Bem vindo ao ao www.cm-mortagua.pt

 Menu

 


 Agenda Municipal

 

Edição de
Outubro 2021


Versão em PDF


Acompanhe o Município
de Mortágua no Facebook

 


 

Conheça as novidades do Mercado Municipal



 Newsletter
Deseja receber notícias de Mortágua no seu endereço de e-mail?

Subscreva a nossa newsletter.

Clique aqui para se inscrever.


Notícia
Índice >  



Unidade Móvel de Saúde já efectuou 19.593 consultas

2007-07-13
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

A Unidade Móvel de Saúde de Mortágua completou no passado mês de Junho dois anos de funcionamento regular na prestação de cuidados de saúde às populações do concelho. Nestes dois anos realizou 19.593 consultas, em que foram analisados parâmetros como os níveis de glicémia (diabetes), tensão arterial, controle do peso, efectuados tratamentos básicos de enfermagem, para além das funções de aconselhamento e encaminhamento médico.
No primeiro ano registou 5471 consultas, ao longo dos sete meses de funcionamento. No segundo ano, o primeiro em pleno, somou 9.578 consultas. Este ano e até 30 de Junho, o número vai em 4.544.

Mortágua foi um dos concelhos pioneiros do distrito e da região a ter um serviço móvel de saúde vocacionado para a prestação de cuidados de prevenção, vigilância e cuidados primários de saúde. A criação deste serviço foi fruto de uma parceria entre três instituições: o Município de Mortágua, a Coordenação da Sub-Região de Saúde de Viseu e o Centro de Saúde de Mortágua. O Município assegurou a viatura, as despesas de manutenção e o motorista, enquanto os serviços de saúde garantiram o pessoal de enfermagem e o material médico-cirúrgico necessário.

Passados dois anos, a presença da Unidade Móvel de Saúde nas várias povoações, geralmente Largos e outros locais centrais, passou a ser vista como algo normal e familiar. É um dia diferente para as aldeias, em que as pessoas se juntam, conversam e vão à consulta. As pessoas estão informadas sobre o calendário das visitas, pois recebem folhetos a avisar o dia e a hora. O atendimento é feito pela ordem de chegada, que cada um vai fixando, digamos visualmente, sem necessidade de qualquer inscrição prévia.

A aceitação do serviço, pelas palavras que ouvimos, é muito positiva. Há dias estivemos na povoação da Cercosa, onde recolhemos vários depoimentos de utentes que ali aguardavam a sua vez de serem atendidas.
António Ferreira Santos, 79 anos, era um dos utentes que aguardava a sua consulta, abrigado debaixo de uma varanda, numa tarde muito quente.
“Tenho vindo sempre. Isto foi uma coisa muito boa que fizeram. Uma pessoa sempre fica mais descansado, sabe se anda descontrolado ou não”.
Maria Idalina, 90 anos, fez questão de contar na sua caderneta o número de vezes que veio à consulta. “Olhe, como pode ver, é a 7ª vez. Se não fosse isto eu não sabia como andava e também já vou menos ao Centro de Saúde”. Cada utente tem uma caderneta onde estão apontadas as consultas realizadas e os valores dos vários parâmetros, o que permite verificar a evolução mês a mês.
“Isto é um alerta, se aqui acusa que a tensão ou a diabetes está alta, a gente já se previne, já vai ao médico. As pessoas podem não ter ideia de ir ao médico, mas ouvem os conselhos da enfermeira e até vão, já é outro incentivo. Para mim foi uma iniciativa muito boa”, diz Gentil Martins, 77 anos.
Helena Nunes, 63 anos, considera-se uma privilegiada em relação aos outros utentes, dado que possui meio de transporte próprio para ir ao médico. Mas reconhece que para outras pessoas a vinda da Unidade Móvel é uma grande ajuda. “Eu por acaso tenho carro, mas para aqueles que não tenham, é muito mais difícil. Ou têm que chamar um taxi ou até são capazes de andar tempos e tempos sem ir ao médico”.


Média de 700 a 800 utentes por mês

Pedro Lopes é o motorista de serviço da Unidade Móvel de Saúde. Conhece bem os utentes, os seus problemas de saúde, as suas queixas, as suas histórias de vida.
“Temos uma média mensal de 700-800 utentes. Nalguns meses há uma ligeira quebra, tem a ver sobretudo com a época das sementeiras das batatas, as vindimas, as colheitas em geral. Nessas épocas nota-se menos gente”, conta-nos.
Refere que os utentes mais regulares são os que habitam nas povoações mais rurais e afastadas da sede do concelho. “ As pessoas da zona da serra, por exemplo Eirigo, Paredes, Laceiras, Sardoal, Cernadas, são mais certinhas. Só não vêm se houver uma consulta em Coimbra ou tiverem um afazer mais urgente, doutro modo nunca faltam”.
As pessoas já se habituaram a coordenar o horário da visita da Unidade Móvel com o seu trabalho diário, seja em casa ou no campo, sobretudo nas aldeias mais rurais“. Há muitas pessoas que interrompem o seu trabalho para virem à consulta. Algumas vêm com a roupa de trabalho, outras ainda vão a casa lavar as mãos ou vestir uma outra peça de roupa. Depois voltam ao que estavam a fazer”.

“Este serviço é uma mais-valia para a população, sobretudo para a mais idosa”
- refere a Enfª Margarida Simões



Margarida Simões é uma das enfermeiras que habitualmente integra a equipa de enfermagem destacada para a Unidade Móvel de Saúde. Esta responsável destaca, desde logo, o papel da Unidade Móvel em termos de acessibilidade aos cuidados de saúde, dado que algumas pessoas ainda são relutantes na ida ao médico. E dá exemplos: “No início encontrámos pessoas que não iam ao médico há 3 anos. Achavam que andavam bem, no entanto eram diabéticas, apresentavam valores muito altos mas não ligavam, talvez por desleixo. Algumas dessas pessoas, se não fosse a Unidade Móvel, não saberiam que eram huipertensas ou que são diabéticas, e agora têm mais preocupação em fazer esse controle”.
Quando algum valor está fora do normal a equipa faz o encaminhamento para uma consulta normal no médico de família, nos casos especiais é passada uma carta para o médico, que deste modo já possui dados de referência.
Para além da verificação dos vários parâmetros (glicémia, tensão arterial, peso), a equipa médica verifica a vacinação e presta conselhos diversos, que vão desde o tipo de alimentação, estilos de vida, planeamento familiar, etc.
Alguns conselhos são ajustados à época do ano, como nos explicou. “Por exemplo, nesta altura do ano, damos também conselhos para se protegerem do sol e do calor, nomeadamente usarem um boné, ingerirem água, evitarem trabalhar nas horas de maior calor. No Inverno damos conselhos sobre os cuidados a ter com as lareiras, as braseiras, os aquecedores, as botijas de água quente, as quedas. Também chamamos a atenção para os cuidados a ter nos trabalhos agrícolas, nomeadamente o perigo no uso de pesticidas.”.
“Tudo isso é extremamente importante em termos de prevenção” -sintetiza.
A experiência colhida ao longo destes dois anos leva Margarida Simões a considerar que os resultados alcançados são positivos, afirmando que as pessoas mostram que estão mais sensibilizadas e preocupadas com a sua saúde. “ Nota-se que as pessoas tomam sentido nos conselhos que lhes transmitimos e têm mais consciência dos abusos que por vezes cometem”.

Presidente da Câmara, Afonso Abrantes
“As pessoas já vêem este serviço como algo que lhes é familiar”


O Município de Mortágua foi a entidade promotora deste serviço inovador, um dos primeiros a funcionar em todo o distrito e região.
Para o Presidente da Câmara Municipal, Afonso Abrantes, os números da adesão falam por si e são reveladores do agrado e aceitação que o serviço tem hoje junto da população.
“As pessoas identificam-se com este serviço, vêem-no como algo que lhes é familiar, como um serviço que entrou na sua vida normal, e são agora elas que reclamam e sentem a necessidade de terem este serviço. Isso deixa-nos muito satisfeitos, porque é a satisfação das pessoas, a sua qualidade de vida, que move os nossos propósitos e iniciativas”.
Embora sendo um serviço para toda a população, o presidente do Município reconhece a maior importância para a população idosa. “Os idosos são tradicionalmente um sector mais vulnerável da população, que tem mais dificuldade de acesso aos cuidados de saúde, seja por razões económicas, sociais, culturais ou outras”, explica.
Relativamente à sugestão de alguns utentes, de inclusão de um médico na equipa móvel, Afonso Abrantes esclarece: “Nós sabemos que as pessoas gostariam que a equipa tivesse o apoio de um médico, essa foi também sempre a nossa vontade, mas como sabem, o Município não tem competências na área da saúde, não pode alterar nada sozinho. Existe um problema de falta de médicos a nível nacional e o nosso Centro de Saúde tem as suas limitações de pessoal médico”.
Apesar dessa limitação, adianta: “Acho que já demos um passo importante, não temos a situação ideal, é certo, mas este é um serviço que irá evoluir e estaremos atentos a qualquer solução que represente no futuro uma melhoria da qualidade do serviço, nomeadamente o alargamento da consulta a outros indicadores”, finaliza.



Direitos de autor reservados
ImprimirImprimir

  Outras notícias
Primeira reunião do Executivo Camarário2021-10-22
Presidente da Câmara eleito traçou objetivos do programa de governação para os próximos 4 anos: “Fazer mais pelas Pessoas” e construir uma “Melhor Mortágua”.2021-10-19
Bruno Sancho vence em casa e sagra-se novo Campeão Nacional de Maratona XCM, categoria Elites.2021-10-18
Ricardo Pardal tomou posse como presidente da Câmara para o mandato 2021-20252021-10-18
Marcos Históricos. Praça do Município acolheu o espetáculo “A Encruzilhada do Bussaco”. 2021-10-12
Receção aos alunos da Academia Saber+. Ano letivo arrancou com cerca de 70 alunos já inscritos.2021-10-04
Passeio Noturno Encenado – “Marcos Históricos - A encruzilhada do Bussaco”2021-09-29
Joaquim Silva e Pedro Pinto foram bronze no Campeonato Nacional de Rampa 2021-09-13
Mortágua tem 4º mural evocativo das Invasões Francesas. Trabalho é da autoria da artista mortaguense Rute Gonzalez. 2021-09-08
Joaquim Silva, da equipaTavfer-Measindot-Mortágua, venceu 1ª Etapa e é Camisola Amarela do GP Jornal de Notícias 2021-09-01


Início | Município | Notícias | Eventos | Turismo | Contactos | Mapa do Site | Política de Privacidade