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Floresta. Projeto-piloto em Mortágua vai recuperar 600 hectares de área ardida até ao final do ano.

2022-09-05
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

Projeto-piloto desenvolvido pela CELPA - Associação da Indústria Papeleira, com a parceria da Navigator e ALTRI, e o apoio da Câmara Municipal, está a recuperar e a reabilitar uma área de 600 hectares de área florestal que ardeu nos incêndios de 2017.

Inserido no projeto Melhor Eucalipto, promovido pela CELPA, o programa operacional de Mortágua arrancou em novembro de 2021, com uma ação de divulgação na localidade do Freixo, uma das zonas do concelho mais atingidas pelos incêndios há cinco anos. Nessa ação registou-se logo a adesão de cerca de 70 proprietários. Atualmente contam-se em mais de duas centenas os proprietários aderentes e outros já manifestaram vontade de aderir, estimando-se que até ao final dos trabalhos sejam identificados para cima de 1200 proprietários na área de minifúndio abrangida pelo projeto.

O Município de Mortágua participa no projeto, quer ao nível da divulgação, quer ao nível das infraestruturas florestais, nomeadamente caminhos, pontos de água, faixas de gestão de combustíveis.

Atualmente cerca de 300 hectares de área já foram intervencionados, prevendo-se atingir a meta dos 600 hectares até ao final do ano. A esta área acrescem os 200 hectares que já foram intervencionadas pelos proprietários e empresas do setor ainda antes da implementação do projeto.

O projeto abrange um perímetro florestal a sul do concelho, que se estende desde o Cabeço do Senhor do Mundo e da localidade do Freixo, até à zona confinante à EN228 e ao IP3 (zona de Almaça).

Na linha da frente das operações está uma empresa prestadora de serviços e de consultoria florestal, a CERNE Agroflorestal, sediada em Mortágua, que procede à identificação dos proprietários, à delimitação das parcelas existentes, à caraterização da vegetação e espécies florestais, e numa segunda fase coordena os trabalhos a realizar no terreno, após a respetiva autorização.

António Macedo, coordenador da CELPA para o Programa de Recuperação de Ardidos em Mortágua, sublinha as virtualidades do projeto-piloto: “Esta é uma área que estaria abandonada na sua maioria, diria na ordem dos 70/80%, se não tivesse sido implementado este projeto, e com um risco acrescido de incêndio. O que estamos aqui a fazer é dar apoio técnico e financeiro, a 100%, para ajudar os proprietários a reabilitar e recuperar uma área de enorme potencial produtivo, deixando-a mais resiliente e traduzindo-se no futuro também num maior rendimento para os proprietários”.

A operação consiste na seleção de varas, gestão de matos nas entrelinhas e linhas de plantação (controle da gestão de combustíveis), controle de espécies invasoras e da regeneração natural do eucalipto. A esse apoio acrescenta-se a entrega gratuita de fertilizante (adubo), no âmbito do programa “Limpa & Aduba” da CELPA.

“Sem esta ajuda e incentivo, a probabilidade de abandono dos povoamentos florestais era maior. Este projeto permite garantir uma área de produção equilibrada, bem gerida, bem dimensionada, um território mais resiliente e produtivo, que é o que todos queremos”, refere o responsável da CELPA.

Os resultados no terreno são visíveis e animadores. “Temos aqui um excelente exemplo que deve ser mostrado, conhecido e replicado para outras zonas do país que sofreram também com os incêndios de 2017”.

António Redondo, CEO da Navigator, refere a necessidade dos vários atores no território trabalharem em cooperação para promover o seu desenvolvimento. “Encontrámos em Mortágua condições únicas para desenvolver este projeto, desde logo por ser um território florestal por excelência, com boas produtividades, onde a espécie está bem adaptada, e muito próximo dos consumidores finais. Mas acima de tudo, encontrámos aqui uma “cultura florestal” e uma Autarquia muito recetiva a desenvolver estes projetos para tornar o território não só mais resiliente, mas também a dar mais rendimento aos proprietários”.

Segundo António Redondo, este projeto permite aos proprietários aumentar a produtividade dos seus povoamentos e obter um rendimento que de outra forma não teriam. “Se não fosse feita esta intervenção, daqui a 8, 10, 12 anos, os proprietários não teriam madeira para retirar e perderiam rendimento. Com este projeto, um terreno que não era produtivo, que era um passivo, passa a ser um ativo, com um potencial de produção e de rendimento para os proprietários. Nós estimamos que pode haver aqui aumentos de produtividade que podem ultrapassar os 50%, comparando a situação pré e pós intervenção”.

O responsável da Navigator refere que os incêndios de 2017 causaram algum desânimo e desmotivação nas pessoas, daí a importância deste tipo de incentivos para que as pessoas voltem a olhar para a floresta como um valor, um rendimento para o futuro. “Muitos proprietários, depois de verem as intervenções realizadas, ganharam um novo alento, começaram a recuperar uma ligação à terra, ao território, que se estava a perder”.

E salienta o papel da indústria na promoção e transmissão de boas práticas, na partilha de conhecimento e inovação, com o objetivo de aumentar a resiliência e a produtividade dos povoamentos e o rendimento dos proprietários. “Todos saem a ganhar com a proteção e valorização da floresta, os proprietários, os prestadores de serviços, a indústria, o município, a comunidade local, e naturalmente o país”.  

O Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Pardal, refere que este projeto é da maior importância para o concelho, lembrando o peso económico que a floresta tem no PIB concelhio e no emprego. “Os proprietários têm aqui uma oportunidade de recuperar os seus terrenos para produção florestal, melhorar a produtividade e retirar mais valor da madeira. Os terrenos se forem abandonados vão dar lugar às espécies infestantes, vão acumular carga combustível, e agravar o risco de novos incêndios. Este apoio ao proprietário é absolutamente necessário, porque nem todos têm capacidade financeira para executar estas operações e temos de criar condições para que as pessoas continuem a investir na floresta e a criar riqueza”.

Os proprietários com terrenos situados na zona que está a ser intervencionada e que estejam interessados em aderir podem contactar o Ninho de Empresas do Município de Mortágua 231 927 030 / ou a Cerne Agroflorestal / 912 139 788


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