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Showcooking deu dicas sobre como fazer chocolate em casa

2019-02-11
Fonte: Câmara Municipal de Mortágua

A atividade inseriu-se no programa de comemoração do aniversário da Biblioteca Municipal, que está a decorrer ao longo do mês de fevereiro.

Perante uma plateia de duas dezenas de pessoas, Armanda Lourenço, explicou a origem do chocolate, a distribuição mundial em termos de produção e consumo, e explicou como o chocolate chegou até à Europa através das navegações oceânicas no século XVI. Mas a história do chocolate começou há 4 mil anos, nas primeiras civilizações mesoamericanas (ver no final).

Após o enquadramento histórico-cultural, foi tempo de “meter as mãos” no chocolate, e mostrar que cada um de nós pode confecionar chocolate em casa, seguindo algumas regras e alguns cuidados, por forma a obter no final um saboroso chocolate. Enquanto decorria a demonstração, as pessoas puderam colocar e esclarecer questões e dúvidas, até porque algumas pessoas confidenciaram que também fabricam chocolate em casa, nomeadamente para recheio de bolos.   

Mudar de vida depois dos 40 anos…

Armanda Lourenço vive em Ílhavo e começou a interessar-se pelo fabrico de chocolate, por uma situação da sua vida pessoal. Após 20 anos a trabalhar na área do Marketing numa grande marca nacional, decidiu sair por sua própria iniciativa, e dar um novo rumo à sua vida. Durante esse interregno laboral, surgiu a questão óbvia: “o que é que eu vou fazer agora?”. Profundamente crente, diz que foi Deus que lhe indicou o caminho, o seu dom. “Comecei a aprender, a ser autodidata, aprendia em livros, na Internet, foi assim que apanhei o gosto”. E depois passou à prática, muita experimentação, alguns erros, em que os vizinhos, o marido, familiares, serviam de “cobaias”. Deles veio a força e o estímulo para continuar. “As pessoas adoravam o que eu fazia”. Depois sentiu a necessidade de frequentar formações para aprender mais e adquirir bases sólidas. “Nessas formações percebi que aquilo que eu fazia já era muito bem feito. Deu-me asas para voar”. Entretanto, como estava desempregada, decidiu criar um projeto de empreendedorismo e de criação do próprio emprego. Surgia assim o seu negócio, a Oficina do Chocolate “Amor Perfeito”, um projeto que foi crescendo e que hoje está espalhado por lojas, hotéis e chega a todo o mundo através da Internet. Criou um catálogo de produtos para cada época do ano e confeciona também produtos individualizados que lhe são solicitados. Tudo comercializado por encomenda.

“Nesta altura em que se aproxima o Dia dos Namorados, é normal fazerem pedidos personalizados, especiais, com nomes, mensagens de amor”, conta. E lembra alguns pedidos curiosos que já lhe fizeram: “Lembro-me de um cliente pedir um anel em chocolate para pedir a namorada em casamento”.

Além da produção e comercialização, Armanda Lourenço também realiza workshops na sua oficina, onde ensina tudo o que pode fazer com esta matéria-prima. Hoje, Armanda Lourenço, não se arrependa da mudança radical que fez na sua vida: “Sinto-me muito feliz e o feedback que recebo das pessoas é muito positivo, é isso que me impulsiona a fazer mais e melhor”.

No final da demonstração, as pessoas que estavam a assistir foram convidadas a provar bombons artesanais, feitos na hora. Foi notória a satisfação geral da plateia pelos conhecimentos adquiridos nesta “aula”, que aguçou ainda mais o apetite e mostrou que o chocolate é todo um mundo em si mesmo, à mercê da nossa criatividade e inovação.

História do chocolate tem 4 mil anos…

Terá sido o povo Olmeca, que vivia nas regiões tropicais do centro-sul do atual México, o responsável pelo início do cultivo da planta que mais tarde deu origem ao chocolate. Estes bebiam o chocolate durante rituais e usavam-no como remédio.

Bem mais tarde, cerca do século IV, a civilização Olmeca já não existia e na mesma região estava instalada a civilização Maia. O clima húmido servia na perfeição para a plantação e desenvolvimento da planta “cacahuaquchtl” (assim batizada pelos Maias).

Na sociedade Maia existia a crença de que aquela planta pertencia aos deuses e que os seus frutos eram uma dádiva ao homem. Maias apelidaram o chocolate como a bebida dos deuses. O chocolate Maia era uma venerada bebida feita de sementes de cacau torradas e moídas misturadas com malaguetas, água e milho. Os Maias deitavam essa mistura de um pote para outro, criando uma espessa bebida espumosa chamada "xocolatl", que significa "água amarga".

Com o desaparecimento do império Maia, cerca do ano de 900 d.C., surgiram dois povos que se estabeleceram naquela região, primeiro os Toltecas e mais tarde os Astecas. Ambos os povos tiveram fortes ligações com a planta cacahuaquchtl.

O rei dos Toltecas, Quetzalcoatl, era conhecido como o deus do ar, que tinha a missão de trazer do Éden para o Homem as sementes da planta do cacau.

No caso dos Astecas o cacau servia como uma fonte de energia e de sabedoria espiritual. Por isso era dado aos guerreiros para lhes dar força nas expedições militares.

Os Astecas usavam os grãos de cacau como moeda de troca. Acreditavam que o chocolate era um presente do deus Quetzalcoatl, e bebiam-no como uma bebida refrescante, um afrodisíaco, e até mesmo para se prepararem para a guerra.

Acredita-se que o explorador espanhol Hérnan Cortés tenha descoberto, através das suas conquitas no México,  o chocolate durante uma expedição às Américas. Quando buscava ouro e riquezas, encontrou uma chávena de cacau oferecida pelo imperador Asteca. Nessas expedições, este conquistador espanhol experimentou pela primeira vez o “Cacahuatt”, uma bebida que era muito apreciada pelo último rei Asteca, Montezuma II.

Cortez ficou também fascinado com a forma como os Astecas tratavam as sementes de cacau, quase como se fossem o tesouro mais valioso que tinham. Isso aumentou a sua admiração pela recente descoberta, pelo que Cortez trouxe esse fruto para Espanha mas os espanhóis não apreciaram muito a bebida.

Porém, perceberam rapidamente que o cacau tinha um enorme potencial como moeda de troca. Foi devido a isso que começaram a criar enormes plantações de cacau no México.

Com o passar dos anos, os espanhóis juntaram adoçantes à bebida original e tornaram-na bem mais agradável ao gosto Europeu. Desta forma o cacau quente começou progressivamente a conquistar a elite espanhola. Para facilitar o transporte e a confeção da bebida, os espanhóis passaram a aglomerar o cacau em tabletes.

Durante os 150 anos seguintes, a novidade do cacau foi-se disseminando por toda a Europa.

 

 


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