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Fórum Florestal de Mortágua reuniu mais de 200 participantes

2010-05-18
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Ligados a várias áreas da fileira florestal

A floresta portuguesa representa 38% do território nacional, 3,2% do PIB nacional, 12% do PIB industrial, 11% do total das exportações portuguesas, 160 mil postos de trabalho directos, estes números foram revelados no Fórum Florestal de Mortágua realizado no passado dia 15, promovido pelo Município de Mortágua e que dão bem a noção da importância que o sector florestal no seu todo tem na economia do País.
Este segundo Fórum Florestal, subordinado ao tema: “Floresta: desafios e oportunidades” excedeu as melhores expectativas, tendo-se constituído um êxito em toda a linha. Desde logo pela adesão significativa de participantes, mais de 200, de tal modo que a organização teve de cancelar na véspera mais inscrições. Para tanto contribuiu seguramente a qualidade dos oradores e as temáticas abordadas.

A Mesa dos trabalhos contou com a presença da Engª Ana Meyer, em representação do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Presidente da Câmara Municipal, Afonso Abrantes, e Governador Civil de Viseu, Miguel Ginestal.
Na abertura dos trabalhos o Presidente da Câmara Municipal saudou os participantes e a adesão registada: “é um bom sinal do interesse que esta temática motiva, e na nossa opinião é muito importante que todos aqueles que operam na floresta, desde o produtor, às empresas de exploração e transformação, à indústria, estejam informados sobre as perspectivas que se avizinham para a floresta”. Afonso Abrantes referiu que este fórum surge num contexto diferente do primeiro realizado há alguns anos, uma vez que hoje fala-se num “mercado da floresta”, algo que nessa altura era quase impensável. “Quando se instalou a primeira Central de biomassa florestal do País, precisamente em Mortágua, nós iniciámos esse debate sobre o mercado dos resíduos florestais. Foi a partir desse momento que se criou o mercado dos resíduos florestais. No início era um processo com algumas incertezas, porque não se sabia qual seria a reacção dos produtores, mas actualmente é um processo perfeitamente consolidado e com futuro.”
A Central Termoeléctrica de Mortágua, projecto pioneiro a nível nacional no aproveitamento e valorização da biomassa florestal, marcou o começo de uma nova área da fileira florestal - o mercado energético da biomassa. A Central continua a produzir energia e muito próximo dela está instalada, desde 2008, uma empresa de produção de peletes, a “Pellets Power”, que utiliza também os sobrantes florestais.
“Passámos a ter um aproveitamento integral da floresta”, afirmou, sublinhando ainda: “a floresta tem de ser economicamente rentável, para as famílias, para as pessoas, para as empresas, porque doutro modo ficará ao abandono e mais desprotegida. Nós temos essa experiência em Mortágua, que tem sido um factor chave na preservação e valorização da nossa mancha florestal. As pessoas sentem que há uma política concreta de preservação da mancha florestal na perspectiva da sua valorização e rentabilidade”.

Ana Meyer reafirmou a importância da floresta como principal recurso renovável do País e como um sector estratégico para a economia portuguesa. “O Ministério e a Secretaria de Estado está empenhado, em conjunto com todos os parceiros, em concretizar esse potencial que a floresta portuguesa tem, tanto a nível nacional como internacional”.


O Governador Civil de Viseu referiu na sua intervenção que a floresta, além de recurso ambiental, é também um recurso económico e deu o exemplo de Mortágua: “Estamos num concelho eminentemente florestal, que faz da floresta o seu principal activo económico. Mortágua definiu a floresta como uma prioridade municipal e apostou na sustentabilidade da floresta, soube transformar a floresta num activo, numa oportunidade de riqueza e de emprego”. Acrescentando, “temos de perder esse preconceito, a floresta também deve ser encarada na perspectiva da fileira florestal, da rentabilidade para a indústria e da melhor remuneração dos produtores florestais”.

O Engº Gonçalo Alves, Director Nacional para as Fileiras Florestais, abordou a “Estratégia Florestal Nacional”, tendo referido que o sector da produção florestal representa 3 mil milhões de valor acrescentado bruto para a economia do País. E destacou: ”É um sector que importa pouco. E tudo aquilo que exporta é feito com base em matérias e produtos nacionais, criando valor ao longo das várias fileiras”.

O segundo painel “Perspectivas do Mercado da Floresta”, teve intervenções do Engº João Soares, do Grupo Portucel Soporcel e do Engº Ricardo Torres, do Grupo Ramos Catarino, e como moderadora a Dra. Luisa H. Carvalho, do Instituto Superior de Tecnologia de Viseu.

O Eng. João Soares debruçou-se concretamente sobre a situação da indústria de pasta de papel, que tem o eucalipto como principal matéria-prima. Segundo referiu, o País já importa eucalipto para satisfazer as necessidades da indústria. “O desequilíbrio entre a oferta e a procura vai-se agravar”, antevê, mostrando-se preocupado face às limitações que estão a ser colocadas nos PROF`s (Planos de Reflorestação), impondo a redução das áreas de eucalipto.
Ficou por responder a questão de saber porque é que em Portugal a madeira de eucalipto é paga a um preço mais baixo, à porta da fábrica, comparativamente à madeira importada. Alguma coisa está errada!

O Eng. Ricardo Torres referiu na sua intervenção que há um grande potencial de crescimento do sector, “que pode ser quase duplicado”, e que a certificação levará ao aumento do valor económico da madeira.

O último painel foi dedicado ao “Mercado Energético da Floresta”, teve como palestrantes o Engº Gil Patrão, Administrador EDP Produção – Bioeléctrica, SA, e o Engº Álvaro Magalhães, Presidente da Direcção Executiva da Assoc. Produtores de Pellets Energéticas a Biomassa, e como moderador o Prof. Eng. Luis Braga da Cruz.
Gil Patrão referiu que a biomassa para a energia tem necessariamente um papel a cumprir no nosso País que radica na necessidade de dar vazão aos resíduos florestais residuais, que é crucial para controlar o risco de incêndio.
E referiu um estudo que fez a avaliação das potencialidades da biomassa em Portugal, e que calculou em 20 milhões de toneladas/ano, em peso seco. “Há aqui um potencial muito grande”, dizendo ainda: “o que nós temos de fazer é diminuir os custos de extracção, de processamento e transporte dos resíduos, estar atentos às oportunidades que vão surgindo e sermos capazes de criar cada vez mais valor na sua transformação, seja produzindo electricidade ou outro produto energético”.
A Central Termoeléctrica em Mortágua, informou, consome mais de 110 mil toneladas de resíduos florestais e deixa na economia local 2,8 milhões de euros, sem contar com salários e a manutenção da própria Central. E informou ainda que a empresa tem prevista a instalação, em Mortágua, de uma nova central de biomassa de 30 Megawatts A nível nacional, as quatro Centrais existentes consomem mais de 800 mil toneladas de biomassa florestal e empregam 800 postos de trabalho.

O Eng. Álvaro Magalhães referiu que existem em Portugal seis grandes fábricas de peletes, entre outras mais pequenas, que produzem 700 mil toneladas/ano, sendo toda a produção para exportação. O sector é responsável por 250 postos de trabalho directos e cerca de 1200 a 1500 indirectos. As perspectivas são de duplicação do consumo na Europa, dos actuais 20 para 40 milhões de toneladas, havendo também o compromisso nacional de converter 10% das centrais a carvão para centrais com peletes, até final de 2011.

O Presidente da Câmara fez no final um balanço muito positivo da iniciativa: “Consideramos que foi uma iniciativa oportuna e uma discussão muito produtiva, tendo em conta a grande adesão de pessoas que aqui estiveram, ligadas a diversas actividades da fileira florestal, desde a produção à indústria. Não podemos esquecer que somos um concelho onde 85% do território é floresta, e portanto temos uma responsabilidade acrescida na preservação e valorização deste património, que tem uma importância ambiental, mas também uma importância económica e social”.

No final do fórum e após o almoço, decorreu uma sessão técnica de demonstração de equipamento de destroçamento de biomassa, que teve lugar nos Estaleiros Municipais.
A demonstração esteve a cargo da empresa DM CAR, importadora nacional e gerida por um jovem empresário de Mortágua.



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