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Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen. Crianças do Ensino Básico assistiram ao espetáculo “Para Ti, Sophia”, numa produção da ACERT.

2019-05-09
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

 

Crianças do 3º,4º,5º e 6º anos do Ensino Básico assistiram no passado dia 8 ao espetáculo teatral “Para Ti, Sophia”, uma produção e apresentação da Companhia Trigo limpo teatro ACERT, e com encenação de Pompeu José.

O espetáculo foi promovido pela Biblioteca Municipal e Gabinete Técnico-Florestal do Município, no âmbito do centenário do nascimento da escritora e poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, autora de uma vasta obra de literatura infantil. Esta peça é uma adaptação do conto infantil A Floresta (1968). A narrativa é muito rica em referências à natureza, às árvores, enquanto espaço mágico, maravilhoso, puro, por oposição ao mundo material (tesouro escondido), pondo em confronto os valores do dinheiro, do poder, e da amizade, e fazendo refletir sobre a importância dos mesmos. Sophia descreve o mundo, através do olhar dos mais “pequenos”, de uma forma sublime. O Trigo Limpo teatro ACERT recria esse mundo num espetáculo de teatro para todos, inspirando-se no livro da autora, que por sua vez, inspirou-se na sua própria infância. O livro faz parte das recomendações do Plano Nacional de Leitura.

O cenário, a luz, a música, as personagens, transportaram as crianças para um mundo mágico e onírico, do género de contos de fadas, não faltando também momentos divertidos. Foi evidente o contentamento e entusiasmo das crianças, nos risos, nas expressões de espanto, nos aplausos.

A peça estreou em novembro do ano passado, no auditório Novo Ciclo da ACERT, por ocasião do festival FINTA, sendo uma forma da ACERT homenagear uma das figuras mais marcantes da nossa literatura do século XX.

“Enquanto nos sentimos “pequenos” o mundo ainda nos fascina e os ciclos da vida ainda são diários, próximos da natureza e inscritos na memória coletiva… a água (toda ela: na fonte, no lago, no rio ou no mar) lembra-nos sempre, talvez inconscientemente, o ventre materno, esse lugar mágico onde voámos por dentro do estado líquido. O sol, as flores, os animais, o dia e a noite nascem e morrem lembrando-nos que somos efémeros. Enquanto nos sentimos “pequenos” reinamos, fazendo de conta, e tudo tem a magia dos sonhos, lembrando-nos que a realidade é também o que imaginamos”, refere a nota de apresentação do espetáculo.

Ao que acrescenta: “É fascinante como Sophia escreve, no conto infantil “A Floresta” (1968), de uma maneira tão simples e tão bonita sobre a sua própria infância e sobre os “valores” em que acredita numa narrativa que é riquíssima de imagens e cruza o imaginário de vários contos universais“. O Trigo Limpo teatro ACERT, em “Para ti, Sophia”, construiu no palco um pequeno mundo habitado por três atores que se divertem “reinando” com as palavras da autora e contando esta sua história, e acreditando sempre que “as coisas extraordinárias e as coisas fantásticas também são verdadeiras”.

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto, onde passou a infância. Estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa e publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante. A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana - a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão.

Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da “Carta dos 101 Católicos”, contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Após o 25 de Abril foi eleita para Assembleia Constituinte, em 1975, pelo Círculo do Porto. Faleceu a 2 de julho de 2004.


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