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15º Aniversário da Biblioteca Municipal. Gonçalo Cadilhe e Rodolfo Castro foram dois dos convidados.

2019-03-08
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

Gonçalo Cadilhe é um escritor sobejamente conhecido do grande público, muito por culpa das suas viagens pelos quatro cantos do mundo. No dia 26, à tarde, a convite da Biblioteca Municipal, Gonçalo Cadilhe esteve à conversa com uma plateia, que encheu a sala, para ouvir de viva voz as histórias, peripécias e aventuras que já conhecem dos seus livros. Na parte da manhã já tinha estado à conversa com alunos da Escola Secundária.

Os seus livros de viagens têm sido uma fonte de inspiração para muitas pessoas, despertando nelas o desejo de arrumar as malas e partir à descoberta. A pergunta natural que se pode fazer a Gonçalo Cadilhe é óbvia: “quando não está a viajar, onde está? A paixão pelo surf ajudaram a alimentar o sonho e a vontade de ir à procura das melhores ondas pelo mundo.

Natural da Figueira da Foz, Gonçalo Cadilhe trocou nos anos 90 a segurança do seu emprego como gestor de marketing numa conhecida empresa de vinhos, para ir fazer vindimas para a região de Bordéus. Uma experiência que seria marcante e mudou a sua vida para sempre. Uma frase de Santo Agostinho (séc. IV-V d.c.) foi o mote para o início de uma conversa com a assistência, ávida de curiosidade. Essa frase é muito interessante e diz: “o mundo é um livro e quem não viajou não saiu da primeira página”.

Gonçalo Cadilhe lembrou que o início da sua atividade como escritor de viagens (nos anos 90), coincidiu com o aparecimento das revistas da especialidade. O primeiro artigo que escreveu foi para a revista “Grande Reportagem”, dirigida por Miguel Sousa Tavares. “Nessa altura não havia outra forma das pessoas acederem a informação sobre viagens. Hoje é diferente, as pessoas têm a Internet, as Redes Sociais, tudo é publicado no momento. A ideia do jornalista freelancer que viaja pelo mundo e vende as suas histórias, mudou”.

A partir do ano 2000, com a generalização da Internet pelo mundo, a sua vida de cronista ficou facilitada. Bastava-lhe ir a um cyber café, a uma biblioteca pública, e enviar por email as crónicas e fotografias, com rapidez, sem precisar de regressar a Portugal. Começou então a sua volta ao Mundo sem aviões, da qual ia dando conta no jornal Expresso, semanalmente.  Foram 19 meses a viajar por Oceanos e Continentes, utilizando como meio de transporte cargueiros, autocarro, comboio, e a boleia, esse expediente típico do desenrascanço português. Essa viagem, que demorou 19 meses, entre dezembro de 2002 e agosto de 2004, deu origem a 85 crónicas no Expresso e ao seu primeiro livro intitulado “Planisfério Pessoal”. Dessa viagem relatou um pormenor, que ninguém poderia imaginar: “o melhor sítio onde apanhei Internet foi no Afeganistão. Por causa da presença das forças norte-americanas no país, a ligação à Internet era feita via satélite e era muita rápida, por uma questão de segurança”.

Desde então nunca mais parou de escrever e de publicar, sempre com grande sucesso e aceitação do público, e com vários livros reeditados. Os seus livros não são guias turísticos com descrição de lugares comuns, para turista visitar. “A minha obra é também a minha vida, tudo aquilo que eu escrevo tem a ver com aquilo que eu vou experienciando e vivendo através das viagens”.

Além do jornalismo de viagens, Gonçalo Cadilhe tem-se dedicado à pesquisa sobre grandes navegadores e viajantes portugueses do passado. Esse interesse levou-o a reconstituir as viagens feitas por três personagens da história portuguesa que foram grandes viajantes pelo mundo: Fernão de Magalhães, Santo António e Fernão Mendes Pinto. Essas viagens deram lugar a livros e documentários na RTP.

No livro “Um lugar dentro de nós”, escreveu: “não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti”. Gonçalo Cadilhe testemunhou, com base na sua experiência pessoal, que as viagens mudam-nos, ajudam-nos a compreender quem somos e a evoluir. E também a relativizar muita coisa, a filtrar o que realmente é importante na nossa curta passagem pela vida.

No final da conversa com o público, Gonçalo Cadilhe autografou alguns dos seus livros, que se encontravam à disposição dos interessados. 

No dia 28, dia oficial do aniversário, foi a vez da Biblioteca receber o contador de histórias, Rodolfo Castro, natural da Argentina mas há nove anos a viver em Portugal. Rodolfo Castro é um convidado habitual da Biblioteca e até já um conhecido do público mortaguense, que se tem rendido à sua narrativa cativante.

Na parte da manhã, Rodolfo Castro teve na plateia os utentes de várias instituições sociais (Centro Balmar, Centro de Atividades Ocupacionais da Santa Casa da Misericórdia e ASSOL – Associação de Solidariedade Social de Lafões). À tarde, o público escolar (8º ano).

Há mais de 25 anos que Rodolfo Castro faz de contar histórias a sua profissão e modo de vida. Foi professor do Ensino Básico, mas experimentou outras ocupações, como pedreiro, pintor, futebolista, vendedor de artesanato, até descobrir que a sua grande vocação era contar histórias. “Fiz muitas coisas buscando o meu caminho”, diz. E não se arrepende do caminho que seguiu: “As histórias dão-me muita liberdade”. Contar histórias, além do gosto pessoal, é um momento de partilha. “Eu gosto de ver o espanto, a surpresa, o medo, o riso, as reações humanas, do público. É uma descoberta mútua, minha e de quem me ouve. Eu também fiquei fascinado quando descobri as histórias que conto hoje, e tenho a expetativa que eles também se fascinem com algumas das minhas histórias”. As fontes das suas histórias são os livros, as pesquisas que faz e a tradição oral. Quase todas as histórias vão beber à cultura da América Latina, a sua geografia natural.

Além de um exímio narrador de histórias, Rodolfo Castro é também um excelente “ator” de histórias, que cativa a atenção através dos gestos, dos sons, da teatralização. 

Numa sociedade dominada pelas tecnologias de informação e comunicação, Rodolfo Castro destaca o valor e intemporalidade do livro: “a tecnologia tem de renovar-se continuamente, porque as pessoas aborrecem-se rapidamente dela, passa de moda. Hoje temos um telemóvel topo de gama e passado um ano está ultrapassado. Então, eu acredito mais nas tecnologias que são permanentes, como o livro, que é a tecnologia mais permanente da história da Humanidade. O livro tem mais de dois mil anos e continua vivo e ativo”.

Ao longo do mês de fevereiro a Biblioteca promoveu um programa especial para assinalar o seu 15º aniversário, com iniciativas ligadas a diferentes expressões culturais, como Literatura, narrativa oral, Música e até gastronomia. Este aniversário ficou também marcado pela atribuição do nome de Branquinho da Fonseca, para patrono da Biblioteca Municipal. Natural de Mortágua, Branquinho da Fonseca foi um notável escritor e figura destacada do movimento literário Presença. O seu nome está ainda associado à criação e dinamização projeto das bibliotecas móveis da Fundação Calouste Gulbenkian.   


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