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Feira de Usos e Costumes animou Praça do Município

2009-04-20
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

A Praça do Município acolheu no passado domingo (dia 19) a quarta edição da Feira de Usos e Costumes, organizada pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores. Como habitualmente marcaram presença vários grupos folclóricos convidados, para além do organizador: Rancho Folclórico “Os Irmânicos” da Marmeleira (Mortágua), Grupo Etnográfico da Região de Coimbra, Rancho Folclórico e Grupo Etnográfico de Pampilhosa e Rancho Folclórico de Penacova e Associação Etnográfica “Os Serranos”, de Águeda.

Cada grupo trouxe a gastronomia tradicional, o folclore e tradições da sua região, do Mondego à Serra do Caramulo. O grupo de Penacova trouxe os famosos pastéis do Lorvão, as trouxas e nevadas de Penavoca e o pão de azeite.
O Grupo de Coimbra as queijadas da Pereira, os pastéis de Tentúgal, as arrufadas de Coimbra, as barrigas de freira, as pinhoadas, os suspiros e bolos caseiros. “São doces conventuais, as freiras faziam antigamente e nós continuamos essa tradição. As pessoas mais antigas é que conhecem estas receitas, têm os seus segredos”, conta Graça Barbosa.

Na barraquinha do Rancho de Vale de Açores as sugestões eram pataniscas e doçaria caseira: coscorões, pão de ló, bolo mulato, bolos de Carnaval e filhoses, para além da jeropiga. “Tem-se vendido mais ou menos bem. O tempo também era incerto e tivemos medo de fazer muita coisa. Mas já vendemos os tremoços e os coscorões todos e as filhoses estão a sair muito bem”, contou-nos Maria José, 64 anos, um dos elementos do Rancho que colabora na iniciativa.



No Rancho dos “Irmânicos” a gastronomia estava por conta dos petiscos: carapau frito, peixe do rio em escabeche e rojões. Mas também havia lugar para os produtos agrícolas e apícolas. O pão de trigo caseiro foi dos produtos mais procurados: “trouxemos vinte e poucos pães e vendemos tudo na parte da manhã. Se tivéssemos o dobro ou o triplo vendia-se tudo na mesma”, contou-nos Rosa Ferreira, daquela Associação.
Os visitantes podiam ainda almoçar no próprio recinto da Feira, tendo à sua disposição rojões com migas e bacalhau com batatas a murro.

A partir das 17 horas começou a animação, a cargo do Rancho das Sargaceiras e Marítimos de Angeiras (Matosinhos) e Associação Etnográfica “Os Serranos” de Belazaima do Chão, concelho de Águeda.

O primeiro grupo, oriundo de uma região de pescadores, apresentou as figuras típicas das vareiras com a canastra à cabeça (vendiam o peixe de porta em porta) e os pescadores com as tradicionais camisas e calças ao xadrez, barrete na cabeça e pés descalços.

O grupo vindo das faldas do Caramulo apresentou uma recriação da vida da aldeia intitulada “Vizinhos de Corpo e Alma”, constituída por vários quadros da vida comunitária, da faina agrícola e da relação com a religiosidade. Nesta zonas serranas o isolamento reforça os laços de vizinhança, partilhando trabalhos, obrigações, devoção e diversão, que se manifesta e renova com as estações do ano. São os serões de aldeia, as descamisadas, o Cantar das Almas, os jogos de terreiro, os namoros junto à fonte, as danças.
Um grupo que faz questão de dizer que não é folclórico, mas que se dedica à recolha, investigação, divulgação e preservação dos costumes, vivências e valores dos nossos antepassados.

Alguns destes usos e costumes “de outrora” voltam curiosamente a estar na moda, por efeito da crise económica, como seja o costume de cozer o pão em forno de lenha, em casa ou em fornos comunitários, ou seja, não são práticas assim tão nostálgicas ou ultrapassadas, mas usos e costumes vivos e actuais. Quem diria...




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