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Fórum Florestal de Mortágua reuniu 150 participantes

2011-05-24
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Sector da fileira florestal exporta muito e importa pouco, foi destacado pelos diversos intervenientes

O sector da fileira florestal tem um enorme potencial de crescimento e é fundamental para a sustentabilidade da economia nacional. Em cada 1 euro exportado, 90 cêntimos é incorporação nacional, lembraram os especialistas e técnicos presentes no Fórum Florestal de Mortágua, que se realizou no passado dia 21.
Promovido mais uma vez pelo Município de Mortágua, o Fórum Florestal de Mortágua reuniu mais de centena e meia de pessoas, ligadas aos vários sectores da fileira florestal.
Na abertura dos trabalhos, o Presidente da Câmara Municipal, Afonso Abrantes, saudou os oradores convidados e o público presente, pelo interesse demonstrado. Lembrou que este fórum acontece no ano de 2011, Ano Internacional das Florestas, ganhando assim mais sentido e relevância a sua organização.
O primeiro interveniente, o Eng. Vítor Barros, investigador do Instituto Nacional de Recursos Biológicos e ex-Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, focou a sua intervenção na ligação da floresta com a economia e o desenvolvimento local.
E serviu-se sobretudo do exemplo de Mortágua para ilustrar o quanto importante é o sector da fileira florestal para a criação de riqueza e emprego.
Na sua intervenção destacou a importância de aumentar e melhorar a produtividade florestal e diversificar a utilização dos recursos florestais, com ligação a áreas como a construção civil, o mobiliário, a produção de energia, passando pelas actividades de lazer, que podem aumentar o potencial de crescimento e desenvolvimento da fileira florestal. Vítor Barros referiu ainda que o mercado do papel e portanto da indústria da pasta de papel, é um mercado que vai continuar em expansão a nível mundial por muitos anos. “Vamos ter que aumentar a produtividade, é por aí o caminho, mais do que pelo aumento da área do eucaliptal”
Mas para isso é preciso proteger a floresta, lembrou. Nesse sentido afirmou que Mortágua “é um bom exemplo” que deve ser replicado à escala nacional. “Há aqui um bom trabalho e um trabalho persistente. Há um município que definiu a floresta como estratégico no desenvolvimento do concelho, que tem sido o pivô de um trabalho que envolve as Juntas de Freguesia, a Associação de Produtores Florestais, os Bombeiros. Há um plano municipal de defesa da floresta que funciona bem. E portanto, há aqui toda uma rede que foi criada, que está a trabalhar e que está afinada”..
Vitor Barros identificou ainda o potencial das galerias ripícolas existentes em Mortágua, ao longo das ribeiras, que podem ser um repositório de biodiversidade. Nesse sentido sugeriu que podia ser criado “um centro de interpretação”.

O Dr. João Amaral , da Associação para a Competitividade das Indústrias da Fileira Florestal falou das “Perspectivas futuras do Mercado da Floresta Portuguesa”.
E começou por lembrar que o sector da fileira florestal tem “um elevado valor acrescentado nacional”, porque importa muito pouco e exporta muito, representando 10% das exportações nacionais.“ É um valor que já ultrapassa todo o sector têxtil e do vestuário, e muito importante para a sustentabilidade da economia nacional, numa altura em que é tão necessário reduzir o défice das contas externas”, referiu.
Por outro lado, é um sector que tem uma grande apetência para se inserir na globalização e que está menos sujeito ao risco de deslocalização, em comparação com outros sectores de actividades.
Segundo João Amaral, é fundamental encarar a floresta como um bem económico, como uma actividade económica e não apenas na perspectiva ambiental ou lúdica, ao mesmo tempo “fazer um esforço para que a opinião pública e a comunicação social vejam também a floresta como um sector da economia, e não se fale só da floresta quando há incêndios”. Em termos de desafios futuros, o mais importante, considerou, é a disponibilidade da matéria-prima, ou seja, é necessário aumentar a produtividade do sector, ”para que o aludido valor acrescentado não diminua, mantendo assim o impacto positivo que este sector tem na economia do país”.

Noutro painel abordaram-se as pragas e doenças que actualmente afectam a madeira de eucalipto e pinho, nomeadamente o gorgulho e o nemátodo, entre outras.
O Dr. Carlos Valente, da Associação Raiz-Portucel Soporcel, referiu-se concretamente às pragas que afectam o eucalipto e informou sobre os meios de combate à disposição e dos avanços que estão a ser feitos a nível científico. Uma das apostas passa pela introdução de um insecto que é inimigo do bicho causador do gorgulho. “Os ensaios em campo poderão já fazer-se em 2012, actualmente estão a ser feitos estudos em laboratório, mas os resultados são promissores”. E adiantou: “Em 2015 começaremos a ter um controle efectivo e eficaz”.

A utilização de insecticidas com baixo impacto ambiental e o recurso a espécies mais resistentes, são outros dois meios de luta que estão a ser testados.
O Dr., Manuel Mota, da Universidade Évora, abordou as pragas no pinheiro bravo, referindo-se concretamente ao aparecimento do nemátodo e ao trabalho que foi feito desde então no sentido de conter e delimitar a sua propagação. Essa necessidade de controlar a praga é tanto maior porque existe o perigo de contágio, tanto a nível nacional como a nível global, lembrando que em Espanha também já existe o problema do nemátodo.
O maior risco de expansão, no entanto, disse, advém do próprio ser humano, ou seja, da actividade comercial, que possa transportar o insecto. E defendeu que o Estado Português e a União Europeia devem investir mais no apoio à investigação e no apoio técnico no terreno.

Alertou ainda para a necessidade das pessoas procederem efectivamente ao corte e retirada da madeira afectada para que não haja contágio e disseminação, o que seria desastroso.
Mas também assegurou que “não está em causa a extinção do pinhal” e quanto à substituição do pinheiro por outras espécies, lembrou que o nosso “pinheiro bravo” é o que melhor se adapta às condições endafo-climáticas do país.
Amândio Torres, Presidente da Autoridade Florestal Nacional, apontou três grandes desafios ao sector da fileira florestal. Assegurar a capacidade de transformação instalada, potenciar mais a oferta para eventuais e futuros aumentos de transformação e conseguir responder à procura do sector emergente da biomassa florestal. Relativamente a este sector da biomassa e ao seu crescimento, afirmou: “não podemos é desequilibrar ou desarticular o sector tradicional do pinho e do eucalipto, colocando em causa o valor acrescentado que tem para a economia do país”.
E aponta um caminho a seguir: “temos 2 milhões de hectares de terrenos incultos. O que temos a fazer é utilizar pelo menos 1 milhão deles em povoamentos florestais”.
Neste fórum todos os intervenientes foram unânimes na rejeição das visões catastrofistas ou negativistas de alguns, que falam já do desaparecimento da floresta portuguesa. No seu entender, a floresta nacional tem um grande potencial de crescimento e desenvolvimento, mas tem também grandes desafios, como aumentar a produtividade, melhorar a gestão florestal, desenvolver a certificação florestal, organizar o cadastro florestal, promover as boas práticas florestais, apostar na investigação.

No final do Fórum, o Presidente da Câmara mostrou-se satisfeito por se terem atingido os objectivos propostos:” Trataram-se temas muito importantes e sensíveis para quem trabalha nesta área, tivemos excelentes oradores e intervenções, e demos um contributo sério para uma reflexão, um debate e um esclarecimento à volta das questões mais pertinentes da sector florestal. Foram aqui apontados caminhos e soluções para alguns problemas que preocupam as pessoas que vivem em torno deste sector e ao mesmo tempo ficou bem evidente o quanto importante é valorizar a floresta, nomeadamente no aspecto económico, que muitas vezes é negligenciado ou esquecido. Esse aspecto foi bem realçado neste fórum, por vários intervenientes. O facto da floresta em Mortágua há muito tempo ser encarada como uma riqueza económica, que gera emprego e rendimento, é preciso dizer, tem sido fundamental para a preservação e valorização da nossa mancha florestal. Da parte do Município procurámos sempre demonstrar que é possível e desejável integrar e complementar as várias vertentes da floresta, a económica, a ambiental, a ecológica, a lúdica. É essa mensagem que temos procurado passar à população e hoje há um sentimento colectivo, um reconhecimento mútuo, de que temos de defender e preservar esta riqueza e este património, que é de todos”.



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