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Biblioteca Municipal. Exposição de leques: tempo, lugar e significado.

2019-07-23
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Exposição mostra leques de várias origens e temas, alguns dos quais são réplicas dos usados por figuras famosas.

A exposição foi inaugurada no passado dia 19 e contou com a presença da autora da coleção, Maria José Albuquerque.

O presidente da Câmara Municipal, Júlio Norte, deu as boas vindas à colecionadora e destacou a vitalidade, energia e mente ativa da autora, que com os seus 95 anos, demonstra que a idade é aquela que sentimos e não a que temos. Enalteceu ainda o seu gesto de disponibilizar e partilhar com o público “algo que é sempre muito pessoal”, como uma coleção, afirmando que esse gesto ganha relevo porquanto vivemos numa sociedade muito egoísta.

Maria José Albuquerque nasceu no concelho de Nelas mas reside há muitos anos em Coimbra. Com formação em Ciências Históricas-Filosóficas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, exerceu docência e orientação pedagógica por várias escolas da Região Centro, tendo efetivado como professora na Escola Avelar Brotero.

Tem certificação em Língua e Cultura espanhola pelo Instituto Espanhol da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e foi cofundadora da Associação Luso-Espanhola de Pedagogia.

A exposição é constituída por 61 leques de vários estilos e representativos de várias regiões do mundo que são uma mostra da coleção mais vasta da autora. Da coleção fazem ainda parte réplicas de leques que foram usados por figuras famosas e celebridades, como a Imperatriz Josefina, Imperatriz isabel da Áustria, Alexandra Fiodorovna (czarina da Rússia), Maria Antonieta, Virgínia Woolf, Frida Kahlo, entre outras, contendo uma breve biografia.

Segundo relatou, a maioria dos leques adquiriu-os nas suas viagens pelo mundo. Outros foram oferecidos por familiares e amigos, conhecedores do seu gosto particular. Esta antiga professora de História/Filosofia confessa que tem uma predileção “maníaca” pelas coleções. Além dos leques, coleciona moedas, selos, conchas, búzios, dedais. “A partir de certa altura, começamos a dar conta que se juntou muita coisa e já não conseguimos parar”, diz.

A autora fez uma explanação do tema da exposição, oferecendo uma verdadeira lição de história sobre o uso e simbologia do leque ao longo dos tempos e em cada lugar do mundo.

Ao contrário do que se possa imaginar, os leques já eram usados em tempos remotos, desde logo no Antigo Egipto, passando pela antiga Grécia e Roma, o Japão feudal, e ao longo dos tempos foram tendo funções variadas, desde objeto utilitário de proteção contra o excesso de calor, a acessório de moda, e até como símbolo de poder politico e religioso e estatuto social. Os leques, nos seus temas, desenhos, materiais, foram refletindo os estilos de época, os costumes, a cultura, de cada povo e região.

Na vizinha Espanha, como é sabido, o leque tem uma grande expressão, sobretudo nas mulheres andaluzas, estando associado às danças sevilhanas, ao flamenco, e sendo até uma forma de expressão de sentimento e arte.

As damas do séc. XVIII e XIX, impedidas pelas convicções sociais de exprimir livremente os seus sentimentos, usavam os leques como uma linguagem simbólica e codificada. Na apresentação da exposição foram exemplificados e descodificados alguns desses misteriosos sinais.

A partir do séc. XVIII o leque vulgarizou-se na Europa e passou a ser usado praticamente por todas as camadas sociais, acompanhando o vestuário das senhoras.

No livro “ Le langaje de l`Éventail”, publicado em 1830, da autoira de Jean-Pierre Duvelleroy, são explicados 33 movimentos deferentes de leques, o que revela toda a sua versatilidade e riqueza simbólica.

A Exposição vai estar patente até ao dia 1 de setembro, no horário de funcionamento da Biblioteca. Não deixe de visitar!

 


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