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3º Triatlo Aventura de Mortágua

2010-07-13
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Convívio desportivo juntou invisuais e comunidade local

Realizou-se no passado dia 10 a terceira edição do Triatlo Aventura de Mortágua, organizado pela Associação Beira Aguieira de Apoio ao Deficiente Visual e com o apoio do Município de Mortágua. O evento contou com a participação de 21 equipas e um total de 105 participantes, entre os quais se encontravam 14 invisuais. Um dos objectivos deste evento é promover a actividade desportiva junto da comunidade invisual, contribuindo para a sua integração social.
Mais uma vez a comunidade mortaguense mobilizou-se para colaborar nesta iniciativa, sendo de destacar a presença de muitos jovens, sensibilizados para a causa.

O Triatlo Aventura era constituído por uma estafeta de três provas: Canoagem na Albufeira da Aguieira (1,5Km), BTT (15Km) e Atletismo (2,5Km), sendo cada equipa composta por cinco atletas. Cada dupla era constituída por 1 atleta cego ou com os olhos vendados e 1 atleta normovisual, sendo a prova de BTT realizada por 1 atleta normovisual.
Maria João, invisual, natural de Cascais, participou pela primeira vez. “Não tive medo da água. Quando a gente não vê tem outra noção de espaço, não pensa, não tem aquele medo imediato”. Referindo-se à iniciativa, opinou: “Valeu a pena pelo desportivismo, pelo divertimento, pelo convívio, é para repetir”.

Tiago Mendes é um dos jovens mortaguenses que colabora na iniciativa, desde o início. “É muito gratificante ver como eles confiam em nós, que somos os seus guias”.
Paulo Coelho, 28 anos, fez a prova de Atletismo... de olhos vendados. “Nós que estamos deste lado não nos apercebemos das dificuldades que eles sentem no dia-a-dia. Para eles caminhar sem ver já parece uma rotina. Mas sabemos que não é assim, basta nós experimentarmos”.
Sofia Almeida, também fez a experiência. “O ano passado fiz corrida com olhos vendados, é mais complicado, porque perdemos mais a orientação e o equilíbrio. Na canoagem é mais fácil, mas às vezes temos a impressão que vamos a andar de lado, sem rumo”.

Helena Fonseca, invisual, natural de Lisboa, participou novamente na canoagem. Apesar de não ter o sentido da visão, a experiência permitiu-lhe despertar outros sentidos: “Sinto o espaço, a imensidão de água, o vento, as correntes e procuro tirar o máximo proveito. Dá-me uma sensação de bem estar, de paz, é óptimo”. E comenta: “Acho que é uma boa festa de convívio, as pessoas conhecem-se, divertem-se, vivem novas experiências”.
Patrick Coelho, natural de Mortágua, foi o seu guia. “É uma experiência emocionante. Nós estamos a orientar uma pessoa que confia totalmente em nós, temos essa responsabilidade. Enquanto remávamos íamos também conversando, conhecendo-nos melhor. Foi muito divertido”.
Carlos Lopes, Presidente da ACAPO, ex-Campeão Paralímpico e Vice-Presidente do Comité Paralímpico de Portugal, voltou a marcar presença no evento, tendo participado na prova de Atletismo. Segundo este responsável, este tipo de iniciativas são relevantes para sensibilizar e estimular a prática da actividade físico-desportiva nos invisuais, uma vez que a maioria se auto-exclue da mesma. “Acham que não são capazes e caem naquele comodismo de ficar em casa”. Um preconceito, adianta, que também se estende por vezes às respectivas famílias e que acaba também por se generalizar na sociedade. “É uma ideia completamente errada. Estas iniciativas são um pontapé no comodismo, mostrando que elas são capazes. Quer a ACAPO quer a Associação Beira Aguieira têm dado um forte contributo nesse sentido”.

Para todos os participantes tratou-se de uma experiência inesquecível e marcante. Para os invisuais porque experimentam sensações novas e vencem limites. Mas também para os normovisuais, o contacto próximo que têm com as pessoas invisuais, conhecendo e partilhando as suas dificuldades, tem um forte impacto ao nível da reflexão e consciencialização individual.

Após a realização do Triatlo, os participantes seguiram para o tradicional Arraial Popular, na Escola de Cães-Guia, onde se juntaram Utilizadores de Cães-Guia, Famílias de Acolhimento, Sócios e Apoiantes da Instituição, em salutar e animada confraternização. Na ocasião foram entregues prémios de valor simbólico a todos os participantes no Triatlo, dado que o mesmo pretende acima de tudo proporcionar momentos de convívio e de partilha de experiências.




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