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Notícia
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Brincar ao Entrudo

2005-02-03
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua
Domingo Gordo, na Praça do Município

Vão ser recriadas antigas tradições de Carnaval, como o serrar da velha e o Julgamento e Enterro do Entrudo.

Este Domingo Gordo, a partir das 15 horas, na Praça do Município, vão ser recriadas algumas antigas tradições de Carnaval. Sete associações do concelho, com o apoio da Câmara Municipal, uniram-se em torno deste projecto que pretende reavivar e divulgar o que eram as brincadeiras de Carnaval doutros tempos. Com o passar dos anos e as transformações sociais, económicas, culturais, novos hábitos de lazer, essas tradições foram desaparecendo aos poucos. Eram tradições como o Serrar da Velha, uma tradição popular inserida nos rituais de passagem, marcados pelo desejo simbólico de regeneração e renovação. Era lido o testamento e feita a partilha dos bens da velha, na presença de um padre e de um juiz. Com um serrote simulava-se o serrar da velha que estava dentro do cortiço. Existia também o hábito de prenderem-se badalos às portas. Qualquer objecto servia desde que fizesse muito barulho, tirando o sossego a quem queria dormir. Quem não se lembra do jogo do cântaro, que era atirado de mão em mão, até alguém o deixar cair, ou ainda das danças de roda.
Outra tradição era o Julgamento e Enterro do Entrudo. O Senhor Entrudo era acusado de vários crimes, por um tribunal popular. Transportado numa padiola ou caixão, o velório percorria a povoação, acompanhado por um coro de carpideiras vestidas de negro, chorando pelo defunto (o Entrudo). No final das alegações, era declarada a sentença: enterre-se o Entrudo. A morte do Entrudo, que ocorria na Quarta-Feira de Cinzas, simbolizava também o encerramento dos festejos carnavalescos e a entrada na Quaresma. Outro uso característico nesta altura festiva eram os “apupos”, em que se aproveitava para satirizar determinados “factos” vividos na aldeia, que passavam assim a ser conhecidos de todos. As partidas de Carnaval eram de resto frequentes e “ninguém levava a mal”.
Estes usos e costumes são um património cultural já quase totalmente esquecido, de que apenas os mais velhos ainda se lembram. As tradições carnavalescas de hoje são muito diferentes das de antigamente, que eram mais espontâneas, mais genuínas e tinham uma raíz popular muito vincada. Esta iniciativa é um contributo no sentido de preservar essa identidade cultural, essa celebração festiva, pagã e milenar que é o Carnaval.

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