, tendo sido fornecidas soluções e recomendações. As intervenções estiveram a cargo do Eng. João Lé, Administrador da Área Florestal (Grupo Portucel Soporcel) e do Eng. Ségio Fabres, do Instituto de Investigação da Floresta e Papel. Este primeiro painel foi moderado pelo Eng. Luís Costa leal, diretor de I&D Florestal da Altri Florestal.
Este aspeto da troca de informação e conhecimento, da partilha de experiências, entre técnicos, produtores e consumidores da floresta, permitindo a incorporação de novas técnicas, novas abordagens, novas formas de atuar, com vista a uma maior sustentabilidade da floresta, é justamente o principal objetivo deste fórum.

Produz-se cá tudo e ainda se exporta!

O segundo painel tinha como tema “ Floresta, uma solução para a criação de riqueza”. O Eng.Gonçalo Alves, diretor da Autoridade Florestal Nacional, deu números que evidenciam, de forma clara e inequívoca, a importância que a floresta tem para o desenvolvimento do País e a criação de riqueza local e regional. Uma importância que é reforçada no atual contexto nacional, em que mais do que nunca é necessário aumentar as exportações e a produção interna, e diminuir as importações e o défice da balança comercial. Os números são esclarecedores: as quatro fileiras industriais ligadas à floresta (madeira de pinho, cortiça, pasta de papel, biomassa para a energia), representam 9 mil milhões de euros, 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e 12% do PIB industrial, 11% do total das nossas exportações (é o 3º setor mais exportador), 260.000 postos de trabalho. E um setor que gera riqueza e emprego, que é competitivo nos mercados internacionais, que desenvolve as economias locais, possuindo ainda uma larga margem de crescimento e rentabilidade. É um setor que tem um valor acrescentado nacional muito grande, porque abastece-se, compra, transforma, em Portugal, e depois exporta!.
Com a vantagem do Pais ter ainda um enorme potencial de utilização florestal, lembrando que existem 2 milhões de hectares de terrenos incultos, que podem muito bem ser rentabilizados em termos florestais.

Produção nacional de eucalipto não é suficiente para a procura industrial

O Eng. João Soares, assessor do Conselho de Administração do Grupo Portucel Soporcel, abordou a sustentabilidade da fileira florestal do eucalipto, e salientou que este é um setor que assenta exclusivamente no esforço e investimento dos proprietários, produtores e industriais, ao contrário do que se passa com outros produtos do setor primário, que são subsidiados pelo Estado. E considerou um erro e uma contradição que o Estado queira reduzir a área do eucaliptal no País, ao mesmo tempo que se assiste ao aumento do investimento das empresas e da capacidade industrial transformadora e o mesmo Estado fala na necessidade do País exportar mais. Lembrou que o País continua anualmente a importar 2 mil milhões de m3 de eucalipto, porque a oferta é deficitária face à procura industrial, afirmando que o desafio é produzir mais com a área que temos, e produzir bem e em boas condições, sublinhando que o País tem que apostar nos seus recursos, até por uma questão de sobrevivência económica.
Enquanto noutros países da Europa e nos Estados unidos, em consequência da crise internacional, houve empresas que fecharam no ano passado, no caso de Portugal passou-se o contrário, aumentaram as exportações, o que demonstra a robustez e liderança que Portugal tem neste setor.
Este segundo painel foi moderado pelo Dr. Arlindo Cunha, ex-Ministro da Agricultura e ex-Eurodeputado.

Vale a pena investir na floresta

No encerramento dos trabalhos, o Presidente da Câmara saudou a elevada adesão, participação e o interesse demonstrado pelos participantes e felicitou os intervenientes e moderadores, sublinhando a importância dos temas tratados neste fórum, que tiveram uma forte componente prática. É de registar aliás a opinião emitida por alguns dos participantes, segundo os quais, este é um dos melhores fóruns sobre floresta que se realizam no País.
O Presidente da Câmara afirmou que depois do que se ouviu neste Fórum, há mais razões para apostar cada vez mais forte na floresta, na sua valorização e preservação, a nível local e nacional.
A floresta é um setor estratégico e estruturante da economia local, constituindo uma riqueza dificilmente quantificável, e afirma: “A floresta, depois das pessoas, é a nossa principal riqueza, cria emprego, desenvolve o concelho, suporta um mercado de trabalho que se apoia e integra nas fileiras florestais desde a produção à exploração, até às industrias do papel, dos aglomerados, da serração, da biomassa, dos pelettes e das energias.
Em Mortágua os espaços florestais ocupam 85% do território. Esta riqueza que os proprietários de Mortágua têm sabido utilizar, com base na floresta de produção, permite gerar uma economia local, cria e mantém postos de trabalho diretos e indiretos, remunera os proprietários e contribui para o bem estar das populações.
Proteger a floresta, preservando os recursos naturais e garantindo o futuro, foi e é um objetivo sempre presente no Município de Mortágua”.



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