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António Barbosa, residente no Freixo, ligou Paris a Mortágua de bicicleta

2009-06-26
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Uma aventura solitária de cerca de 1800 Km

Aos 61 anos de idade, António Albano Gonçalves Barbosa, o seu nome completo, natural de Vale de Açores e residente no Freixo, decidiu partir numa aventura solitária pedalando de bicicleta entre França e Portugal. Partiu de França na passada quarta-feira, dia 17, pelas cinco da manhã, apenas com uma bicicleta, uma mochila às costas e muita força de vontade.
António Barbosa conta que esta era uma ideia e um desafio que esteve sempre no seu pensamento: “dizia sempre que um dia quando chegasse a reformado e tivesse tempo, havia de fazer esta viagem de bicicleta entre os dois países”. Um país é a França, para onde emigrou há precisamente 44 anos, o outro é o seu país natal, Portugal. Chegou a Mortágua no dia 24, quarta-feira, após ter percorrido cerca de 1800 quilómetros de bicicleta. Foram oito dias de viagem e oito etapas a ligar Ris Orangis, perto de Paris, e a sua terra natal, Mortágua.
Uma aventura solitária e um sonho realizado. “Missão cumprida”, diz.
António Barbosa emigrou com 17 anos para França para ir trabalhar numa empresa de construção de grandes obras públicas. Na sua juventude foi jogador nas camadas jovens do Mortágua Futebol Clube e elemento do Corpo Activo dos Bombeiros, recorda.

Viajou sozinho, sem qualquer tipo de apoio. “Era só eu, a bicicleta e a mochila”, conta.Dentro da mochila transportou uma segunda muda de roupa, sandálias, máquina de barbear, óculos, produto para as lentes de contacto, telemóvel com carregador, carteira, uma pequena máquina fotográfica, impermeável para a chuva e colete reflector. Não utilizou mapas ou GPS durante o percurso, orientando-se apenas por uma folha com a indicação dos vários pontos de passagem e a sinaléctica que ia encontrando pelo caminho. Dormiu em hotéis e comeu em restaurantes, onde normalmente aproveitava para se abastecer de líquidos para o dia seguinte. Tomar um bom pequeno almoço, beber muita água, foram duas das poucas preocupações que teve ao longo da jornada.
Confessa que a primeira etapa, em que andou 320 Km, foi a mais difícil: “tive aí uns 280 Km de vento contrário e cheguei ao fim extremamente cansado. Nessa noite quase que não dormi. Também houve aquela zona de Bordéus, muito sobe e desce, e a zona de Landes, que era um bocado monótono, com rectas intermináveis”. Nas etapas seguintes percorreu em média entre 180 a 220 Km diários, sempre à luz do dia. Atravessou a zona montanhosa dos Pirinéus Atlânticos e entrou em território espanhol pela região de Navarra. A penúltima etapa ligou Salamanca às Penhas da Saúde, numa distância de 194 Km. Finalmente, a última etapa, entre as Penhas da Saúde e Mortágua, num total de 111,5 Km, incluindo uma subida ao ponto mais alto da Serra de Estrela, à Torre, a 1991metros de altitude.

Eram 16h55 quando entrou na Vila de Mortágua: “até parei junto à placa para tirar uma fotografia”. Foi recebido nos Paços do Concelho pelos Vereadores João Fonseca e Júlio Norte (na ausência do Presidente da Câmara), recebeu felicitações e algumas lembranças do Município. Na breve conversa com António Barbosa, os Vereadores Municipais destacaram o seu exemplo e espírito jovem, e o significado simbólico desta “ponte” entre a terra adoptiva e a terra natal. Muitos mortaguenses e portugueses em geral emigraram nos anos 60 para a França, à procura de uma melhor vida, sendo António Barbosa um deles.
Durante a viagem contactava duas vezes por dia com a esposa e familiares: “por volta do meio-dia enviava uma mensagem e à noite fazia um telefonema, a dizer que estava tudo bem, para ficarem mais tranquilos”.
Chegou visivelmente cansado, sobretudo por causa da mochila de 4Kg que teve de transportar, ao mesmo que puxava aos pedais: “devo ter perdido aí uns 4 ou 5Kg”, desabafava no final.
Na próxima terça-feira regressa a França, mas agora de avião. Questionado se voltará repetir a proeza, respondeu-nos: “ Nunca se pode dizer que é a última vez...”.
António Barbosa está habituado a estas aventuras de bicicleta. Por três vezes, em 1999, 2003 e 2007, fez a corrida entre Paris – Brest - Paris, numa distância de 1225 Km. “Na última vez fiz o percurso em 84 horas e 52 minutos”. Anda de bicicleta três a quatro vezes por semana e é membro da Secção de Cicloturismo da União Desportiva de Ris Orangis. Já percorreu os Alpes e Pirinéus, que não lhe assustam.
António Barbosa não é o único mortaguense a empreender uma aventura deste género.
Em 1992, José Luís Loureiro, natural de Vale de Açores, efectuou a correr o percurso Luxemburgo-Mortágua, tendo repetido em 1995 a mesma viagem, mas em sentido inverso. Diz um ditado chinês, que nenhum homem deve partir deste mundo sem fazer uma grande caminhada. Chegar ao destino é a recompensa do esforço e sacrifício, só ao alcance das pessoas que acham que a vida é verdadeiramente para ser vivida.


As 8 etapas do percurso:

  • 1ª etapa - Paris – Le Blanc

  • 2ª etapa - Le Blanc- La Roche Chalais

  • 3ª etapa - La Roche Chalais – Salies- de- Béarn

  • 4ª etapa – Salies- de- Béarn – Peralta de Calasanz

  • 5ª etapa - Peralta de Calasanz – Aranda de Duero

  • 6ª etapa - Aranda de Duero – Salamanca

  • 7ªetapa Salamanca -Penhas da Saúde

  • 8ª etapa - Penhas da Saúde- Mortágua



    Total: 1799 Km



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