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Lançamento do livro “Os Combates do Cidadão Manuel Ferreira Martins e Abreu”

2010-05-18
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Da autoria do Prof. Dr. Romero Magalhães

Realizou-se no passado dia 13 de Maio, no Centro de Animação Cultural de Mortágua, o lançamento do livro “Os Combates do Cidadão Manuel Ferreira Martins e Abreu”, integrado no programa de comemoração do Dia do Município.
No ano em que se comemoram os Cem Anos da implantação da República, o Município de Mortágua associa-se a este marco importante da história portuguesa, homenageando e recordando republicanos de Mortágua que se destacaram na defesa e promoção dos ideais da República. Além do lançamento do livro, no mesmo dia foi inaugurada a Exposição “Sentir a Terra - Mortágua Republicana”, que dá a conhecer seis figuras republicanas nascidas em Mortágua e que estiveram na linha da frente do combate político pela implantação da República, a nível local, regional e até nacional.
O livro é uma edição promovida pela Câmara Municipal e da autoria do Prof. Doutor Joaquim Romero Magalhães, historiador, personalidade sobejamente conhecida do meio académico e profundo estudioso desta época histórica. O Prof.Doutor Romero Magalhães integra a Comissão Consultiva Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
O livro começa com uma introdução explicativa das razões que levaram o autor a escrever sobre Martins e Abreu, segue-se um estudo breve sobre os escritos e acção do publicista-panfletário, a apresentação de alguns inéditos, a que se aditou uma antologia que procura ilustrar o estilo e alguns temas da sua actividade e dos seus interesses. Entre os textos destaca-se um escrito de João Chagas, jornalista da época, que numa crónica publicada no Jornal Primeiro de Janeiro, escreveu de Martins e Abreu que “depois de Camilo não tornara a encontrar pena de tão fogosa contundência”. É também transcrito um artigo publicado no Jornal República, da autoria de Tomaz da Fonseca, contemporâneo de Martins e Abreu, com o titulo: “ Um cavador. Pregando e defendendo a República nas montanhas”.

Quem foi Martins e Abreu?

Manuel Ferreira Martins e Abreu nasceu em Pinheiro, na freguesia da Marmeleira, em 15 de Dezembro de 1861. Lavrador, era no entanto um homem culto, que lia os grandes escritores e possuía uma grande bagagem cultural. Frequentou o Magistério Primário, obtendo a melhor classificação, mas a monarquia negou-lhe sempre a nomeação como professor oficial, mercê dos seus princípios.
Esteve na revolta do 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, na primeira tentativa de implantação da República, sendo preso e depois libertado, quando já ia a caminho do Conselho de Guerra, a bordo da corveta “Sagres”, escapando ao exílio.
Não sendo um político ou militante partidário, defendia as causas republicanas, que propalou pelas localidades do concelho. Uma das suas preocupações foi divulgar junto das populações do concelho a lei do Registo Civil, que em 1911 passou a ser obrigatório.

Desenvolveu uma acção cívica empenhada e tenaz no meio político local, denunciando injustiças, desigualdades e abusos e tornando-se numa figura polémica e incómoda ao status quo, ao ponto de ter feito anular uma eleição local e obrigar a uma nova votação.
Ficaram célebres as suas idas ao Governo Civil de Viseu, exigindo ser recebido pelo Governador, chegando mesmo a procurá-lo na própria casa. Ou as cartas dirigidas ao Presidente da República Manuel de Arriaga, ao Presidente do Conselho de Ministros, ao Presidente do Tribunal da Relação, denunciando irregularidades ou abusos na aplicação da lei, que beneficiavam uns e penalizavam outros.
Foi o primeiro Administrador do Concelho após a implantação da República. Aceitou o cargo com a condição de não receber salário. Os honorários a que tinha direito entregou-os à Câmara para compra de mobiliário escolar. Escreveu, num dos seus livros, “o bem público é a lei suprema dos homens que sabem o que querem e sabem querer”. A instrução do povo era também uma sua bandeira, tendo colaborado com as Escolas Móveis pelo método João de Deus.
No Brasil, para onde emigrou duas vezes, continuou a ter uma forte intervenção na vida política e social, tendo sido um feroz opositor da escravatura. Afirmou um dia: “o primeiro sinal da verdadeira civilização do homem, é o respeito do seu semelhante”. Perseguido e ameaçado, regressou a Portugal e à sua terra natal. Naquele país ensinou crianças e escravos a ler, utilizando o método de João de Deus. Participou na revolta do 31 de Janeiro de 1891, na cidade do Porto, na primeira tentativa de implantação da República.

Foi provavelmente o primeiro mortaguense que escreveu para o povo, distribuindo os seus livros gratuitamente. Possuidor de uma inteligência viva e culta, os seus escritos mereceram os maiores louvores de Guerra Junqueiro, que sobre Martins e Abreu escreveu: “é um homem temível, que quando escreve parece manejar, não uma pena, mas um facalhão”.
Pelo seu carácter e exemplo cívico e moral, Martins e Abreu bem merece o titulo de “justiceiro”, já que a justiça dos homens foi sempre o lema de toda a sua vida. Tomaz da Fonseca descreveu-o assim: “ é um filósofo e um justo”.

O livro pode ser adquirido na Biblioteca Municipal e no Centro de Animação Cultural (horário da exposição).

Alguns livros que escreveu:

  • “Coisas de Mortágua nas últimas décadas do século XIX” (1890)

  • “Provas das Coisas de Mortágua” (1891)

  • “Política de Campanário e Justiça d`Aldêa” (1893)

  • “Ajuste de Contas” (1894)

  • “Pela civilização do Brasil”(1903)

  • “O meu voto nas próximas eleições” (1906)

  • “A República na Beira Alta” (1913)





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