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Seminário debateu influência da alimentação no Desporto

2009-02-02
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

“Alimentação e Nutrição no Desporto” foi o tema do Seminário realizado no passado dia 31, no auditório na Biblioteca Municipal, numa iniciativa da área do Desporto do Município e Biblioteca Municipal. Estiveram presentes cerca de 40 participantes, entre técnicos de Educação Física, estudantes de Desporto, desportistas, dirigentes desportivos, fisioterapeutas, professores.
Na abertura do Seminário, o Dr. Vítor Fernandes, Director do Centro de Saúde de Mortágua, referiu as vantagens do exercício físico e de uma alimentação racional na saúde, fazendo a defesa da alimentação tradicional, tipo mediterrânica, face aos novos hábitos alimentares em que predomina o fast-food. O sedentarismo é outro dos problemas que afecta a saúde dos portugueses: “mesmo antigamente as pessoas faziam muito exercício físico na agricultura, agora é tudo mecanizado. Em geral faz-se muito pouco exercício”, avisa.

José Augusto Santos, docente da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, especialista em Biologia do Desporto, abordou o tema “Rotinas alimentares em alta-competição. Na sua intervenção referiu-se às diferenças da dieta alimentar desportiva em função da idade, sexo, modalidade e as características individuais dos atletas.

Um desportista não é um ser especial em termos nutricionais. “Está sujeito a um desgaste energético maior, e portanto há um equilíbrio nutricional que deve ser mantido, fazendo o ajuste nutricional em termos calóricos aquilo que é o gasto do desportista”, esclareceu.
Existem alguns sectores de desportistas que, no entanto, estão sujeitos a cuidados especiais. “Sabe-se hoje, por exemplo, que a mulher maratonista tem tendência para perder mais hemoglobina, mais aritroses, mais sangue e tem que fazer um controle periódico do seu ferro, da sua ferritina e transferrina sanguíneas, tendo necessidade de ingerir alimentos ricos em ferro”.
Luís Lavrador, é formador na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra mas a sua cara é mais conhecida por ser Cozinheiro-Chefe na Selecção Nacional de Futebol. É também co-autor do livro “ À mesa com a nossa Selecção”.
Na sua prelecção subordinada ao sugestivo tema “A bola dos alimentos”, falou das várias dimensões do comer, como o aspecto, cheiro, apresentação, que influenciam de forma positiva ou negativa a nossa relação com o prato que nos é servido. A mesa, referiu, além de ser “um local esplendoroso de degustação, é onde se desenvolvem grandes momentos da nossa vida, se fazem negócios, se partilham amizades”. É um acto social e cultural.
No caso dos atletas, os momentos vividos à mesa são tão importantes como os momentos vividos dentro das quatro linhas, dizendo “as rivalidades clubísticas desaparecem no campo mas também à mesa". Os cozinheiros têm um papel importante no seio do espírito da selecção: “nós chegamos a estar 50 dias com eles, como aconteceu na Alemanha, é muito tempo, é uma família”.
Quanto à alimentação dos atletas, explica “é uma alimentação racional, dietética e cuidada em todos os seus aspectos. Podem comer tudo aquilo que é adequado aquele momento”. As refeições são feitas de acordo com indicações médicas: “os médicos idealizam a refeição e nós concretizamo-la, damos-lhe o rosto que tem quando chega à mesa”. E a refeição é importante não só para o estômago como para a alma dos atletas, contribuindo para que eles atinjam o melhor desempenho dentro do campo.
E como comem os nossos futebolistas?: “Não são esquisitos, comem de tudo um pouco e comem bem. Eu costumo dizer que eles são tão bons a comer como são no campo a jogar”. Apenas um senão. “Eles não estão muito tempo a comer, comem muito rápido, é uma coisa que me fez sempre muita confusão”, comenta.


Beatriz Gomes, 29 anos, atleta olímpica de Canoagem, participou nos recentes Jogos Olímpicos de Pequim. Trouxe o seu testemunho pessoal sobre os cuidados gerais que tem com a sua alimentação diária, nomeadamente quando participa em competições no estrangeiro. Tratando-se de uma actividade desportiva que exige muito esforço físico, sobretudo a nível dos braços, a alimentação contém uma grande percentagem de hidratos de carbono. Entre os alimentos a evitar estão os fritos, folhados, carnes gordas, sumos, refrigerantes, bolos com creme, manteiga, queijo, molhos (maionese), charcutaria. Nas competições internacionais, como nos Jogos Olímpicos, os cuidados são redobrados. “Só comemos comida da aldeia olímpica”. E portuguesa: “a comida chinesa é muito diferente da nossa, é uma mistura de sabores e ingredientes, não estamos habituados a ela. Não podemos arriscar, com uma indisposição pode-se perder um ano de preparação e ir tudo por água abaixo”, desabafa.
“Comer em cafés, quiosques, barraquinhas de rua, nem pensar. Tentamos não comer alimentos que não estejam cozinhados. Fazemos por não comer molhos, principalmente maionese. Comemos fruta, de preferência lavada e descascada por nós. Não comemos mariscos”, revelou.
A desidratação é outro dos parâmetros que o atleta tem que controlar. Normalmente, até 15 minutos antes de entrar em prova ingere uma bebida energética, gesto que repete imediatamente no final da prova. O controlo do peso corporal é feito semanalmente, o qual varia com o momento da época desportiva.
Foi um Seminário seguido com muita atenção e interesse pelos participantes, de tal forma que ninguém deu pela hora do almoço, o que quer dizer que os prelectores souberam cativar. E quando assim acontece, é porque valeu a pena...




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