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Exposição patente no Centro de Animação Cultural retrata a censura na Cultura e nas Artes durante o tempo da Ditadura

2020-02-04
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

“O que ficou por dizer - A Censura na Cultura e nas Artes. 1936 – 1974,” é o título da Exposição patente no Centro de Animação Cultural de Mortágua, de 3 de Fevereiro a 1 de Março.

A Exposição, cedida pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e composta por 25 telas, proporciona um olhar crítico sobre o modo como a Censura afetou a cultura e a vida social dos portugueses num modo geral, abordando um período crítico da nossa história (1936-1974) caracterizado pela privação da liberdade de expressão.

Organizada pelo cenógrafo e artista plástico, Fernando Filipe, esta exposição foi construída a partir de materiais constantes do valioso acervo documental da cooperativa e de outros documentos entretanto recolhidos.

A mostra inclui obras, textos, fotos e documentos que foram censurados ou proibidos pelo regime do Estado Novo nas várias áreas da cultura e das Artes, como a Literatura, o Cinema, a Música e o Teatro, entre outros. Os carimbos com as expressões “Censurado”, “Proibido”, “Aprovado com cortes” são a marca visível da mão dura e implacável da Censura.

Muitos destes documentos são exibidos pela primeira vez nesta mostra, que se pretende acessível a vastas camadas do público, designadamente ao público mais jovem. “Esta exposição recorda o que foi a censura e o que fez, pensando sobretudo nas gerações que a não conheceram e dela pouco ou nada sabem”, afirma José Jorge Letria, presidente da Direção da SPA, no texto de apresentação da exposição.

José Jorge Letria afirma que “nada há de mais triste e revoltante do que ver a obra criada em liberdade ser amputada ou destruída por pessoas que vem no ato criador uma ameaça ao exercício do seu poder e um limite à sua arbitrariedade. Nesse sentido, pode dizer-se que esta exposição constitui um sentido ato de protesto contra o efeito castrador e anticivilizacional da intervenção burocrática e policiesca no espaço livre da criação”. E enfatiza que a SPA sempre se opôs firmemente a esse exercício, tendo sido um dos poucos espaços de resistência cultural corajosamente mantidos no Portugal da ditadura.

O ato de censurar, materializado no célebre “lápis azul”, na proibição e confiscação de livros, textos, discos, foi um dos instrumentos usados pelo regime de Salazar para cercear a liberdade de expressão e o espírito crítico e criador dos portugueses, moldando a sociedade a um pensamento único e oficial. Um número elevado de obras ficaram assim, deliberadamente, arredadas do conhecimento e da fruição do público.

Mesmo quando a censura passou a ser designada por “Exame Prévio”, a violência do ato censórico não abrandou e continuou a atingir até ao 25 de Abril as obras dos principais criadores culturais portugueses.

Nesta Exposição é possível encontrar referência ao nome do escritor mortaguense Tomás da Fonseca (1877-1968), um dos autores nacionais que mais sentiu na pele (e na alma) a ação persecutória do Estado Novo. Publicou cerca de quatro dezenas de obras, mas viu proibidas 17, outras foram confiscadas. Para fugir à censura, o escritor chegou a mandar imprimir alguns livros no Brasil, outros circulavam em Portugal de forma clandestina.

A sua subversão intelectual e política face aoestablishment”valeu-lhe a prisão e o afastamento compulsivo da atividade docente.

 

 

 

 

 


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